Governo planeja desligamento de organizações internacionais

Em mais uma medida de contingenciamento, o Brasil vai reavaliar sua participação financeira em organizações internacionais.

Uma comissão formada por representantes de quatro ministérios vai passar um pente-fino nesses pagamentos, identificando de quais entidades e fundos o País poderá se desligar – ou, pelo menos, diminuir sua contribuição – para fins de economia.
O decreto que cria a Comissão Interministerial de Participação em Organismos Internacionais (Cipoi) foi assinado ontem (11), pela presidente Dilma Rousseff junto aos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Nelson Barbosa (Fazenda) e Valdir Simão (Planejamento). A Casa Civil também irá integrar a comissão.
Segundo dados divulgados pelo Planejamento no ano passado, o Brasil contribui com pelo menos 75 organizações internacionais, mas acumula débitos com a maioria. A algumas está há mais de uma década sem pagar. A dívida com a ONU, por exemplo, superava os US$ 263 milhões, de acordo com o documento.
“Historicamente, participamos de muitas organizações, dos mais variados tipos. Talvez algumas delas não façam mais sentido para o Brasil. Vamos avaliar o que vale e o que não vale a pena”, afirmou uma fonte do Itamaraty. Caberá ao Palácio do Planalto a “consideração política” sobre os compromissos financeiros do País com essas entidades (AE).

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