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Entenda por que é um erro avaliar desempenho de uma loja apenas por vendas

em Destaques
quarta-feira, 03 de setembro de 2025

Executivo da Seed Digital explica a importância do uso de dados estratégicos para o varejo físico para além da conversão

Medir o desempenho de uma loja física apenas pelas vendas pode parecer lógico, mas é uma armadilha comum e custosa no varejo físico. Em um cenário cada vez mais competitivo, as lojas que usam dados de forma estratégica se destacam e conseguem tomar decisões mais inteligentes.

Um exemplo de informação estratégica que vai além das vendas é, assim como no e-commerce, o fluxo de visitantes do estabelecimento, que permite descobrir, dentre outros fatores, o potencial real de vendas e o quanto está sendo perdido diariamente.

Uma loja que fatura R$200 mil por mês pode ser mais eficiente do que outra que fatura R$350 mil, se tiver uma taxa de conversão mais alta, com melhor alocação de recostos e estratégias baseada em dados reais. “O controle do volume de visitantes é essencial, mas só o começo. O diferencial está no aproveitamento”, aponta Sidnei Raulino, fundador e CEO da Seed Digital, empresa de tecnologia com foco em inteligência de mercado para gestão do varejo físico.

Para o executivo, a lógica é simples: fluxo por si só não paga as contas. “Uma loja pode ter um movimento intenso, mas se não consegue transformar esse tráfego em vendas está desperdiçando oportunidades e recursos. Afinal, cada cliente que entra e sai sem comprar leva com ele não apenas a frustração de não ter comprado, mas também uma possível percepção negativa da marca”, conta.

A era do varejo inteligente – Sensores de fluxo de visitantes, histórico de ocupação de loja, mapas de calor, integração com PDVs e sistemas de análises e inteligência artificial aplicada, já estão transformando o modo como redes varejistas operam. “Não se trata apenas de inovação, mas de sobrevivência competitiva em um mercado cada vez mais exigente. Por isso, medir vendas sem entender o que acontece antes do caixa é como analisar só a linha final de um relatório. É preciso entender o funil completo — do tráfego à conversão — para encontrar os verdadeiros gargalos e oportunidades”, explica o CEO.

Dados que transformam decisões – É comum que varejistas invistam pesado em campanhas de marketing para atrair novos visitantes, sem perceber que o problema está na etapa seguinte: a conversão. Raulino detalha que se a loja já está cheia, talvez a resposta não esteja em trazer mais gente, mas sim em entender por que quem entra não está comprando.

Para ele, sem as respostas trazidas pelo uso correto de dados, o gestor age no escuro, baseando-se apenas em percepção, o que pode levar a decisões ineficazes e desperdício de recursos.

Alguns benefícios dos dados para o varejo físico:
• Conhecimento profundo do cliente: quem são, com que frequência compram, quais produtos preferem;
• Personalização: ações específicas baseadas nos hábitos individuais de consumo, que podem até mesmo gerar fidelização
• Gestão de estoque: prevê períodos de mais saída e diminuição, reduzindo também perdas por produtos parados;
• Precificação inteligente: preços podem ser ajustados conforme o mercado e as margens desejadas;
• Otimização do layout da loja: poder de identificação de áreas mais visitadas e seções com maior volume de vendas;
• Melhoria na experiência do cliente: redução de filas, atendimento mais rápido e assertivo.
“É como dizem: quem não usa dados, age por instinto. Quem usa, age com precisão. No varejo físico, os dados transformam o achismo em estratégia. Eles ajudam a oferecer mais valor para o cliente, com menos desperdício de recursos”, finaliza Raulino.

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