Como as áreas da empresa podem executar um trabalho de forma alinhada

As tecnologias digitais estão cada vez mais presentes na vida de todos: em casa, no trabalho, nas escolas, nos meios de comunicação e nas relações sociais.

Para que todos possam tirar pleno proveito da evolução digital, colhendo todos os benefícios que a sociedade da informação e do conhecimento tem a oferecer, a economia nacional deve se transformar, com dinamismo, competitividade e inclusão, absorvendo a digitalização em seus processos, valores e conhecimento. A área digital tem se mostrado como um novo centro vital das modernas economias.

É aqui que entra a aplicabilidade do Centro de Serviços Compartilhados (CSC). É um modelo de gestão de trabalho que considera desde o modelo de atendimento, passando pela governança empresarial, processos, ferramentas tecnológicas até a gestão de pessoas. Esta metodologia vem sofrendo uma série de atualizações: novas ferramentas tecnológicas, inclusão de novos processos, governança ágil, entre outros aspectos.

O CSC foi criado para funcionar como uma ferramenta integrada dentro das empresas, possibilitando a criação de estratégias para a gestão e melhoria dos processos, cujo objetivo é fazer com que as diferentes áreas dentro da companhia comecem a executar o trabalho de forma alinhada e centralizada. Por isso, vem se consolidando cada vez mais como uma estrutura de centralização dos processos, atividades do back office, grande volume transacional e parceiro estratégico para as decisões mercadológicas da corporação.

  • Fomentar a cadeia de valor – Com o ritmo acelerado da transformação digital, o CSC é parte fundamental do negócio. É justamente com o propósito de fomentar essa cadeia de valor conectada, que nasceu a Associação Brasileira de Serviços Compartilhados (ABSC). Fundada em 2015, por executivos do segmento, representa a maior iniciativa do país de aproximação e consolidação do segmento frente ao mercado, sociedade e governo.

“A ABSC começou a tomar formas dentro do Grupo de Estudos em Centros de Serviços Compartilhados (GESC). Éramos um grupo de abnegados profissionais que trabalhavam muito para convencer as suas próprias empresas a abrirem seus processos para uma troca de boas práticas. Com grandes empresas do mercado, seria uma forma de alavancar resultados de excelência num curto espaço de tempo”, relata Antônio Marques de Almeida, ex-executivo CSC e um dos idealizadores da ABSC.

“Vale lembrar que nessa época as empresas mantinham um grande sigilo sobre os seus principais processos. Em síntese, estávamos propondo algo muito à frente do tempo que estávamos vivendo. Para que a ideia vingasse, procuramos limitar em 20 o número de empresas participantes, sem que tivéssemos negócios concorrentes no grupo. Com muita competência, conseguimos comprovar que os Centros de Serviços Compartilhados agregam valor ao negócio, usando para isso indicadores perfeitamente alinhados aos processos e respectivos resultados das empresas”, completa.

Ao longo de quase uma década de existência, a Associação tem hoje em seu quadro associativo 70 empresas associadas, como Nestlé, Eletrobras, Algar, Liga Solidária, Ball Corporation, Sicoob, Cogna Educação, entre outras, e vem tornando-se uma referência e fonte de informação e conhecimento para o tema de CSC no Brasil.

“Seu principal intuito promover o tema Serviços Compartilhados por meio da integração de seus associados, prestando serviços, captando informações, disseminando conhecimentos, exercendo ação política e contribuindo para o aumento da competitividade do setor”, comenta Timóteo Tangarife, atual diretor presidente da Associação.

Os propósitos que guiam a ABSC são claros e foram desenhados para atender todos os fatores que compõem o ecossistema CSC. São eles:

  • 1. Influenciar na adequação da legislação brasileira para que promova a competitividade das empresas e de seus serviços compartilhados através de incentivos fiscais e da redução do custo Brasil;
  • 2. Representar os interesses das empresas e profissionais associados, frente aos setores público e privado;
  • 3. Desenvolver, organizar e disponibilizar o conteúdo sobre serviços compartilhados;
  • 4. Criar condições que propiciem às suas associadas evoluírem nas atividades de prestação de serviços compartilhados, através do desenvolvimento do modelo de Serviços Compartilhados, da modernização dos processos do setor e da promoção da atividade e do modelo;
  • 5. Catalogar e promover a divulgação de informações e estatísticas sobre o tema, aumentando a abrangência dos dados e investindo no aprimoramento dos estudos realizados;
  • 6. Promover encontros entre os associados por meio de eventos e grupos de trabalhos, como nas áreas Financeira, Fiscal, Contábil, Recursos Humanos, entre outras;
  • 7. Apoiar novas implementações de serviços compartilhados;
  • 8. Fomentar e apoiar na organização de cursos que contribuam para o desenvolvimento e a sustentabilidade dos serviços compartilhados no país;
  • 9. Assessorar o poder público ou privado na implantação de áreas restritas no país que visem a implantação de locais que venham a ter benefícios fiscais e econômicos para as organizações públicas e privadas implantarem as suas unidades de serviços compartilhados.

“Acreditamos que este escopo pode trazer diversos benefícios, como conteúdo, networking e colaborativismo para o negócio das empresas associadas, como também promover o intercâmbio entre seus diversos departamentos”, finaliza o presidente da ABSC. – Fonte e mais informações: (https://abscweb.com/).

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