Bradesco e Itaú elevam projeções de crescimento do PIB para o próximo ano

Dois dos maiores bancos do País, o Itaú e o Bradesco, elevaram suas projeções de crescimento da economia para 2019.

De acordo com os comunicados, a mudança nas estimativas são condizentes com a melhora das condições financeiras e dos prêmios de risco. O Itaú elevou sua projeção de expansão do PIB de 2% para 2,5%, enquanto o Bradesco alterou de 2,5% para 2,8%.
No entanto, as instituições financeiras ressaltam a importância do ajuste das contas públicas para a manutenção de um ritmo de crescimento elevado. O Bradesco destaca que, do lado positivo, houve surpresas com os dados de atividade de curto prazo, indicando um crescimento do PIB no terceiro trimestre mais próximo de 0,5%, na comparação com a projeção anterior de 0,3%.
Para o banco, a economia brasileira encontra-se em uma posição cíclica favorável à retomada do crescimento, citando como exemplo a inflação e os juros em níveis baixos, a menor alavancagem das empresas e das famílias, o déficit externo reduzido e a grande ociosidade no mercado de trabalho e na indústria.
O Itaú também alterou as expectativas para a taxa Selic no final de 2019. Agora, o banco vê o juro permanecendo estável em 6,50% ao ano no fim de 2019, e não mais espera alta de 8,00%. “O Copom vê riscos menos assimétricos para a inflação e mantém projeções em torno da meta para os próximos anos, no cenário de referência. Assim sendo, revisamos nosso cenário para manutenção da taxa Selic em 6,5% ao longo do próximo ano”, explica.
Para o Itaú, a expectativa para o PIB deste ano manteve-se em expansão de 1,30%. Para 2020, o banco estima incremento de 3,0% do PIB, com a economia ainda beneficiada por condições financeiras expansionistas e uma herança estatística mais favorável do que em 2019. Já o Bradesco manteve a projeção em um crescimento de 1,1%. Em 2017, a expansão do PIB foi de 1,0%. O Itaú acrescenta no relatório que a manutenção de um cenário de condições financeiras mais favoráveis requer avanço nas reformas. Já o Bradesco pondera que o Brasil possui grandes desafios pela frente, sendo o principal deles o reequilíbrio das contas públicas (AE).

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