Barusco dizia que tinha ‘suporte do partido’

O delator Mário Góes afirmou à Justiça Federal que o ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, lhe disse que não tivesse medo de operar pagamentos de propinas na estatal porque ‘tinha o suporte do partido’.

Para Góes, o partido ao qual Barusco se referia era o PT. Góes prestou depoimento em duas ações penais da Operação Lava Jato. Ele é um dos novos delatores do caso.
Mário Góes relatou a conversa com Barusco. “Quando ele me pediu que eu o ajudasse, ele disse que já fazia isso (distribuição de propinas) havia muito tempo com outras pessoas. Eu disse que não gostaria muito de fazer isso porque a Riomarine (empresa de Góes) já existia naquela época há mais de 15 anos e tinha certos receios”.
Segundo Mário Góes, Barusco recomendou ‘que não tivesse medo, que não ia acontecer nada’. “Ele disse que eu não tinha que me preocupar porque tinha o suporte superior e o partido envolvido”. Ao ser indagado sobre a divisão de valores, Góes declarou. “Tinha a divisão dele (Barusco) com Renato Duque.” A pergunta seguinte foi se ele tinha conhecimento de como Barusco fazia para repassar o dinheiro. “Não tenho a mínima ideia, eu pagava, ele recebia. Como ele fazia, ou se fazia, ou se não fazia, eu nunca perguntei” (AE).

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