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Afinal, qual é o propósito da IA na educação?

em Destaques
sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

André Dantas (*)

A Inteligência Artificial (IA) é sempre um assunto que desperta a curiosidade das pessoas sobre seu impacto no mundo atual. E isso é um ótimo sinal! Cada vez mais, é importante entendermos como a IA traz benefícios reais, condizentes com uma demanda contínua por mais velocidade, praticidade e segurança.

Hoje, observamos e sentimos a Inteligência Artificial em diversas situações do cotidiano, desde os algoritmos em redes sociais ao acesso por portarias automatizadas. Os exemplos são muitos, provocam efeitos positivos e demonstram como esse é, de fato, um assunto pertinente para quem mira a inovação tecnológica. Do ponto de vista de empresas, o cenário é o mesmo, na medida em que soluções digitais têm protagonizado projetos altamente promissores.

Porém, junto com o interesse pelo tema, também é verdade que alguns questionamentos precisam de respostas mais satisfatórias, especialmente sobre a relação da IA com o fator humano em setores essenciais. Na educação, isso se faz valer, e para listarmos todas as vantagens que a digitalização traz à rotina escolar, devemos partir de um princípio bastante relevante: a Inteligência Artificial precisa ser encarada como uma aliada dos profissionais da educação e os alunos.

Você sabia que a utilização da IA nas escolas vai muito além da sala de aula? Com soluções desenvolvidas sob encomenda para suprir demandas de instituições escolares, como softwares ou aplicativos, é possível redesenhar processos repetitivos (planejamentos, cronogramas, correção de provas, etc) que exigem a intervenção humana e tomam tempo hábil dos profissionais.

Para o professor, isso significa ter a Inteligência Artificial como uma verdadeira assistente operacional, responsável por auxiliar na organização de tarefas e outros procedimentos básicos para a condução do dia a dia. Como resultado, o educador terá condições de centralizar seus esforços em objetivos mais complexos, voltados para a relação com os alunos e suas necessidades.

Olhando para a gestão escolar como um todo, podemos levantar outros benefícios importantes. A IA permite um novo estágio de gerenciamento e análise dos dados, abrindo portas para que a instituição estabeleça pilares de Business Intelligence (BI). Com isso, os gestores poderão diagnosticar o que está ou não dando certo, fomentando um caminho de mais eficiência e produtividade. Vale relembrar: melhores dados rendem melhores decisões, e no ambiente escolar, isso faz total diferença.

Agora, deixando o aspecto administrativo de plano de fundo e retomando a discussão da tecnologia em sala de aula, quais são as contribuições? Primeiro, por contar com ferramentas flexíveis e inovadoras, a Inteligência Artificial pode ser utilizada para personalizar o modelo de aprendizado, de acordo com características específicas de cada estudante.

Já com o uso da IA Generativa, as possibilidades são praticamente infinitas, para que essa geração de conteúdo estimule a criatividade e o desenvolvimento de novas metodologias, em sintonia com o que os estudantes necessitam – e se preciso, de maneira completamente individualizada. Os chatbots, inclusive, podem ser integrados para dar suporte aos estudantes com feedbacks, em uma comunicação muito mais ágil.

Ressalto que a IA não é um fim, mas um meio. Seu propósito na educação não é ocupar o espaço dos educadores, pelo contrário: enquanto uma ferramenta complementar, pode e deve ser utilizada para conceder autonomia aos professores, trabalhar a inventividade dos alunos e fornecer à administração mais inteligência e produtividade nos processos.

(*) – É Diretor de Tecnologia da QWize (https://qwize.com.br/).