A percepção dos jovens sobre as atitudes das empresas durante a pandemia

A Eureca, consultoria que conecta jovens com o mercado de trabalho, realizou a quarta edição da pesquisa The Truth, objetivando investigar a imagem que os jovens brasileiros fazem das empresas no contexto atual de pandemia e, também, como eles avaliam as atitudes das corporações junto aos seus colaboradores contratados. A consulta coletou mais de 1.700 respostas entre os dias 27 de abril e 5 de maio, que ajudaram a avaliar como empresas podem se preparar para fortalecer sua marca empregadora no mercado de recrutamento e seleção após a crise.

“A pesquisa busca entender os riscos e as melhores estratégias para as marcas empregadoras por meio da compreensão da percepção da juventude brasileira. Podemos aprender o que fez os casos serem considerados certos ou errados e como empresas podem se preparar para o cenário pós-crise, fortalecendo sua marca empregadora, principalmente, no mercado de recrutamento e seleção”, comenta Gabriel Viscondi, Chief Growth Officer da Eureca.

Toparam responder a pesquisa jovens com idade média de 27 anos, sendo 56% mulheres e 42% homens, sendo em geral desempregados 54% ou empregados informalmente 20,1%. Entre os ocupados, 86% atuam no setor privado, com ocupações distribuídas em diversos setores da economia, como Educação (14,2%), Varejo (8,5%), Tecnologia e Informática (5,9%), entre outros. Para chegar a uma reflexão sobre quais são as melhores ações para marcas durante e após a crise, a pesquisa partiu da questão central de entender como e por que jovens interagem com empresas nesse momento e como esperam que elas marcas se posicionem frente aos desafios futuros.

. Por quê e como interagem? – A principal motivação dos jovens ao interagir com as marcas foi a busca por oportunidades de emprego e carreira, apontada por 63,4% dos respondentes. Os principais canais indicados para que as empresas comuniquem suas ações ao longo da crise foram LinkedIn (31,5%) e sites e plataformas de carreira (25,8%); já os conteúdos mais interessantes nesse momento foram a curadoria de estudos e treinamentos de habilidades profissionais (41,2%), seguido por artigos, notícias ou estudos de casos oficiais (26,1%).

“Na ‘era das lives’, o que o jovem realmente quer é conhecimento curado e estudos que mostram realidades oficiais. As empresas geradoras de conhecimento vão atrair jovens interessados em aprender. Para disponibilizar esse conteúdo, os formatos mais adequados são escritos (textos, ebooks e infográficos) e vídeos curtos, para 44,2% e 29,5% das pessoas, respectivamente”, afirma Carolina Utimura, Chief Revenue Officer da Eureca.

. Percepções – A forma como empresas se comportam durante a crise influencia a relação com essa organização para 93,1% dos entrevistados. Os principais aspectos organizacionais apontados pela base consultada para querer trabalhar em uma empresa foram: plano de desenvolvimento de carreira (40,7%), plano de desenvolvimento pessoal (35%) e remuneração (34%).

Já em relação à forma como as empresas e o mercado estão reagindo à crise, 66,7% disseram-se satisfeitos. O posicionamento das empresas a favor de seus funcionários foi apontado como interessante e necessário por 71,5% dos entrevistados. Já o esforço para evitar demissões de funcionários foi o movimento mais citado (61,9%) entre as ações das empresas que têm foco real em gerar valor para a sociedade.

As empresas que mais foram reconhecidas positivamente pelas iniciativas nesse momento de crise foram: Ambev, citada abertamente por 22% dos entrevistados, Itaú (10%), Magazine Luiza (8%), Natura (5%) e Arco Educação (3%).

. Percepção em relação à marca empregadora – Entre os entrevistados empregados, a percepção geral é de empatia com o cenário real que as empresas vivem, com uma demonstração de maturidade dos jovens na percepção de satisfação (72%) sobre o posicionamento das empresas. Para a maior parte desses entrevistados (76,3%), a empresa empregadora tomou medidas de zelo para com seus colaboradores.

O principal suporte oferecido por essas companhias foi relacionado às condições de trabalho (58,9%). No entanto, os entrevistados enxergam uma distância entre suporte recebido e suas necessidades, especialmente, nos aspectos financeiro e emocional. Na percepção geral, as reações das empresas à crise contribuíram para a manutenção (49,1%) ou aumento (35,1%) da confiança dos seus colaboradores. Já a falta de suporte reduz diretamente o nível de confiança do jovem na marca empregadora.

Entre os aspectos culturais da empresa onde ele trabalha que mais ficaram evidentes positivamente ao longo da crise foram o foco em evitar demissões (32,2%) e planejamento e ações para contornar os efeitos da crise (27,4%). No entanto, 7 em cada 8 pessoas empregadas da base entrevistada acreditam que existe a possibilidade de serem demitidos durante a crise.

. Insights – De acordo com Gabriel Viscondi e Augusto Nogueira, responsáveis pela realização da pesquisa, os principais aprendizados alcançados pela pesquisa sobre a percepção dos jovens em relação às ações adotadas pelas marcas empregadoras durante a pandemia foram:

  • O grande nível de empatia dos entrevistados para com empresas neste momento de crise. Mesmo quem tem alguma insatisfação com o posicionamento das empresas ainda assim entende o que as leva a tomar medidas drásticas;
  • A maneira que a empresa comunica um acontecimento, a transparência em relação às dificuldades e os planos de cuidado para funcionários e para o negócio influenciam diretamente essa percepção;
  • A resiliência e sentimento de dono são observadas como características importantes nas empresas pelos entrevistados;
  • O que mais frustra é cobrar dos funcionários aquilo que não é real na cultura e nas atitudes das empresas. A transparência é essencial desde o primeiro contato!;
  • Se os recursos são limitados, é importante que sejam usados com inteligência (dados, ao invés de intuições);
  • Existem formas e canais que podem ser priorizados, mas faz-se necessária uma combinação com informações internas da empresa, como a cultura, o ambiente, o contexto de atuação de cada função dentro da empresa.
  • Jovens se interessam por saber o que se passa e como se preparar para o dia a dia real de uma empresa e este diálogo pode ser construído a partir da experiência de quem já trabalha na empresa.

Fonte e mais informações: (https://mail.eureca.me/).

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