‘A lei é para todos’, diz Skaf sobre pedidos de prisão de peemedebistas

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse na sexta-feira (10), que “a lei é para todos” e que, “se for comprovado crime, tem que haver punição”.

Ele fez a afirmação ao ser perguntado sobre o que achava dos pedidos de prisão contra membros de peso do PMDB, sigla a qual Skaf é filiado. “É natural que a lei tem que ser para todos”, disse.
Skaf fez questão, no entanto, de destacar que a sua posição e a da Fiesp são de separar o trilho da crise política do trilho da economia. Segundo ele, a crise política tem o seu tempo e tem que ser respeitado, mas os 200 milhões de habitantes que querem emprego, o empreendedorismo e a necessidade do povo brasileiro não podem ficar marginalizados nessa história. “Então nós queremos um trilho em que corra a crise política e um outro em que corra a economia”, disse Skaf.
Acrescentou que a sensação é de que a economia já está encostando no fundo do poço e que há uma possibilidade de que seja retomado o crescimento. Skaf afirmou que a entidade acabou de revisar a sua projeção de PIB deste ano, de uma queda de 4% a 5% para um recuo de 2% a 3%. O dirigente da Fiesp reafirmou que o governo precisa cortar gastos e desperdícios, porque, segundo ele, há uma arrecadação muito alta no Brasil, de R$ 2 trilhões, e só o governo federal tem um orçamento R$ 1,1 trilhão.
Skaf disse ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao presidente em exercício, Michel Temer, que a Fiesp é radicalmente contra o aumento e a criação de novos impostos. Skaf disse também que não era o momento para o governo reajustar o salário dos servidores públicos, que deve ter impacto de R$ 60 bilhões nas contas públicas até 2019. “É o momento de se buscar eficiência. O meu partido aqui é a Fiesp, e eu não estou em campanha de nada” (AE).

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