6 formas de captação recursos para empresas em diferente estágios

Apesar do IPO ser um dos temas mais quentes em empresas de todos os portes, nem todas pensam ou estão preparadas para esse passo. Mesmo assim, há diversas formas de captação de recursos que podem se encaixar em diferentes estágios do desenvolvimento de um negócio. Goldwasser Neto, cofundador e CEO do Accountfy, plataforma SaaS para gestão de performance corporativa, lista alguns modelos de captação.

  1. Incubadoras – No início da jornada de grande parte das startups brasileiras – que hoje já somam mais de 13 mil empresas – parques tecnológicos, incubadoras e hubs de inovação podem oferecer o suporte inicial para o desenvolvimento dessas ideias.

As incubadoras, que podem ser de iniciativa pública ou privada, acolhem startups em fase de ideação ou MVP (mínimo produto viável), momento em que as empresas estão testando suas soluções. O objetivo ali é acrescentar valor à empresa por meio de materiais, redes de relacionamentos e treinamento para empreendedores e equipes.

  1. Aceleradoras – Espaço para startups que já testaram seus MVPs e estão prestes a se tornarem rentáveis e ganharem mercado. Os programas de aceleração duram um período pré-determinado, e participam startups que tenham sinergia com o que é proposto pela aceleradora. É comum, mas não regra, que aceleradoras realizem aportes financeiros nas startups aceleradas durante o programa, em troca de participação societária na empresa.
  2. Investimento-anjo – Este é o investimento mais inicial de todos. É para onde recorrem grande parte das startups ainda em estágio inicial. O investimento-anjo é realizado por uma ou mais pessoas físicas de capital próprio, os chamados investidores-anjo.

Embora não tenham uma posição executiva na empresa, eles comumente são empresários ou executivos que, junto com o capital, também agregam valor à empresa por meio de suas redes de relacionamento, experiência e mentorias. Os aportes por investidores-anjo costumam variar entre R?200 mil e R?1.5 milhão.

  1. Capital semente (seed money) – Considerado o segundo nível de investimento, após o investimento-anjo, os valores aportados nesta categoria variam de R$500 mil a R$2 milhões. Ainda voltado para empresas em estágio inicial, o objetivo do seed money é acelerar o crescimento de empresas de alto impacto, especialmente aquelas em fase de implementação de processos.
  2. Venture capital – Voltado para empresas de pequeno e médio portes, o venture capital é uma modalidade de investimento usualmente voltada para empresas em processo de expansão. Assim, o valor captado é utilizado para assegurar o crescimento exponencial da companhia aportada. Como em outros modelos, os fundos de investimento que realizam o aporte de capital detém uma participação societária na empresa.

Os meios mais comuns para se chegar a um investimento de venture capital são por meio de fundos regulamentados pela Comissão de Valores Imobiliários, como Fundos de Investimento em Participações ou Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes. O valor de investimento nesta fase pode variar de acordo com o valor de mercado da empresa. Segundo o CrunchBase, já foram investidos mais de R$ 7,7 bilhões em venture capital no Brasil em 2021.

Os investimentos Série A se referem à primeira vez em que uma empresa recorre a fundos de venture capital para levantar fundos. Geralmente, a primeira rodada é realizada para ajustar e otimizar processos e produtos ou serviços da empresa investida. A segunda rodada, chamada de Série B, costuma ter o objetivo de fazer com que a empresa investida cresça e atinja novos mercados, por exemplo. Já a rodada Série C costuma ser realizada com empresas já bem consolidadas em seus mercados e com bom desempenho em mercados estrangeiros.

  1. Private Equity – Assim como o VC, os investimentos realizados por fundos de private equity são regulamentados pela CVM, como o FIP. Este modelo, ao contrário do que é o mercado de ações, é realizado para empresas que não tem capital aberto, tornando-se a forma com que investidores adquirem participação no capital social do negócio investido. É uma modalidade voltada para empresas mais robustas, que tenham uma margem de lucro e estabilidade no mercado.

Um dos principais objetivos do private equity é consolidar a empresa investida, para que futuramente ela possa abrir ações na bolsa de valores e se tornar uma empresa de capital aberto. – Fonte e mais informações: (www.accountfy.com).

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