Glades Chuery (*)
Há líderes que ocupam posições; e há líderes que transformam pessoas, fortalecem equipes e deixam marcas que permanecem.
Não escrevo sobre mim, mas sobre uma liderança que tenho o privilégio de acompanhar de perto, reconhecer e vivenciar diariamente.
Ao longo de 17 anos liderando e engajando parceiros, esse líder construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com as pessoas, pela colaboração e pela busca constante por resultados coletivos.
Percebe que há várias formas de suas formas de liderança, mas ele em especial fundamenta-se na defesa do coletivo. Ele compreende que o desempenho de uma equipe não depende apenas de competências individuais, mas também da qualidade das relações, da cooperação e do ambiente construído diariamente. Por essa razão, transforma desafios individuais em oportunidades de desenvolvimento e fortalece as capacidades necessárias para que cada integrante contribua de maneira mais efetiva.
Essa visão se aproxima do conceito de inteligência emocional apresentado por Daniel Goleman, para quem a liderança eficaz envolve autoconsciência, empatia e capacidade de construir relações positivas.
Goleman, em colaboração com Richard Boyatzis e Annie McKee, descreve seis estilos principais:
- Visionário: apresenta uma direção clara e conecta a equipe a um propósito comum.
- Coaching: desenvolve pessoas, estimula competências e oferece orientação individual.
- Afiliativo: fortalece vínculos, confiança e harmonia dentro do grupo.
- Democrático: estimula a participação, a escuta e o compartilhamento de decisões.
- Pressionador: estabelece padrões elevados e busca excelência na execução.
- Autoritário ou coercivo: determina condutas e exige cumprimento imediato, sendo mais adequado para situações de crise.
Como supracitado, para Goleman, os líderes mais eficazes não dependem de um único estilo. Eles alternam entre diferentes formas de condução conforme a situação, o nível de maturidade da equipe e os objetivos organizacionais
Isto posto, como consequência de tudo isso, sua liderança gera um ambiente de maior confiança, alinhamento e responsabilização. As pessoas se sentem estimuladas a participar, propor soluções e entregar o seu melhor, porque percebem que os resultados são construídos coletivamente e que o desenvolvimento humano faz parte da própria estratégia.
Essa não é uma liderança fundamentada exclusivamente no controle. É uma liderança orientada por propósito, colaboração e alta performance. Uma liderança que abre caminhos, desenvolve talentos, fortalece vínculos e transforma experiência em valor para a equipe e para a organização.
Não escrevo sobre mim. Escrevo para reconhecer alguém que, há 17 anos, lidera e engaja parceiros com compromisso, propósito e humanidade.
(*) Mãe da Helena, é uma das principais vozes no Brasil em Governança, Inovação e Inteligência Artificial Aplicada aos Negócios. É Business Partnership Manager no Grupo Ag Capital, Referência em Taxtech.
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