Impacto da COVID-19 nas pequenas e médias indústrias

Hugo Evandro Batista (*)

A pandemia de COVID-19, que causa o coronavírus, trouxe muita incerteza à economia brasileira.

Desde que os primeiros casos apareceram no Brasil, os questionamentos sobre como agir em diversas áreas e setores têm sido grandes. Como proceder quanto à circulação de pessoas? Como garantir os postos de trabalho em caso de paralisação total de empresas? Como continuar a movimentar a roda da economia em um período tão crítico?

Essas são algumas das perguntas que, até hoje, os especialistas, políticos, estudiosos, médicos e diversos profissionais têm tentado responder. No que diz respeito ao setor industrial, principalmente na faixa em que se enquadram as pequenas e médias empresas, é possível dizer que poucos dias de isolamento social e quarentena já foram o suficiente para perceber que o ativo mais importante de uma empresa, as pessoas, não pode, de uma hora para outra, deixar de existir.

Com a ordem de fechamento de diversos estabelecimentos e orientação para que a população fique em casa, a economia parou, as atividades de indústrias e fábricas foram reduzidas, favorecendo à inadimplência das famílias. É possível dizer que, hoje, 70% das famílias brasileiras já sentem redução em suas rendas. Assim, o cenário para os próximos meses não parece promissor. Mesmo com todas as medidas anunciadas pelo governo, falta organização, controle das ações e informações completas acerca do respaldo para o empresariado.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) liberou um crédito de R$ 55 bilhões para serem divididos em diversas frentes. A linha voltada para micro, pequenas e médias empresas prevê R$ 5 bilhões para ampliação de crédito destinado a capital de giro, repassados por agentes financeiros, como Banco do Brasil, Bradesco e Itaú. Os empréstimos, segundo o BNDES, são voltados para micro empresas que faturem até R$ 300 milhões por ano.

O limite é de R$ 70 milhões por empresa, contudo, muitos empresários ainda não conseguiram acesso a esse benefício. Essa falta de assistência, principalmente por parte das instituições financeiras, deve causar uma grande crise social, levando várias empresas ao fechamento precoce. Vivenciaremos momentos não esperados para este ano, que prometia um crescimento de cerca de 2,2%. Agora, o governo já zerou a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

A expectativa é de que nos próximos dias haja um consenso entre Governo, autoridades ligadas à Saúde, órgãos competentes e instituições financeiras para que a economia não sofra um colapso e as empresas conseguiam, pelo menos por alguns meses, respirar com mais tranquilidade e fluxo de caixa.

Muitos empregos dependem do momento que estamos vivendo, assim como a sobrevivência de diversas famílias. Tenhamos fé!

(*) É diretor da Mundo Móveis, de Birigui.

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