E o Brasil segue desgovernado

Luiz Carlos Hauly (*)

O Brasil de hoje faz lembrar o Titanic navegando em mares revoltos, sem ninguém no comando.

Por todos os lados ouvimos falar da crise política, econômica e da crise moral. Mas na verdade, o Brasil enfrenta uma crise muito maior: a crise da falta de liderança e de credibilidade. O desgoverno é geral, e mesmo diante do desastre fatal, por absoluta falta de liderança, ninguém no Executivo Federal sabe o que fazer exatamente como o exército de Brancaleone. Dilma Rousseff entrou para o cenário nacional, em 2002, convidada pelo físico e engenheiro nuclear, Luiz Pinguelli Rosa, para integrar o grupo que elaborou a plataforma da área de minas e energia para o então candidato Lula.

Em 2003, a convite de Lula, ela assumiu o Ministério das Minas e Energia e também o Conselho de Administração da Petrobras. O que aconteceu no setor energético do Brasil desde então? Apontada como especialista ex-secretária deste setor do Governo Olívio Dutra (RS), Dilma se tornou a ministra das Minas e Energia e o retrospecto deste período é trágico. Além das adversidades climáticas como antes, o setor passou a sofrer também com o apagão gerencial.

Dilma permaneceu à frente do Ministério das Minas e Energia de janeiro de 2003 até junho de 2005, quando assumiu a Casa Civil, e de lá passou a mandar também nos demais ministérios, sempre apresentada por Lula como sua gerentona de confiança. Desde 2005, sete ministros assumiram as Minas e Energia, incluindo políticos que não tinham nenhum conhecimento deste setor estratégico para o País.

Presidente, Dilma anunciou, em setembro de 2012, em rede de rádio e TV que, pela primeira vez, o preço da energia iria diminuir em média 20%. Três anos depois, os brasileiros estão sendo penalizados com altas freqüentes das tarifas, em alguns casos passando de 50%. Dilma ignorou todas as advertências técnicas de que a intervenção iria ser um desastre, como se verificou, e o setor sofre hoje devido a esse apagão gerencial.

E o que aconteceu na Petrobras desde 2003? Empresa que era orgulho nacional, a Petrobras foi transformada no mais profundo poço de corrupção. Somente no período de Dilma presidente a Petrobras encolheu US$ 200 bilhões. Se os setores que Dilma dizia ser especialista estão literalmente quebrados, imagina os demais segmentos. O corte de confiança da agência reguladora Standard & Poor’s é a prova de que o Titanic brasileiro navega sem piloto rumo ao iceberg.

A crise tem nome e sobrenome. A cada dia de Dilma à frente do Governo será maior o sacrifício de todos, pois ela já não governa, mas gasta toda sua energia lutando para ficar no cargo. É chegada a hora de Dilma, num gesto de grandeza e de amor ao Brasil, dar a oportunidade para que um novo presidente, com credibilidade e capacidade de diálogo, possa liderar um entendimento nacional para tirar o País desta gigantesca crise.

Presidente Dilma, esse não é um pedido pessoal, mas um apelo em nome de milhões de brasileiros que querem sair deste pesadelo para voltar a sonhar com um futuro melhor.

(*) – É deputado federal pelo PSDB-PR.

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