1059 views 2 mins

Seguro rural

em Agronegócio
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A obrigatoriedade do seguro rural como condição para acesso ao crédito agrícola, prevista para entrar em vigor no primeiro trimestre de 2026, deve provocar mudanças na dinâmica do financiamento no campo e introduzir novos desafios operacionais para produtores, instituições financeiras e seguradoras. A medida incide sobre um mercado que movimenta mais de R$ 516 bilhões no Plano Safra 2025/2026, segundo o Ministério da Agricultura, e ocorre em paralelo à redução do papel do Proagro e à ampliação do seguro privado como principal instrumento de gestão de risco.

A exigência está inserida em um processo mais amplo de reconfiguração do modelo público de proteção da produção agrícola. Dados do Orçamento Geral da União indicam que, em 2026, o Proagro contará com um teto orçamentário de R$ 6,61 bilhões, enquanto o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) terá R$ 1,01 bilhão, sinalizando uma tentativa de transferência gradual do risco climático do setor público para o mercado segurador privado, embora o orçamento destinado ao PSR não tenha sofrido alteração relevante.

Nesse contexto, o seguro deixa de ser um instrumento acessório e passa a ocupar uma posição central na cadeia do crédito rural. A necessidade de cotar, emitir, validar e vincular apólices às operações de financiamento em prazos compatíveis com o calendário agrícola impõe uma pressão adicional sobre a infraestrutura operacional do setor (Fonte: Picsel).