O déficit global de produção de carne bovina, estimado em cerca de 1 milhão de toneladas em 2026, cria um ambiente especialmente favorável ao Brasil. Após registrar um recorde histórico nas exportações em 2025 e iniciar 2026 com volumes inéditos para o mês de janeiro, o país consolida sua posição como um dos principais fornecedores globais da proteína. O avanço ocorre mesmo em um cenário de maior seletividade dos importadores, que definem cotas, tarifas e exigências técnicas cada vez mais rigorosas.Ainda assim, o Brasil segue operando no topo da cadeia global, sustentado pela diversificação de mercados, ganho de escala, eficiência produtiva e pela rápida capacidade de adaptação às frequentes exigências internacionais.
Em janeiro de 2026, o País embarcou 264 mil toneladas, alta de 26,1% na comparação anual, com receita de US$ 1,404 bilhão, avanço de 40,2%. O resultado reflete não apenas o aumento dos volumes, mas também a valorização da carne brasileira em mercados que pagam mais por padronização, rastreabilidade e qualidade. Nesse contexto, a competitividade deixa de ser apenas uma questão de preço e passa a depender diretamente da capacidade dos frigoríficos de comprovar atributos técnicos do produto, como o teor de gordura, de forma rápida, precisa e confiável.
É justamente para responder a esse novo patamar de exigência que a Pensalab, empresa especializada em soluções analíticas para controle de qualidade, lançou no mercado brasileiro uma solução voltada ao processamento de carne baseada no uso do Micronir. O equipamento portátil utiliza tecnologia NIR (Near Infrared) para identificar e quantificar materiais sem a necessidade de amostras destrutivas, com destaque para a aplicação que mede com precisão o teor de gordura da carne.
Rafael Soares, da Pensalab, explica que, para calibrar o aparelho, os dados foram correlacionados com valores reais de gordura, como uma assinatura espectral. “Com o modelo calibrado, é possível realizar medições em tempo real; isso acelera a tomada de decisão e reduz gargalos no processo”, diz.

