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Cinco sinais de que o solo da propriedade perdeu produtividade

em Agronegócio
terça-feira, 09 de junho de 2026

  1. Queda recorrente na produtividade das culturas – Quando a lavoura apresenta redução gradual de rendimento, mesmo com sementes de qualidade e condições climáticas favoráveis, o solo pode estar enfrentando deficiência nutricional ou desequilíbrio biológico. A perda de fertilidade reduz a capacidade das plantas absorverem nutrientes essenciais para o desenvolvimento. “Nem sempre o problema está relacionado apenas ao clima ou à genética da cultura. Muitas vezes, o solo já não consegue oferecer as condições necessárias para que a planta expresse seu potencial produtivo”, explica Schiavo.
  2. Maior dificuldade no desenvolvimento das plantas – Plantas menores, desuniformes, com folhas amareladas ou crescimento lento podem indicar deficiência de nutrientes importantes, como nitrogênio, fósforo e potássio. Em alguns casos, o problema também está associado à baixa atividade microbiológica do solo. Segundo o especialista, o uso adequado de fertilizantes e soluções biológicas contribui para recuperar o equilíbrio nutricional e estimular a vida no solo. “Hoje, existem tecnologias que ajudam não apenas a fornecer nutrientes, mas também a melhorar a eficiência de absorção e fortalecer o ambiente produtivo da lavoura”, destaca o especialista.
  3. Solo compactado e dificuldade de infiltração de água – Áreas com excesso de compactação costumam apresentar dificuldade de infiltração de água, aumento de erosão e limitação no crescimento das raízes. Isso reduz o acesso das plantas à água e aos nutrientes disponíveis no perfil do solo. “A compactação compromete toda a dinâmica do solo. Sem uma boa estrutura física, o desenvolvimento radicular fica limitado e a produtividade naturalmente cai”, comenta Schiavo.
  4. Aumento da incidência de pragas e doenças – Solos desequilibrados tendem a deixar as plantas mais vulneráveis ao ataque de pragas e doenças. Quando a lavoura perde vigor, o sistema natural de defesa das plantas também fica comprometido, elevando os custos com manejo fitossanitário. De acordo com Schiavo, práticas voltadas à construção de um solo mais saudável ajudam a reduzir esse impacto no longo prazo. “O equilíbrio nutricional e biológico da área influencia diretamente a resistência das plantas e a estabilidade produtiva da lavoura”, afirma.
  5. Necessidade crescente de correções e insumaos para manter os resultados – Quando o produtor percebe que precisa aumentar constantemente o uso de corretivos ou insumos para manter a mesma produtividade de anos anteriores, isso pode ser um sinal claro de desgaste do solo. A perda de eficiência nutricional reduz o aproveitamento dos produtos aplicados. “O manejo nutricional precisa ser estratégico. Não se trata apenas de aplicar fertilizantes, mas de entender as necessidades do solo e trabalhar a recuperação da sua capacidade produtiva ao longo do tempo”, finaliza o CEO da Naval Fertilizantes.

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