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Mercado de seguros deve movimentar R$ 808 BI

em Economia
terça-feira, 15 de setembro de 2026

Previsão é de crescimento de 5,7% para este ano

O setor de seguros deve registrar crescimento de 5,7% na arrecadação de 2026 sobre o ano passado. A se confirmar, isto equivale a uma movimentação de R$ 808 bilhões. Os cálculos são da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), revisados diante de um cenário macroeconômico, digamos, mais desafiador, considera os seguros de saúde suplementar, previdência aberta e capitalização e aponta saúde, automóvel e habitacional entre os segmentos de destaque.

A base de dados do primeiro semestre mostra avanço em parte relevante desse mercado. Os seguros de danos e pessoas, excluído o VGBL, arrecadaram R$ 113,86 bilhões de janeiro a junho, com alta nominal de 6,51% sobre o mesmo período de 2025. O seguro auto movimentou R$ 30,73 bilhões, crescimento de 6,29%, enquanto o seguro de vida avançou 10,29%, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Na avaliação da Costa & Sampaio Seguros, maior acesso à informação, preocupação com eventos climáticos e busca por proteção da renda e do patrimônio estão entre os fatores que ajudam a explicar a procura. “Houve uma transição clara do consumo reativo, de comprar seguro apenas porque o banco exige ou por medo de roubo de veículo, para o consumo proativo”, afirma Márcio Costa, diretor de Seguros da Costa & Sampaio

Necessidade obriga a mudança

A mudança de comportamento amplia também uma questão prática: diante da variedade de produtos disponíveis, qual proteção faz sentido para cada consumidor? Não há uma resposta única. Renda, patrimônio, dependentes, dívidas e atividade profissional são alguns dos fatores que devem ser considerados antes da contratação.

Para um profissional autônomo ou liberal, por exemplo, um período sem trabalhar poderá comprometer diretamente a renda. Recomendação é que exista planejamento, desde o início da carreira, por exemplo, respeitando-se caso a caso.