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Resiliência elétrica: como as empresas podem mitigar perdas durante a temporada de chuvas

em Destaques
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Intelbras alerta que o custo da interrupção de energia vai além do hardware; proteção adequada é pilar estratégico para a continuidade de negócios e proteção de dados

No ambiente corporativo, a queda de energia ou uma oscilação de tensão não representa apenas o risco de queima de componentes; ela significa interrupção de operações e possíveis perdas financeiras, perda de dados críticos e ociosidade de equipes. Com a intensificação das tempestades típicas desta época do ano, a Intelbras preparou um diagnóstico sobre como a infraestrutura de energia deve ser tratada como um ativo estratégico para a continuidade dos negócios.

Para o setor empresarial, o cenário é mais complexo do que o doméstico. Servidores, sistemas de armazenamento (storage), centrais telefônicas e sistemas de monitoramento (CFTV) exigem uma qualidade de energia superior, livre de ruídos e com transferência imediata para baterias em caso de falha.

O impacto financeiro de uma interrupção muitas vezes supera o valor do próprio hardware protegido. “Para uma empresa, o tempo necessário para restaurar um banco de dados corrompido por um desligamento súbito ou o custo de uma operação parada por horas é altíssimo. A energia deve ser vista como a base de qualquer planejamento de disaster recovery”, explica Rubens Lorenço Neto, gerente de nobreak da Intelbras.

Camadas de proteção
Diferente das soluções residenciais, o ambiente corporativo exige tecnologias que suportem cargas críticas:

• Nobreaks online dupla conversão: Recomendados para servidores e equipamentos sensíveis. Eles fornecem energia constante a partir das baterias (sem tempo de transferência), isolando totalmente a carga das impurezas da rede elétrica.

• Gerenciamento remoto: No cenário de empresas, Lorenço Neto destaca a importância de nobreaks com placas de rede (SNMP), que permitem monitorar o status das baterias e o consumo de energia de forma remota, antecipando falhas antes que elas ocorram.

• Escalabilidade e autonomia: A capacidade de expansão por meio de módulos de bateria externos permite que operações críticas sobrevivam a interrupções prolongadas, garantindo que processos de backup sejam concluídos com segurança.

O gerente de nobreaks da Intelbras reforça que a proteção deve se estender aos sistemas de segurança. Câmeras IP e gravadores (NVRs) são alvos fáceis para surtos vindos da rede elétrica. “Um sistema de segurança que fica fora do ar durante uma tempestade cria uma vulnerabilidade crítica. O nobreak garante que o monitoramento seja ininterrupto, independente das condições externas”, acrescenta.

Checklist para não ter problemas
Para assegurar que a operação não seja comprometida pelas chuvas, Lorenço Neto recomenda uma revisão técnica nos seguintes pontos:

  1. Auditoria de carga: Revisar se o crescimento da empresa não sobrecarregou os nobreaks atuais, comprometendo a autonomia planejada.
  2. Manutenção preditiva: Verificar o estado das baterias e dos demais componentes do nobreak. Isso garante que estejam em operação no momento de maior necessidade. Baterias e demais componentes com mais de dois anos podem apresentar queda brusca de performance sob demanda real a depender do estado de funcionamento e condições de uso.
  3. Redundância de alimentação: Em operações críticas, utilizar fontes de energia redundantes e nobreaks configurados para garantir que não haja um ponto único de falha.
  4. Proteção de periféricos de rede: Garantir que switches e racks de comunicação estejam protegidos, evitando que um surto elétrico se propague pelo cabeamento estruturado.