Contato: (11) 3043-4171

J. B. Oliveira

Intuição existe mesmo? E... funciona?

J. B. Oliveira

 

“Em psicologia, intuição é um processo pelo qual os humanos passam, às vezes e involuntariamente, para chegar a uma conclusão sobre algo. Na intuição, o raciocínio que se usa para chegar à conclusão é puramente inconsciente, fato que faz muitos acreditarem que a intuição é um processo paranormal ou divino.”                 (Wikipédia)

A origem etimológica da palavra intuição é o substantivo latino intuitio, intuitiones: “imagem refletida no espelho”. Depreende-se, portanto, que se trata de algo intrínseco, do âmago do ser. Segundo Einstein, “a única percepção verdadeiramente importante é a intuição”.

Howard Gardner, psicólogo americano especialista em teorias da mente, fala da “necessidade de desenvolver um tipo de inteligência intuitiva, por meio da qual podemos ser mais receptivos ao nosso mundo interior”. Importa destacar foi ele quem, em 1983, abalou o mundo cognitivo com sua teoria das Inteligências Múltiplas. Inicialmente, sete: inteligência visual/espacial; musical; verbal; lógica/matemática; interpessoal; intrapessoal e corporal/cinestésica. Posteriormente agregou 2 outras: a inteligência naturalista e a existencialista. Os testes tradicionais só usam a inteligência verbal e a lógica/matemática.

 

Afinal, o que é intuição?

 

Em linguagem simples, é quando nosso espírito dá um pulinho fora do racional e vê alguma coisa não processada pelo mecanismo cerebral! A Universidade Northwestern, que está estudando a matéria, afirma que ao “chutarmos” uma resposta, acessamos algumas lembranças que nem sabemos que temos, e concluem que o “chute” não tem a ver com o saber – e que a intuição funciona!

Quando eu era Controlador de Voo da Força Aérea Brasileira, operando em Congonhas, em minha equipe trabalhava um jovem colega, Edinho, carioca de bem com a vida, estimado por todos. Pouco mais das 11h00, em um sábado, ele perguntou se eu poderia acumular seu setor, para poder sair mais cedo. Sua irmã, de surpresa, viera a São Paulo e o Com satisfação, atendi seu pedido. A jovem lecionava inglês no Rio e decidira vir comprar um livro que não encontrara por lá. Foram à livraria, almoçaram pelo centro e voltaram à pensão onde Edinho morava, junto ao aeroporto. Pelas 17h00, ele a acompanhou ao embarque, e voltou à pensão. Foi quando viu que ela havia esquecido o livro! Sem pestanejar, correu ao aeroporto, apresentou-se no balcão da companhia aérea e embarcou. Naquela época, os Controladores de Voo tinham essa regalia: bastava a simples apresentação da carteira funcional para viajar, sem custos e sem formalidades... O avião decolou às 18h00 e cerca de cinco minutos depois caiu no Planalto Paulista!

A essa altura, sua irmã chegava feliz em casa e contava à mãe ter estado com o Edinho, que lhe dissera que daí a 15 dias, no Dia das Mães, iria cumprimentá-la.

Foi então que, em edição extraordinária, uma emissora de rádio deu a notícia do desastre. De imediato, em prantos, a mãe disse: “Meu filho estava nesse avião, e morreu!”

Por mais que a filha argumentasse que isso era impossível, pois ele só viria 15 dias depois, ela não se conformava e, chorando copiosamente, repetia: “Meu filho morreu! Meu filho morreu!”

Pouco tempo depois, a informação detalhada dava a relação das vítimas. Edinho era uma delas!

O que levou aquela mãe – contra todas as convicções e contra a lógica – assegurar o filho estava entre os mortos?

Intuição. A mais forte delas: a de mulher-mãe!

 

 *J. B. Oliveira, consultor de empresas, é advogado, jornalista, professor e escritor.

É membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e da Academia Cristã de Letras.

www.jboliveira.com.br – O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo." data-mce-href="mailto:O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.">O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Mais artigos...

  1. Você se comunica em branco e preto?
  2. Pasmem: o ser humano está deixando de existir!
  3. Será que fui claro?
  4. Onde, mesmo, começa a comunicação?
  5. A redação da filhinha do ministro de Brasília...
  6. Aí vão mais frases mal...ditas!
  7. Da “Voz do Povo” à Imprensa Oficial do Estado...
  8. Mais frases mal...ditas!
  9. Qual é a forma correta: havia ou haviam?
  10. Porque os Homens não estão mais amando as Mulheres!
  11. Por que os homens dizem e as mulheres falam...
  12. AFILANDO AS FILAS!
  13. Direito de resposta
  14. Uma frase mal...dita!
  15. “Caso consigam serem os mais votados...”
  16. “O amor é forte como a morte”.
  17. Novos tempos na Política?
  18. O QUE SE ESPERA DO ADVOGADO
  19. “Eu quero é rosetar...”
  20. A importância histórica da Grafotécnica e Documentoscopia
  21. Sociedade Amigos da Cidade e o Zoneamento Urbano
  22. Influências americanas na língua italiana...
  23. Conteúdo e Forma
  24. “Toda a mulher sábia edifica a sua casa”
  25. Licitude, Moral, Ética... e algo mais!
  26. Silêncio...
  27. Verbos diferentes para seres diferentes...
  28. E “O homem do tempo”, heim?
  29. Ela o chamou pelo nome completo? Hum...!
  30. EDUCAÇÃO: OBJETIVOS E RECURSOS. E NOSSA REALIDADE
  31. O turismo descollorido
  32. Haviam ou havia?
  33. Entendeu? ... Ou quer que eu desenhe?
  34. “Aquele acentozinho enjoado chamado crase...”
  35. “O pior cego é o que não quer ver”
  36. “Fale agora ou cale-se para sempre...”
  37. “...muitas pessoas que sofrem de depressão sentem-se melhores...”
  38. É um momento 'onde' só a acusação tem vez e tem voz
  39. “Esse corretor mais atrapalha do que ajuda”!
  40. Línguas parecidas...I
  41. Os pronomes possessivos. E o comportamento dos filhos
  42. Comunicação visual: o que elas fazem. E eles não entendem...
  43. O JOVEM E A EDUCAÇÃO : UM BINÔMIO CRÍTICO
  44. Jerry Lewis, Ruy Castro e Amar e gostar...
  45. A prolixidade castigada...
  46. Pó... ou Vida?
  47. “20% das mais de 18 milhões de moedas...”
  48. Codificação e decodificação
  49. Grama: no jardim ou na balança?
  50. Uma arroba de história...
  51. Um sério RUÍDO na comunicação interpessoal...
  52. Alternativas. Na aviação e na Oratória...
  53. HÁ 39 ANOS...
  54. IMPROVISO!
  55. Recordar é viver...
  56. Variações do mesmo tema ...
  57. SAUDOSISMO... E CIVISMO!
  58. Afinal, é Este ou Esse?
  59. É PÁSCOA. ONDE ESTÃO O COELHINHO E OS OVOS?
  60. A EDUCAÇÃO E A ÉTICA
  61. Que palavra usar: Humanização ou Fragilização da lei?
  62. Comunicação e Relacionamento Humano
  63. Línguas parecidas
  64. Duas fases da PALAVRA no grupo de Cristo
  65. DUAS PERGUNTAS PERTINENTES. E PREOCUPANTES
  66. No princípio era o Verbo
  67. O PODER DA IMPRENSA LIVRE
  68. A EDUCAÇÃO E A IMPRENSA
  69. EM ORATÓRIA, É PRECISO ESTAR SEGURO!
  70. PLEONASMOS: ESCRACHADOS, DISSIMULADOS E SUTIS...
  71. Travas e entraves da comunicação
  72. A vírgula... ah! a vírgula!
  73. BENEFÍCIO, PREVIDÊNCIA E PROVIDÊNCIA...NA GRAMÁTICA
  74. DELITOS NOVOS versus LEIS ANTIGAS...
  75. Uma palavra para ser usada... com cuidado!
  76. Juizeco e Chefete...
  77. UM POUCO DO DESCALABRO EDUCACIONAL
  78. O xis da questão...
  79. Inibição! Como e porque surge!
  80. COMO ANDA SUA ORATÓRIA FAMILIAR?
  81. PREMEIO ESSE EXCECIONAL SECTOR, SEM DECECIONAR NEM INDEMNIZAR!
  82. OS DOZE TRABALHOS DE...HÍFEN!
  83. COMO É QUE É MESMO?
  84. A Polissemia e o trágico fim do guia de turismo!
  85. A QUADRA QUE ENQUADRA...
  86. PALAVRAS “DENOREX”: PARECEM ... MAS NÃO SÃO!
  87. Oratória Negocial
  88. Quando o PLURAL não é o plural do SINGULAR...!
  89. “AMANHÃ EU VÔ NUM VIM TRABALHÁ....”
  90. A velha questão do “VOCÊ”...
  91. PALAVRINHAS que dão vontade de dizer um PALAVRÃO!
  92. “AS PREPOSIÇÕES E AS CONJUNÇÕES NA GRAMÁTICA E TAMBÉM NA PRÁTICA”
  93. “AS EMPRESAS SE ADEQUAM ÀS NOVAS CONDIÇÕES”
  94. A IMPORTÂNCIA DO LAZER
  95. Agüentar tranqüilo nunca mais. Trema, trema!
  96. PLEONASMO NOS OLHOS
  97. “ESTOU CORRENDO ATRÁS DO PREJUĺZO…”
  98. UM MAGNO EQUÍVOCO
  99. SAVOIR FAIRE: COMO AS ÉPOCAS MUDAM AS PALAVRAS...
  100. BRIGADO POR QUÊ?

Rua Vergueiro, 2949, 12º andar – cjto 121/122
04101-300 – Vila Mariana – São Paulo - SP

Contato: (11) 3043-4171