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YouTube chega aos 20 anos, em plena forma

em Tecnologia
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

O YouTube completa 20 anos – é uma empresa veterana da área de tecnologia que, reinventando-se, conseguiu fazer frente à TV, às redes sociais, ao streaming e agora também aos podcasts.

Vivaldo José Breternitz (*)

A empresa foi fundada em 14 de fevereiro de 2005 por três ex-funcionários do PayPal (Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim). O primeiro vídeo carregado data de 23 de abril de 2005: tem 20 segundos, chama-se ‘Me at the Zoo’ e foi gravado no Zoológico de San Diego por um dos fundadores.

Em um mês, o site passou a registrar 30 mil usuários por dia, seis meses depois, dois milhões. Em outubro de 2006, o Google comprou a empresa por 1,65 bilhão de dólares. Ninguém jamais teria imaginado que o YouTube se tornaria um dos sites mais visitados do mundo em tão curto espaço de tempo.

Nestes 20 anos, a plataforma cresceu em números e deu origem a uma nova profissão, os YouTubers. Enfrentou com êxito o avanço das redes sociais, em particular WhatsApp, TikTok e Instagram. Tornou-se um parceiro da TV com a transmissão de eventos ao vivo e abriu caminho para o streaming de vídeo da Netflix e o de música do Spotify. O seu serviço de podcasts atualmente é o mais usado nos Estados Unidos.

Segundo o Google, mais de 500 horas de vídeo são carregadas na plataforma a cada minuto. Seus usuários, a cada dia, assistem a mais de um bilhão de horas de conteúdo apenas nas televisões e passam em média 36 minutos por dia no YouTube, dos quais 17 na televisão, quatro no computador e 15 no smartphone.
Segundo o Goldman Sachs, os criadores do YouTube deram origem a uma indústria que hoje vale cerca de 250 bilhões de dólares. “Os YouTubers são as startups de Hollywood – diz o CEO da empresa, Neal Mohan – nós nos comprometemos a fornecer as ferramentas e funcionalidades de que precisam para as suas atividades e comunidades. Lançaremos também novas funcionalidades que darão aos usuários novas formas de interagir com os criadores e com as comunidades de que gostam, além de apoiá-los”.

No presente e no futuro do YouTube está a Inteligência Artificial, um campo em que a empresa compete com a OpenAI e a Meta. Por exemplo, o software de geração de vídeo Veo (criado pelo Google DeepMind) permitirá aos criadores de conteúdo produzir vídeos com poucos cliques e a plataforma disponibilizará a dublagem automática dos mesmos em diversos idiomas.

Por fim, através de um projeto piloto com a Creative Artists Agency, será possível melhorar o nível de segurança da plataforma, visando prevenir ataques à propriedade intelectual e combater a desinformação e os deepfakes.

Realmente, são 20 anos bem vividos.

(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas