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Vexame: robô cai no palco durante apresentação

em Tecnologia
quarta-feira, 05 de agosto de 2026

Se alguém ainda tem medo de que os robôs venham a dominar o mundo, pode relaxar.

Vivaldo José Breternitz (*)

Durante a Computex 2026, a maior feira de tecnologia da Ásia, realizada recentemente em Taiwan, um robô humanoide dotado de IA encerrou sua apresentação de forma dramática: caiu no palco, como se tivesse sido atingido por um tiro. O detalhe: caiu bem ao lado de um executivo que falava sobre ele, que quase caiu também, mas de susto.

Foi uma cena de comédia: funcionários correram, cobriram o robô com um pano preto e o arrastaram para fora do palco, não sem antes deixá-lo cair no chão mais uma vez.

O protagonista do fiasco foi o 4NE1 Gen 3.5, construído pela alemã Neura Robotics em parceria como a americana Qualcomm, líder mundial em conectividade e chips que equipam smartphones, PCs e outros dispositivos.

O robô, com autonomia de 8 horas, baterias que podem ser substituídas e capacidade de carregar 100 kg, deveria ser um exemplo de robustez. Em vez disso, entrou no palco com passos desajeitados, parou ao lado do executivo e, aparentemente entediado com o discurso, decidiu “morrer” em cena. Dobrou-se para trás e desabou.

Em vez de admitir o vexame, a Qualcomm fez ginástica para transformar o vexame em algo positivo: disse que o robô executou uma “sequência de queda segura”, projetada para proteger o ambiente e as pessoas ao redor. Fica a impressão de que, se o robô tivesse explodido, a empresa diria que “foi acionado o mecanismo de autodestruição para preservar dados”.

Vale lembrar que não é a primeira vez que um robô cai em público. Em novembro passado, o AIdol, um robô humanoide russo, também desmoronou durante uma apresentação. O CEO do fabricante, cinicamente, classificou o episódio como “treinamento em tempo real” e um “erro bem-sucedido”.

Em resumo: robôs podem até carregar 100 kg, mas ainda não conseguem suportar um discurso corporativo sem desabar…

(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].