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Vai começar a guerra da internet via satélite

em Tecnologia
sexta-feira, 15 de agosto de 2025

A Starlink, serviço de internet via satélite de Elon Musk, lançou uma ofensiva baseada em redução de preços para ampliar sua base de assinantes em áreas rurais dos Estados Unidos.

Vivaldo José Breternitz (*)

O plano residencial caiu de US$ 120 para US$ 99 mensais, desconto significativo que visa atrair novos clientes – é uma jogada defensiva, já que a disputa no mercado de internet via satélite está prestes a se intensificar.

Por anos, a Starlink foi vista como a única solução para regiões desatendidas pelos serviços convencionais de internet, mas acumula críticas por velocidades abaixo do prometido, interrupções frequentes e congestionamentos na rede em horários de pico.

Um estudo recente da Universidade Estadual da Pensilvânia apontou que cada satélite da rede Starlink consegue atender apenas um número limitado de residências antes que a velocidade caia abaixo dos padrões exigidos pelos órgãos governamentais, o que vem acontecendo.

A dúvida é se a redução de preços será suficiente para fazer novos usuários ignorarem essas falhas persistentes e para blindar a empresa diante da chegada de fortes rivais.

Dentre esses novos rivais, estão a Amazon, que está desenvolvendo o Projeto Kuiper, que prevê lançar mais de 3.000 satélites até o final de 2025, a Viasat e a HughesNet, veteranas do setor que estão investindo em redes híbridas para melhorar o desempenho. A Starlink tem cerca de 8 mil satélites em operação.

Dentre os rivais de fora dos Estados Unidos estão o Projeto Hongyun, programa estatal chines que pretende colocar em órbita mais de 12 mil satélites, além da OneWeb e Telesat, empresas do Reino Unido e Canadá que miram mercados corporativos, governamentais e de aviação.

A guerra da internet via satélite está só começando. Para os consumidores, a concorrência promete mais opções e preços menores, sendo lícito esperar que movimentos semelhantes ocorram também no Brasil.

Para Elon Musk, que reinou quase sozinho nesse mercado, é o início de uma batalha que pode ser decisiva.

(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor e consultor – [email protected].

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