Tecnologia 30/07 a 01/08/2016

A hora e a vez dos algoritmos

Vivemos em um mundo cada vez mais digital e estamos criando dados a todo momento. Atividades simples do dia a dia, como ir buscar um filho na escola ou comprar algo na padaria já gera uma infinidade de dados

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Luciano Sandoval (*)

Você foi de carro? Usou o GPS? Mandou uma mensagem dizendo que estava chegando? Usou o cartão de crédito? Tudo isso são gatilhos para a geração de dados. E mesmo que você tente passar um dia sem utilizar nenhum aparelho eletrônico, o simples sumiço da vida digital já é uma informação. Nós somos, consumimos e produzimos dados o dia todo, todos os dias.

Essa informação não é novidade para as empresas, que já estão atentas à Digital Transformation e, em sua maioria, reconhece a importância desse massivo volume de dados criado diariamente. Soluções de big data e Business Intelligence são apenas a ponta desse iceberg, pois as empresas agora passarão a ser avaliadas não apenas pelos dados que possuem, mas pelo o que realmente é construído através dessas informações. E assim, chegamos a um mundo dos negócios em que os algoritmos ditarão as novas regras de mercado.

Longe de ser algo novo, os algoritmos são responsáveis por tornar o grande volume de dados que as empresas atualmente possuem em uma ação automaticamente. Segundo Alan Duncan, diretor de pesquisas do Gartner, as organizações passarão a ser avaliadas não apenas pelo seu big data, mas também pelos algoritmos que transformam estes dados em ações e, consequentemente, melhoram a experiência do usuário. O pesquisador prevê ainda que até 2018 mais de 50% das grandes organizações mundiais irão competir no mercado utilizando analytics avançados e algoritmos próprios, o que irá resultar numa ruptura total com nosso atual modelo de negócios. A vantagem competitiva não está mais em ter e estudar milhões de dados, mas no que esses dados podem fazer pelo relacionamento com o seu cliente. Nossa nova moeda de troca são as relações.

Aqui cabe um parênteses sobre Business Intelligence. O estudo e análise de um grande volume de informações para geração de insights e valores para as empresas continua sendo de uma importância vital. O BI nunca deixará de ter sua função, mas ele é apenas uma parte de tudo o que pode ser realizado. O BI nos ajuda a analisar acontecimentos chave, prever desafios e encontrar oportunidades. Já os algoritmos possuem um impacto direto em todas as funções dentro da organização, do planejamento de novas ações e adoção de ferramentas até social media e mobile commerce. E o BI é extremamente afetado por estes algoritmos.

Com a IoT cada vez mais presente, os dados obtidos precisam dar uma resposta imediata no mundo físico e sua interação com o consumidor ou usuário final. O inventor do Android, Andy Rubin iniciou uma incubadora de hardware para IoT para explorar através de algoritmos dados de fontes off-line, presente no mundo real, e não da Cloud. O futuro dos algoritmos está vinculado ao sucesso de interações com o mundo físico pois apesar da revolução do Big Data na Cloud, as ações ocorrem entre as pessoas e coisas e não podemos ficar presos na nuvem. O relacionamento e as respostas imediatas são a nova chave para o sucesso dentro da já conhecida como Economia dos Algoritmos.

Os algoritmos em si são novos produtos no mercado. Desenvolvedores e empresas de TI já estão trabalhando para conseguir produzir algoritmos cada vez mais inteligentes e velozes. É interessante pensar que esse é um trabalho imenso, mas que tem como função principal se passar por algo extremamente orgânico. O papel do algoritmo é se fingir de algo tão natural, tão presente no dia a dia das pessoas, que pareça que sempre esteve ali. Quanto mais imperceptível – porém eficaz – para seus clientes, melhor.

Tanto poder acarreta também uma série de responsabilidades. Com a automação, vários problemas são resolvidos em larga escala, mas é preciso estar atento às possíveis ameaças. Questões éticas, na área da saúde e indústria farmacêutica por exemplo, precisam ser avaliadas caso a caso. Mesmo que seja para o benefício de muitos, é preciso sempre avaliar se aquela ação automática não pode gerar consequências negativas ou com uma ética questionável.

A tecnologia dos algoritmos não é algo novo, mas a forma como nossa economia e sociedade está passando a depender dela sim. Este é um mundo novo que apresenta inúmeras possibilidades. Cabe aos novos profissionais do ramo estudá-las, entendê-las e elevar seu potencial produtivo. Nossa economia nunca mais será a mesma.

(*) É diretor Comercial e Marketing da MC1 – multinacional brasileira com foco em processos e inteligência de negócios utilizando a mobilidade como plataforma tecnológica.

Adquirir e engajar usuários é o desafio das startups mobile no Brasil

Já percebeu que, cada vez mais, é comum as pessoas acordarem e checarem seus e-mails, redes sociais e os mais diversos aplicativos? Para profissionais que desenvolvem aplicativo esse comportamento é mais que esperado, afinal, para eles ‘o mobile está conquistando o mundo’. E não deixa de ser verdade porque, de acordo com o Deloitte, o brasileiro olha, em média, 78 vezes para o seu smartphone diariamente. Além disso, 57% dos brasileiros com smartphone checam o aparelho em menos de cinco minutos depois de acordarem, incluindo 35% que dizem verificar imediatamente após despertarem – mesmo sem contar quem o faz apenas para desligar o despertador ou outra atividade corriqueira. Ainda segundo o mesmo levantamento, o smartphone é o canal favorito para o acesso de aplicativos de relacionamento, como redes sociais, de 55% dos brasileiros.
Sabendo disso, os profissionais de ‘mobile growth’ – especialistas em tecnologia mobile com foco em crescimento –, estão cada vez mais competitivos para levar os seus aplicativos aos aparelhos celulares do Brasil e do mundo. Isso, porque, a competição global entre apps de diferentes países e as crises econômicas mundo a fora têm tornado o mercado mais competitivo para levar um aplicativo ao mercado, e com isso os profissionais de mobile growth e online marketing buscam novas estratégias para elevar o número de usuários de seus aplicativos. Para Andy Young, palestrante do GMIC São Paulo 2016 e chefe de expansão da Kaszek Ventures “os profissionais que quiseram adquirir usuários para seus apps precisarão analisar seu comportamento. Essa é uma tendência global. Compreender o usuário permite que o profissional direcionar sua mensagem, com a palavra-chave e o anúncio de acordo com a necessidade de seu cliente em potencial e, assim, retê-lo”. O executivo ainda explica que, “saber como reter usuários é importante para direcionar melhor as mensagens da empresa porque, com taxas de retenção mais elevadas é possível gastar mais com clientes em potencial, em vez de buscar volume de usuários”.
Com mais de dois milhões de aplicativos disponíveis hoje, fazer com que um deles seja descoberto é um dos maiores desafios encontrados pelos profissionais de growth atualmente. Ainda mais sabendo que, 92,9% dos usuários brasileiros param de usar qualquer aplicativo passados os 14 primeiros dias de seu download, segundo dados de maio da Adjust, empresa de análise e atribuição mobile. É por isso que esses profissionais e os maiores players do mercado mobile se reunirão no dia 24 de agosto, durante o Global Mobile Internet Conference, no WTC Events Center, em São Paulo, para descobrir e compreender novas técnicas e métodos de divulgação do seu aplicativo. As inscrições estão disponíveis pelo site: http://saopaulo.thegmic.com/

Governo Irlandês lança campanha para atrair profissionais estrangeiros

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Um lugar vibrante e de imensa riqueza cultural que proporciona qualidade de vida para os moradores e oportunidade para uma carreira promissora. É com esse discurso que a Irlanda tem trabalhado para atrair profissionais estrangeiros para o país. O cenário é promissor para diversos segmentos, mas os grandes destaques estão nas áreas de ciência e tecnologia.
O país, que há alguns anos está entre os preferidos dos intercambistas, tem uma base de nove das dez melhores empresas de Informação, Comunicação e Tecnologia. Dentre elas estão as multinacionais Google, Facebook, LinkedIn, Apple, IBM e Twitter. Em expansão desde 2012, o setor é um dos que mais tem contratado talentos internacionais.
Com o mercado de trabalho em expansão, a previsão é que o país gere anualmente cerca de oito mil cargos de empregos nessas áreas. Para atender tal demanda, o governo lançou a campanha Tech Life Ireland que tem como principal objetivo atrair profissionais estrangeiros com qualificações necessárias para suprir as necessidades das empresas sediadas no país. O convite vale tanto para quem está começando quanto para aqueles que buscam mudanças na vida. Contudo, é importante ficar atento aos requisitos exigidos pelas companhias de seu interesse, como qual tipo de visto é aceito, se precisa ter cidadania, etc.
Para o governo irlandês, incentivar a contratação de trabalhadores estrangeiros é positivo graças ao valor da mão de obra que, em geral, é mais barata do que a local, fator esse que aquece ainda mais esse mercado. Em 2015, por exemplo, cerca de 81% das empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação contrataram profissionais estrangeiros. Contudo, ainda que nossa mão de obra seja mais barata para as empresas nacionais, os salários ainda são bem maiores do que os oferecidos no Brasil para os mesmos cargos, por exemplo.
Outro grande diferencial em escolher a Irlanda em comparação a outras potências mundiais está na qualidade de vida oferecida pelo país. A proposta não é ter uma população de workaholics, mas sim de profissionais bem sucedidos na arte de equilibrar o trabalho com o lazer. Não é à toa que os trabalhadores irlandeses são os mais felizes da Europa e estão em quarto lugar no ranking mundial de empregados felizes, de acordo com a última pesquisa realizada pelo site de recrutamento Indeed.
Agora, se mesmo com tantos argumentos, o país ainda não te convenceu a construir sua vida por lá, a boa notícia é que você pode fazer um test drive realizando um intercâmbio com trabalho e estudo. Entre em contato com uma agência especializada e confira todas as oportunidades que esse destino maravilhoso pode te oferecer!
(Fonte: Maurício Marques é diretor comercial da
Global Study, franquia de intercâmbios).

“Geração conectada” e a agenda de inovação da Indústria

Fábio Appel (*)

Pessoas nascidas na “virada do milênio” já têm 16 anos e provavelmente nunca ouviram falar no temido “bug”

Crianças com 9 anos desconhecem um mundo sem iPhone. A primeira geração de profissionais Z, com seus 18 anos, chega agora ao mercado de trabalho. É evidente que vivemos um novo momento em escala global, no qual a conexão se dá em níveis jamais imaginados pelo homem.
Há pouco menos de 20 anos a Internet começou a ser utilizada por civis e a utilização do Wi-Fi para conexão com a Internet data dos anos 2000. Apesar disso, as próximas gerações não saberão o que é viver sem conexão banda larga ou sem acesso a redes sociais e aplicativos em qualquer lugar e a qualquer hora.
Fica cada vez mais evidente que as soluções de conectividade, hoje, são totalmente moldadas pela demanda do mercado. A evolução do padrão Wireless N, que teve com início em 2003 para o padrão Wireless AC é um dos exemplos de como a agenda de inovação da indústria está cada vez mais voltada para o atendimento de necessidades dos consumidores, ávidos por estabilidade e velocidade.
Essa mudança de padrão, por exemplo, vem atender às necessidades de disponibilidade de banda para aplicações e alto consumo. A frequência de 5GHz passa a ser utilizada para garantir redes com menos interferências, como a de 2.4GHz, por exemplo, já bastante popularizada e utilizada, devido à alta demanda e grande utilização nos últimos anos. Os roteadores, também, passam a atender um número cada vez maior de equipamentos conectados.
Ao mesmo tempo tornou-se impensável apresentar ao consumidor final um manual com milhares de páginas e repleto de termos técnicos, como acontecia antigamente. Hoje em dia, aplicativos de instalação e procedimentos de configuração precisam ser simples e fáceis, pois ninguém pretende contratar um técnico para instalar o novo roteador ou colocar o tablet recém comprado em funcionamento.
Com a popularização do Streaming de Vídeo, liderado pela Netflix, e dos jogos on-line, as demandas por velocidade e estabilidade são cada dia maiores e os consumidores esperam alta largura de banda para qualidade de imagem e estabilidade para menor tempo de resposta.
Aqui no Brasil, atualmente as operadoras e a Anatel estão trabalhando para aprimorar a qualidade da conexão de Internet e os roteadores comercializados no País seguem especificações e acompanham evoluções do mercado como o novo padrão de endereços IPv6.
O mercado estará, nos próximos anos, fortemente direcionado para soluções inteligentes para o lar – o que gera um aumento na quantidade de produtos conectados à rede – e também para soluções de alta qualidade como vídeos 4k e 8k, nos quais o tráfego de dados é ainda maior. Conexão, hoje, já é vista como commodity, e as empresas capazes de desenvolver e entregar as melhores soluções que sustentem essa estabilidade da rede serão as que liderarão a próxima geração de soluções capazes de tornar pessoas em todo o mundo mais interligadas, onde quer que estejam.

(*) É coordenador da área de produtos da TP-LINK no Brasil.

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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