Tecnologia 23/08/2016

O que toda empresa deveria saber sobre IoT

A Internet das Coisas está muito mais próxima do que você imagina. Mais do que um produto ou software, o Internet of Things (IoT) é a capacidade de se receber informações, analisá-las e gerar uma ação automatizada com elas, sem a intervenção direta de um ser humano. Simplificando ainda mais esse conceito, a IoT diz respeito à máquinas captando informação e, com isso, gerando uma reação. Parece familiar?

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Redson Silva (*)

Pense em quando você vai passar pelo pedágio, mas não precisa parar em uma das cabines porque você instalou no seu carro um dispositivo de pagamento eletrônico. Você entra na baia certa, diminui a velocidade e, quando o dispositivo no seu carro encontra o dispositivo do pedágio, a cancela levanta automaticamente. Esse é um exemplo simples de como a Internet das Coisas já está presente nas nossas vidas. Na verdade, a IoT já existe há muito tempo, mas seu conceito como conhecemos está sendo estabelecido apenas agora.

Falando em empresas, a IoT pode trazer inúmeros benefícios. No mundo todo, empresas já utilizam a análise de dados de Big Data para economizar energia, medir suas vendas e resolver todo tipo de problema. E aqui afirmo algo que nem todos sabem: implementar a IoT dentro das empresas não é um processo complexo. Isso depende muito do tipo de solução desejada e o volume de dados a ser analisado.

A utilização da IoT é totalmente adaptável. Você pode ter soluções que gerem insights em dashboards sobre a velocidade dos trens do metrô de acordo com a quantidade de pessoas que ele está levando. A IoT serve tanto para gerar dados quanto pegar esses dados e gerar ações, imediatas ou futuras.

Por trabalhar com um número extenso de dados, e depender totalmente de comunicação via internet, as soluções de IoT são desenvolvidas para ter uma certa tolerâncias às falhas de comunicação. Imagine um sistema responsável por contar quantos veículos passam por uma determinada avenida para no futuro melhorar o trânsito local. Se ele tiver algum problema é preferível que ele contorne essa situação e volte a realizar a contagem – mesmo que seja com alguns veículos a menos – do que parar tudo para tentar descobrir qual foi o problema e concertá-lo.

Claro que isso é adaptável para cada solução pretendida. Se for essencial realizar uma contagem minuciosa, ele fará. Se o mais importante for conseguir os mais diversos dados para criar uma média, ele fará. O sistema não precisa ser a prova de falhas, mas precisa contornar a falha e continuar o seu trabalho.
Outro dado que julgo interessante, é a capacidade de preditiva da tecnologia. Através de modelos matemáticos desenvolvidos para fazer esse tipo de análise, o sistema colhe dados e faz previsões de situações futuras. Para isso, é possível pegar dados de diferentes fontes e uní-los para, através do analytics, obter diversas previsões.

Para se utilizar a IoT dentro de uma empresa, três itens são essenciais: sensores para gerar os dados, Big Data para receber essas informações e o analytics ou Business Intelligence, para entender esses dados e gerar as ações. Empresas de Tecnologia da Informação já oferecem pacotes para instalar esse conjunto no cliente, podendo começar do zero ou adaptar e unificar a tecnologia IoT com os softwares já utilizados pela empresa.

As coisas ainda são incertas, mas a expectativa é que até 2020 tenhamos um número cinco vezes maior de dados sendo gerados. E o mais interessante é que a maior parte dessas informações não serão geradas pelo homem, mas por máquinas automatizadas.

Diversos setores estão cada vez mais interessados nessa tecnologia. Alguns exemplos são as seguradoras de veículos, planos de saúde e empresas do ramo de mineração. As seguradoras podem analisar dados recebidos através de um dispositivo instalado nos carros de seus segurados para analisar como é a conduta daquele motorista. Se considerar interessante, pode conceder um belo desconto para aqueles que praticam a direção segura. Os planos de saúde podem analisar os dados dos diversos gadgets vestíveis que já existem no mercado para, por exemplo, oferecer pontos a cada vez que o beneficiário faz exercícios físicos e criar um programa de premiação para os mais saudáveis. No setor da mineração, a IoT pode ser usada para analisar quais rochas devem ser explodidas, a quantidade de minerais esperada em cada local e a maneira mais eficaz de extrair cada material. Todas essas ações tem como objetivo trazer economia para as empresas.

Atualmente acredito que não usamos nem 10% de toda informação disponível. Imagine um futuro com todos esses dados analisados e utilizados para melhorar nossas vidas. Quando chegarmos lá, estaremos participando de uma verdadeira revolução non modo como vivemos. As plataformas de Internet das Coisas ainda vão evoluir muito. Sairá na frente quem já estiver preparado para essa nova realidade.

(*) É diretor de Negócios da Hitachi Data Systems.

Pokémon Go no ambiente de trabalho – Restringir ou integrar?

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Desde a chegada de Pokémon Go, ao Brasil, muito tem sido discutido sobre os benefícios da brincadeira e também sobre os seus limites. Se, por um lado o jogo tem sido usado por hospitais como estímulo para crianças doentes saírem de seus leitos e tem contribuído para a interação social de muitas pessoas, por outro, Pokémon Go tem causado polêmica por impactar negativamente alguns aspectos da vida de seus usuários. Sobretudo no âmbito profissional.
Daí surge uma dúvida não só na cabeça dos gestores de equipe, mas também para os profissionais de TI – bloquear Pokémon Go na rede corporativa é a solução? Apesar de existirem maneiras relativamente simples de bloquear o jogo, aresposta é não. Com o jogo baixado no celular e uma conexão 3G ou 4G, qualquer pessoa pode jogar, independente das restrições que a rede da empresa possa ter. O bloqueio via firewall ou direto na rede corporativa é inútil, servindo apenas para demarcar a posição do gestor em relação à questão.
Diversas empresas têm se preocupado com a queda de produtividade de seus funcionários desde o lançamento do game. A matriz da Volkswagen, na Alemanha, proibiu seus funcionários de jogarem Pokémon Go durante o expediente, sob o risco de demissão por justa causa. De acordo com a empresa, a justificativa para tal medida tem a ver com o risco de acidentes. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos também proibiu seus funcionários de caçarem os monstrinhos virtuais nas dependências do Pentágono.
Segundo especialistas, a CLT prevê demissão por justa causa também em casos de baixa produtividade, sobretudo se esses estiverem relacionados a uma distração externa à dinâmica do trabalho. As empresas investem para contratar bons profissionais, que busquem atingir suas metas e saibam gerenciar seu próprio tempo. Restringir o acesso dos profissionais a qualquer tipo de conteúdo não deveria ser uma preocupação de um gestor.
Teoricamente um colaborador conhece suas responsabilidades e deve conseguir manter o trabalho em primeiro plano. Portanto, educar a equipe é a solução mais viável. Com uma boa conversa, é possível engajar o time nas tarefas do dia a dia e, ao mesmo tempo, se aproximar da equipe. Convencer os colaboradores a jogar com parcimônia, de forma a não afetar a produtividade pode, naturalmente, gerar empatia, sem a necessidade de envolver a equipe de TI da empresa.
O julgamento de cada um vai traçar o seu caminho. Aqueles que exagerarem terão sua produtividade claramente afetada. Nestes casos, o gestor pode então ter uma conversa mais direta para colocar as coisas no eixo e, se necessário, lançar mão do respaldo legal que a CLT oferece.

(Fonte: Thiago Madeira de Lima é CEO da Penso Tecnologia, uma empresa com dezenas de Mestres Pokémon, e pai de dois).

Revolução digital no agronegócio

Ricardo Fachin (*)

Ao simplificar os processos, as organizações conseguem agilidade para os negócios e passam a ser mais competitivas no mercado

As soluções tecnológicas e comércio eletrônico, conquistam as companhias de agronegócio que projetam um desempenho positivo para 2016.
O setor prevê um crescimento entre 1,5% e 2,2%. Segundo a CNA, neste ano, o Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária chegará a R$ 529,9 bilhões. Vale lembrar que, em 2015, o agronegócio representou 23% do PIB nacional, 35% da força de trabalho do país e 40% das exportações brasileiras.
No caso do Paraná, estado que se destaca no setor agrícola com 220 cooperativas filiadas à Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), o faturamento em 2015 foi de R$ 60,4 bilhões. Esse valor ganha ainda mais destaque se comparado ao PIB brasileiro, que no ano passado teve uma retração de 3,8%.
Mas, mesmo com os avanços do segmento, ainda há muitos gargalos e deficiências a serem supridos. É aí que a tecnologia pode auxiliar as cooperativas, agroindústrias e quem trabalha no campo.
Hoje, ter o controle operacional do negócio passou a ser o desejo de toda organização. Desejo que se torna realidade por meio da tecnologia. Uma das soluções desenvolvidas pela marca alemã SAP, o S/4 HANA traz simplificação para os processos e possibilita a uso real de Big Data (grandes volumes de dados).
Se, hoje, uma simulação de planejamento de produção pode durar horas para ser realizada, com o SAP S/4 HANA são segundos, ou seja, o software permite o replanejamento de toda a empresa: logística, produção, vendas e finanças, a fim de atender as demandas estratégicas das cooperativas. Vale destacar que, se a logística não for bem gerenciada, há riscos de perder contratos e, até mesmo, a própria produção.
Outro desafio para as cooperativas e agroindústrias é a diversidade de negócios – tudo precisa estar integrado e a informação gerencial consolidada. Nas plataformas tradicionais não é possível fazer a integração em tempo real – muitas vezes, o profissional da área tem que olhar em vários sistemas diferentes para obter os dados desejados – e quando o faz são com informações dos dias anteriores, dessa maneira não consegue a mesma qualidade de informação oferecida pela SAP.
Ajustar a gestão contábil, fiscal e financeira das operações é mais uma questão a ser solucionada pelas cooperativas. O Simple Finance e a plataforma fiscal da SAP (TDF) ajudam nesta tarefa. Tornam o trabalho dos usuários e gestores mais intuitivo e produtivo, usam informações em tempo real para reduzir riscos e diminuir a exposição fiscal das empresas.

Outra “grande solução” para as cooperativas
lém do S/4HANA, as organizações contam com o software de Gestão de Contratos Agrícola (Agricultural Contract Management – ACM) da SAP. A solução gerencia as atividades relacionadas aos contratos e oportunidades do negócio agrícola, ao promover a gestão eficaz de contratos.
No caso das cooperativas, por exemplo, se percebe que as soluções atuais, são de difícil atualização e baixo nível de integração, expondo as empresas a riscos e dificultando o cálculo do resultado real de uma operação. Nesse caso, o ACM da SAP é uma boa opção, agrupa os contratos de compra com os de venda, gerencia o volume de compra, vendas, variações dos preços e o resultado.
Em resumo, por meio deste software– que atende organizações de todos os tamanhos – é possível ter controle das relações na cadeia de suprimento de matéria-prima, produção e vendas, a começar pela identificação de fornecedores de grãos; gerenciamento de volume de produção; preço e qualidade; controle de prazos de entrega e acompanhamento da liquidação final do contrato.
As soluções da SAP vieram para suprir as demandas por eficiência, qualidade de produção, redução de custos, desperdícios e competitividade.

(*) É Diretor Corporativo da FH.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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