Tecnologia 17/11/2016

Certificado Digital com biometria permite abrir ou fechar conta bancária pela internet

A Certificação Digital é um software criptográfico customizado para qualquer cidadão ou empresa, que identifica de maneira inquestionável o titular da conta e garante conteúdo com o uso da criptografia de chaves assimétricas

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A abertura e o fechamento de contas bancárias por meio da internet não são mais visões de futuro no Brasil. Com a autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN), através da Resolução nº 4.480, o sistema bancário pode aceitar esse tipo de operação mediante o uso de assinatura digital e tecnologias de acordo com a legislação vigente, ou seja, que possam comprovar a identidade do correntista e garantir a integridade e fidelidade do conteúdo do documento. Além dessa boa notícia, informa Antonio Sérgio Cangiano, diretor executivo da Associação Nacional de Certificação Digital (ANCD), há outra: “Já existe a tecnologia em conformidade à legislação vigente no País ao alcance das instituições financeiras e dos usuários, a Certificação Digital com identificação biométrica”.

A Certificação Digital, explica Cangiano, é um software criptográfico customizado para qualquer cidadão ou empresa, que identifica de maneira inquestionável o titular da conta e garante conteúdo com o uso da criptografia de chaves assimétricas. Portanto, adiciona a essa operação simples e desburocratizada valor jurídico com não repúdio de autoria a tudo que for realizado por meio dele. “Com o uso da certificação digital, que já existe há 15 anos no Brasil, a Autoridade Certificadora credenciada a emitir o certificado digital, como as associadas à ANCD, possibilitam aos usuários todas as garantias exigidas pelo CMN para abrir e fechar contas, sem custos para o banco, dado que o certificado digital é propriedade do cidadão. Essa tecnologia da ICP Brasil amplia a segurança não apenas em transações eletrônicas como esta, mas em todas as operações possíveis por meio eletrônico”.

Antonio Sérgio Cangiano acredita que a partir da disseminação da Certificação Digital, com a ampliação de seu uso, como para a interface no atendimento da maioria dos serviços públicos e privados, como abertura de empresas ou o IRPF, os benefícios ficarão cada vez mais evidentes para os usuários, “A decisão do CMN, tomada recentemente, é uma tendência majoritária porque desburocratiza, reduz custos, dará por exemplo maior comodidade aos clientes e irá com certeza melhorar a eficiência dos bancos, que podem até ampliar o leque de negócios e oferecer mais serviços no meio digital”. O Certificado Digital pode ser armazenado no celular ou tablet, o que amplia ainda mais a conveniência ao seu titular com a mobilidade oferecida e já altamente utilizada globalmente, destacou.

Já a biometria, explica o diretor executivo da ANCD, é muito conhecida pelos bancos, que adotam o sistema de identificação como impressão digital e a leitura da palma da mão. “De forma a identificar o requerente do certificado digital, a ICP Brasil adotou a biometria da impressão digital e da face, na resolução 114 de 30 de setembro de 2015, publicada no DOU de 18 de novembro de 2015, do comitê Gestor da ICP-Brasil. Com essa medida são ampliados os mecanismos de segurança para validade da identidade de uma pessoa, o que torna a infraestrutura imune a fraudes, que já se mostrava irrelevante. Hoje o certificado digital só é emitido de forma conjunta com a biometria”.

“As tecnologias no campo da biometria, por exemplo de face e impressões digitais, além de outras como íris ou voz, ou palma da mão, também podem ser inseridas em aplicativos, mas apenas para identificação, enquanto o certificado digital garante a integridade, a autoria e a fidelidade de conteúdo, com a criptografia de curvas elípticas, o que torna a relação entre o cliente e o banco totalmente segura e em conformidade com a legislação. Desta forma, o risco de fraude é ainda mais reduzido com tendência a zero, e é uma segurança que vale para os dois lados”, destaca Cangiano.

Plataforma de gerenciamento fiscal gratuita para instituições que combatem o câncer

Com o objetivo de apoiar as instituições que trabalham com a prevenção e o tratamento de câncer, a Arquivei, empresa de gerenciamento de documentos fiscais, lança uma campanha para celebrar o Outubro Rosa e o Novembro Azul.
A startup, que é atualmente a melhor solução para empresas que necessitam de uma plataforma para consulta, organização e armazenamento de informações de notas fiscais, disponibilizará os seus serviços, de forma gratuita e sem limitações, para hospitais e instituições sem fins lucrativos especializadas em oncologia.
A ação também beneficia hospitais que possuem especialização oncológica, mas que tenham fins lucrativos. Para elas, a Arquivei disponibiliza atendimento gratuito por seis meses, também em qualquer plano.
Para participar da promoção, a instituição interessada deve acessar o site da Arquivei (www.arquivei.com.br), entrar em contato via chat mencionando a promoção Outubro Rosa/Novembro Azul. A partir daí, serão solicitados alguns documentos para a organização e para verificar se trata-se de uma instituição com ou sem fins lucrativos. Passada essa fase, o acesso às ferramentas e facilidades da Arquivei estará liberado!

Inscrições para obter o selo Black Friday Legal 2016 terminam amanhã

Terminam amanhã as inscrições para o Black Friday Legal 2016, programa da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) criado para dar credibilidade à Black Friday e às lojas participantes e contribuir para a criação de um ambiente de confiança no comércio eletrônico durante o período promocional.
Para participar, a loja deve:
Associar-se ao Movimento e-MPE, iniciativa criada pela camara-e.net para reduzir a mortalidade dos pequenos negócios do comércio eletrônico, por meio da difusão de conhecimento estratégico sobre o setor e da promoção de benefícios
Inscrever-se no site da campanha: http://blackfridaylegal2016.com.br/registro
Aceitar o Termo e Condição de Uso do Black Friday Legal
Passar na análise cadastral que a equipe da camara-e.net faz
A análise cadastral avalia, entre outros itens, a situação da empresa junto à Receita Federal e o cumprimento do Decreto do Comércio Eletrônico, que estabelece que o site deve informar, em local visível, CNPJ, razão social e formas de contato físico e eletrônico.

Fintechs: como elas estão mudando a relação das empresas com os bancos?

Muito tem se falado sobre o impacto das Fintechs, empresas de finanças baseadas em plataformas digitais, no cotidiano das pessoas físicas. São “bancos” sem agências, “corretoras de investimento” sem corretores, “correntistas” sem gerente e nem tarifas. A tecnologia tem proporcionado uma verdadeira revolução na maneira como as pessoas lidam com o próprio dinheiro. A novidade agora é que está mudando também o jeito como as empresas fazem isso. Já se fala, inclusive, sobre o fim do dinheiro – pelo menos do jeito como conhecemos hoje.
No mundo mobile, carteiras, cartões e extratos estão sendo facilmente substituídos por aplicativos no seu smartphone. As Fintechs são tão disruptivas para os bancos quanto o Uber para os taxistas. Já tem gente chamando esse fenômeno de desbancarização. Segundo dados da FintechLab, estima-se que já existam cerca de 150 Fintechs atuando no país. No total, são nove categorias de atuação: pagamentos, gestão financeira, investimentos, empréstimos, funding, Bitcoin, conectividade, Big Data e até de seguros.
Além de trazer grande facilidade para o cotidiano das pessoas, essas Fintechs também estão prometendo sacudir a relação das empresas, independentemente do porte, com as instituições financeiras tradicionais. Um dos melhores exemplos nesse sentido é uma parceria inédita entre a brasileira Omie e a israelense WorkCapital. A Omiexperience, empresa desenvolvedora do Omie, ERP focado na gestão de empresas de pequeno e médio porte, se uniu à WorkCapital para oferecer crédito aos seus clientes dentro do próprio sistema. O sucesso já é tão grande que só na semana do lançamento houve mais de 450 solicitações, totalizando R$ 53 milhões em pedidos.
Segundo uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC Brasil, a crise só tem dificultado o acesso ao crédito. Cerca de 36,9% dos entrevistados das PMEs consideram que conseguir empréstimos é algo difícil e, as maiores dificuldades são a burocracia e as altas taxas de juros. “Com a recessão econômica, os bancos ficaram muito mais receosos em emprestar. Como o risco de inadimplência está maior, as taxas de juros sobem e as burocracias também. O crédito via Omie elimina tudo isso. Como o sistema mantém a contabilidade da empresa em tempo real, já temos dados suficientes para calcular automaticamente sua capacidade de pagamento, mas apenas rodamos esse algoritmo com a autorização prévia da empresa. Isso nos permite oferecer taxas bem menores”, garante Marcelo Lombardo, CEO da Omiexperience.
O desenvolvimento da ação para o mercado brasileiro levou cerca de um ano e envolveu mais de 20 desenvolvedores dos dois lados. Um dos sócios da WorkCapital, Simão Neumark, é brasileiro e, seu conhecimento sobre o país foi determinante para avançar na parceria. “Conheço bem a realidade das empresas brasileiras, sobretudo as de pequeno e médio porte. Sabia que faltava uma solução como essa, capaz de resolver o problema de acesso ao crédito com um único clique”, lembra.
A ideia é promover e ampliar o acesso ao crédito via antecipação de duplicatas com taxas mais baixas, que cabem no bolso dos pequenos empresários. “Fazemos uma análise algorítmica completa da empresa, algo nunca feito no mercado de crédito para PME”, defende Lombardo. Para quem não conhece, antecipação de duplicatas é uma operação em que uma empresa cede seus recebíveis para receber o valor referente a estas vendas no mesmo dia, descontada a taxa de fomento mercantil. A partir deste ponto, os clientes desta empresa que receberam a mercadoria ou serviço pagarão diretamente à WorkCapital, finalizando assim o ciclo de crédito.

Uma alternativa para proteger a privacidade dos dados brasileiros

João Pedro Flecha de Lima (*)

Numa das eleições mais acirradas de sua história, os norte-americanos escolherão quem vai governar a maior potência econômica e militar do planeta. Um dos temas centrais da disputa surgiu com a revelação pelo jornal “The New York Times” de que, pouco antes de assumir a Secretaria de Estado, em 2009, a candidata Hillary Clinton instalou um servidor particular em sua casa, em Nova York

A então secretária teria usado esse servidor para suas trocas de e-mail, profissionais e pessoais, durante os quatro anos no cargo. Hillary não teria ativado a conta de e-mail “state.gov”, hospedada nos servidores de propriedade do governo dos Estado Unidos, e disse que sua preocupação em relação aos e-mails era “não correr o risco de que seus dados pessoais se tornassem acessíveis”. Hillary foi investigada pelo FBI, que analisou o teor de seus e-mails e julgou que era desnecessária a abertura de inquérito. Mas esse episódio gerou vários debates que revelaram que os norte-americanos se sentem espionados de maneira excessiva pelas as agências de segurança de seu país, como FBI, NSA e CIA.
Outro evento, de 2013, também se insere neste mesmo contexto. Na ocasião o ex-técnico segurança da CIA Edward Snowden foi acusado de espionagem por tornar públicas informações sigilosas de segurança dos Estados Unidos, e revelar com detalhes a existência de programas de vigilância que os norte-americanos utilizam para espionar seus cidadãos e outros países, dentre eles o Brasil. Snowden mostrou como servidores de portais de grande tráfego e acesso realizam a analise regular de dados, monitorando conversas de e-mail e de telefone. Na época do escândalo, mensagens e telefonemas da presidência da república do Brasil com seus principais assessores foram violados.
Quase a totalidade (>99%) do volume de dados, voz e imagens do planeta é transmitido através cabos submarinos, amplamente utilizados no mundo todo para este fim pois possibilitam transmitir uma imensa quantidade de informações à velocidade da luz, interconectando data centers, onde ficam armazenadas informações digitais que guardadas nas chamadas nuvens. Da mesma forma, por causa da topologia global dos cabos submarinos atualmente existentes, praticamente todos os dados (>99%) que entram ou saem do Brasil têm que passar pelos EUA, principalmente por um mega Data Center localizado em Miami que interconecta 160 operadoras globais e que, segundo analistas de telecom, tem 2 de seus 6 andares ostensivamente ocupados pela NSA.
O volume de dados da internet vem crescendo a taxas exponenciais e muitas empresas existem somente no ambiente virtual, em modelos rentáveis que se baseiam exclusivamente em plataformas web – a chamada “uberização” ou economia colaborativa chegou colocando em cheque os modelos de negócio existentes.
À medida que a conectividade de indivíduos, corporações e governos crescem, as preocupações com a segurança e a privacidade de dados deveriam estar cada vez mais presentes. Talvez já saibamos disso, mas não conhecemos a real dimensão da vulnerabilidade a que nossos dados estão expostos ao passar pelos EUA, conforme mostrado por Edward Snowden.
Por isso, iniciativas que ajudem a assegurar a privacidade dos cidadãos, empresas e governo brasileiro são fundamentais, mesmo sabendo que dado o caráter dinâmico e progressivo da Internet, não há como apontar os limites de acesso indesejável ao qual estamos sujeitos. A construção de um cabo submarino direto do Brasil para a Europa pode mitigar substancialmente o risco de violação da privacidade dos dados brasileiros.
Além de proteger os dados do País, a ligação direta com o continente europeu vai trazer muitos outros benefícios: A Europa é um hub natural já que reúne 7 dos 10 maiores Pontos de Troca de Tráfego (PTT – interconexão física entre dois ou mais provedores de Internet para troca de tráfego entre suas redes do mundo). E grande parte (>75%) do conteúdo acessado pela população brasileira na web também está disponível no continente europeu.
A construção de um cabo submarino de telecomunicações com tecnologia de ponta em fibra ótica para fazer a ligação direta entre Brasil e Europa, além de restabelecer nossa ligação histórica com o “velho continente” através de uma conexão de alta capacidade e baixa latência, ajudará a resguardar os direitos constitucionais de proteção da privacidade e da imagem de cidadãos, empresas e governos brasileiros.

(*) É CEO da Cabos Brasil-Europa S.A.- EllaLink, empresa que está construindo um cabo submarino direto entre Brasil e Europa.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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