Tecnologia 17/08/2016

A Internet das Coisas e Dados: grandes poderes trazem grandes responsabilidades

A internet das coisas (ou internet of things em inglês – IoT) já passou o estágio de curiosidade e de especulação para o momento em que aplicações de negócios práticas estão sendo construídas. E há a necessidade para um desenvolvimento mais cuidadoso, com políticas e padrões, para que ela avance do jeito correto

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Carlos Eduardo Salvador (*)

Já estamos vendo aplicações extremamente práticas oriundas da chamada “Internet Industrial,” o foco de grupos como o Consórcio da Internet Industrial e empresas como a GE, que estão incorporando sensores em equipamentos de nível industrial que vão de motores de aeronaves a ferramentas elétricas, o que está aumentando de maneira dramática a eficiência e o conhecimento dos processos de produção. De acordo com estimativa da GE, há cerca de 10 bilhões de aparelhos conectados na Internet Industrial atualmente.

Há, também, uma série de iniciativas motivadas pelo IoT que estão aparecendo nas mais diversas áreas possíveis, que podem ir do setor de saúde a gerenciamento urbano e biologia marinha. Não é preciso nem dizer que há muito poder relacionado com o uso da Internet das Coisas. E com isso, é claro, surge grandes responsabilidades. E é neste exato momento que os dados começam a aparecer de maneira crucial — já que a IoT não é exatamente sobre as coisas, mas, sim, sobre os dados indo de um lado para o outro entre essas coisas.

Desta maneira, vimos no ano passado demandas por uma “estratégia nacional de IoT” que propõe, ao mesmo tempo, crescimento econômico apoiado em IoT na mesma medida em que cria as salvaguardas para manter a segurança e a privacidade.

Em um artigo recente, Kenneth Corbin relatou na CIO algumas discussões acontecendo entre autoridades do governo dos Estados Unidos sobre as implicações e as possibilidades dos dados de IoT. Uma política nacional poderia ajudar a solidificar o suporte para conseguir resgatar os benefícios da IoT, ao mesmo tempo em que seria capaz de restringir as centenas de regulações pontuais que poderiam restringir o seu potencial.

Há demandas por um “esforço concentrado no governo federal dos Estados Unidos que seja capaz de trazer em conjunto as várias agências que possuem um papel no ambiente regulador para aplicações de IoT e para desenvolver uma estratégia nacional coesa capaz de identificar áreas nas quais o governo poderia incentivar investimento, inovação e adoção… É preciso que essa iniciativa encorpore uma ampla faixa do governo federal, já que os aparelhos e aplicações IoT estão avançando em diversos segmentos de mercado e em diferentes setores no espectro de regulação.”

Os dados, por si mesmos, já são uma poderosa força de inovação e, cada vez mais, estão no centro de várias discussões políticas. Corbin aponta para um relatório recente do Centro de Inovação em Dados que conclui que há “oportunidades incríveis para aproveitar melhor os dados para resolver questões sociais importantes e para estimular o crescimento econômico.”

Chegou o momento que as autoridades políticas – assim como para os executivos com funções estratégicas nas empresas – precisam abraçar os imensos recursos que os dados de IoT estão gerando. Monika Jha afirma que “o momento é crucial para se preparar e para ter as medidas adequadas em vigor para lidar com a gigantesca onda de dados que vai chegar em pouco tempo.” Isso exige, no nível da organização, estratégias e metodologias para Big Data que vão muito além do que as corporações dispõem atualmente.

E isso não está restrito a ferramentas de análise e plataformas, mas da infraestrutura de rede e a presença capaz de fazer isso acontecer, aponta Jha. “A eficiência do IoT depende de uma transmissão de dados efetiva,” ela afirma. “Para que os aparelhos prontos para IoT consigam ser inteligentes e conectados, as empresas vão precisar criar uma camada inteiramente nova de infraestrutura de tecnologia. Junto com essa rede, comunicações vão ser necessárias para suportar a conectividade, assim como uma nuvem de produto responsável pelo banco de dados. Para que tudo isso seja implementado com sucesso, também haverá a necessidade de uma plataforma na qual a base vai ser construída para criar aplicações em software que vão funcionar como portais para acessar os dados desses aparelhos. Tudo isso, por sua vez, vai permitir que os dados sejam enviados para outros aparelhos na internet, conectando, enfim, esses produtos (ou coisas) aos sistemas das empresas.”

Para 2016, há muito trabalho – e muito raciocínio – pela frente, enquanto a IoT revoluciona o cenário dos dados.

(*) É diretor de Pré-vendas América Latina da Informatica LLC.

Catho participa de movimento para identificar startups mais inovadoras

Com o objetivo de estar em contato com novas ideias do mercado, a Catho – site líder em empregos do país – decidiu apoiar pela primeira vez o movimento 100 Open Startups. A iniciativa aproxima empresas novatas e grandes companhias e reconhece as 100 startups mais inovadoras do mundo.
“A conexão com empresas que estão chegando ao mercado é algo extremamente positivo para qualquer companhia já estabelecida e tenho certeza que poderá contribuir para o aumento da velocidade de inovação da Catho”, afirma Eduardo Thuler, CEO da Catho e representante da empresa no movimento 100 Open Startups.
O executivo explica que, durante o processo de avaliação, pretende olhar para todas as startups em áreas de atuação que possam interessar a Catho. “Há uma infinidade de novos modelos de negócios e é preciso estar atento àqueles que tem potencial de agregar valor à oferta da Catho”, diz o executivo.
As inscrições das startups devem ser feitas pelo site: http://www.openstartups.org.br/

Pokémon GO: impacto zero no consumo de banda larga

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Como todo bom profissional de TI, toda vez que um fenômeno como o Pokémon GO ocupa as manchetes de jornais e revistas por mais de uma semana, eu me faço algumas perguntas. A primeira delas – e acredito que grande parte do pessoal de TI esteja se questionando também – é “Qual o impacto disso no consumo de largura de banda em uma rede corporativa?”. É uma pergunta importante a se fazer, mas a resposta, nesse caso, é: “Nenhum!”.

Largura de banda não é problema para Pokémon GO
Não é preciso fazer grandes pesquisas para entender que, neste caso, o consumo de banda está longe de ser um problema para as empresas. Basta analisar o comportamento dos usuários do aplicativo – na maioria dos casos, eles não acessam o game a partir de conexões wi-fi corporativas. Até porque seria pouco eficiente, já que a proposta do Pokémon GO é que os usuários andem pelas ruas atrás de monstrinhos. A menos que os colegas de trabalho estejam espalhando o incenso Pokémon pelo escritório, caçar em uma área fechada e pequeno traria pouco resultado.
O fato é que o Pokémon GO parece ter sido criado com o uso de dados e de banda em mente. Mesmo que o jogador estivesse usando o aplicativo em uma rede wi-fi corporativa para economizar o pacote de dados 3G ou 4G do celular, o consumo seria mínimo. Tanto é que, nos Estados Unidos, a operadora T-Mobile já ofereceu acesso livre de franquia de dados aos jogadores de Pokémon GO. Chuck Hamby, porta-voz da Verizon, também disse recentemente que o game estava respondendo por menos de 1% do tráfego total de dados da operadora.
Em resumo, com a chegada do Pokémon GO ao Brasil, não há motivos para se preocupar com Pikachus consumindo largura de banda da sua rede corporativa. Por outro lado, se você planeja jogar com um plano de dados limitado no seu celular, é possível minimizar o uso sem precisar ficar pendurado na rede da empresa – caso as operadoras nacionais não liberem o tráfego. Andrew Martonik, do AndroidCentral, publicou algumas dicas para diminuir o consumo de dados durante as caçadas.
Portanto, quem estava à espera do Pokémon GO no Brasil, pode ficar tranquilo. Você poderá caçar as tartarugas Squirtles, tranquilamente, na hora do almoço. Mas fique atento e lembre-se que caçar Pokémons enquanto dirige pode ser bastante perigoso.

(Fonte: Alessandro Porro é vice-presidente sênior de vendas da Ipswitch para Ásia e Pacífico e América Latina).

Como fazer negócios e fidelizar clientes pelo Whatsapp?

Prof. Randes Enes (*)

Profissional apresenta as dicas e cuidados no uso desta ferramenta de comunicação pelas empresas para garantir resultados

Segundo a pesquisa “The 2015 Ericsson Mobility Report, o mundo terá cerca de 6,1 bilhões de pessoas utilizando smartphones em 2020. Neste cenário, a interação dos consumidores com as marcas será de forma muito mais rápida e frequente no ambiente mobile. Criado em 2009, o WhatsApp é um aplicativo de serviços de comunicação instantânea que se destaca e que mais cresceu no Brasil nos últimos anos.
Estima-se que mais de 100 milhões de brasileiros baixaram este app em seus smartphones, a fim de manter contato com familiares, amigos e também para fazer negócios. Mas, quais são as dicas e cuidados no uso desta ferramenta de comunicação pelas empresas?
“O WhatsApp pode ser um grande aliado das empresas em dois importantes momentos: na gestão de relacionamento com os clientes e na promoção de vendas de produtos/serviços pela rede”, esclarece o Prof. Randes Enes, empresário, coach, consultor de empresas e professor da FGV. Entretanto, é preciso ter estratégia e foco. “Para potencializar a rede de clientes, é determinante ter consistência na comunicação, com alinhamento em relação as outras formas de contato com o cliente. O uso do Whatsapp completa os demais canais de vendas e relacionamento. As políticas, incluindo os preços de produtos e serviços, precisam estar alinhadas”, completa o especialista.
Para utilizar o Whatsapp com excelência na gestão do relacionamento com os clientes e obter retorno de vendas, o Prof. Randes Enes lista 6 dicas fundamentais:
1. O cliente deve permitir o envio de mensagens, quando informar o seu número de telefone, seja quando o cadastro é feito no site ou pessoalmente.
2. Não utilize mensagens de vendas em grupos, pois esta ação não é bem vista pelo cliente, pois ele não se sente exclusivo. Além disso, este ato pode lotar a caixa com mensagens que não são relevantes para ele.
3. Envie uma mensagem individual para cada cliente, quando quiser realizar uma promoção ou venda do seu produto/serviço. Existem softwares de CRM que já possibilitam o envio deste tipo de mensagem para a base de clientes.
4. As mensagens devem contar um motivo para o envio: uma promoção, o lançamento de produto, um evento, reforço de imagem institucional, feedback sobre uma assistência técnica, atendimento pós-vendas, entre outros.
5. Toda mensagem tem que seguir as regras básicas da “netiqueta”, ou seja, começar o texto com uma saudação informal, mas sem tratamento íntimo. Expressões como “florzinha”, “querido”, “amorzinho”, gírias e termos muito técnicos devem ser abolidas. Escrever sem erros de ortografia e utilizar letras maiúsculas com parcimônia.
6. Mensagens diárias ou semanais representam riscos, pois rapidamente o cliente pode bloquear ou denunciar como spam. Por isso, é importante criar motivos e objetivos de marketing, que estimularão o cliente a saber mais sobre o que está acontecendo. A frequência ideal é de 15 dias ou quando ocorrer uma interação ativa, ou seja, quando o cliente entrou em contato com a marca por iniciativa própria.

“Entender como o uso deste aplicativo permite conquistar a preferência dos clientes deve ser uma prioridade para os profissionais de marketing e gestores que pretendem potencializar suas vendas, conferindo agilidade, fidelização personalização e relacionamento”, finaliza o Prof. Randes Enes.

(*) É mestre em Sistemas de Gestão pela Qualidade Total, com ênfase em Gestão Estratégica de Pessoas e MBA em Organizações e Estratégia pela Universidade Federal Fluminense (UFF/RJ); MBA Internacional em Gestão de Negócios na Universidade de Lisboa (ISCTE); e MBA em Gestão de Marketing de Varejo na Fundação Getulio Vargas (FGV). Há nove anos é docente na FGV nos programas de MBA, Pós-Graduação, CADEMP (Corporativo e Online) nas áreas de recursos humanos, estratégia, marketing e vendas.

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