Tecnologia 17/06/2016

Produção de vídeos web para geração Z

Você pode até achar que neste momento não é para Geração Z que você vem produzindo conteúdos, mas entender o comportamento dos jovens é definitivo para alinhar uma estratégia de produção efetiva. Não dá mais para fazer por fazer quando a cobrança é relevância e resultado. É preciso ter foco total em compreender o seu público para ser mais assertivo

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Greta Paz (*)

A Geração Z é parte de um cenário repleto de desafios e consome constantemente as informações de uma realidade pautada por volatilidade, recessão, dilemas ambientais e até terrorismo a todo tempo e de forma cada vez mais rápida.. Por esta razão são preocupados com o futuro e socialmente mais responsáveis do que a Geração Y, eles querem ser saudáveis e construir uma carreira sólida, que, dê preferência, impacte a sociedade de uma maneira positiva.

São jovens conhecidos como nativos digitais e estão sempre conectados de forma global e virtual. Quando se diz sempre, é sempre mesmo: segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Maryland, 79% dos jovens apresentam sintomas de estresse quando são mantidos afastados de seus objetos eletrônicos. Eles são completamente dependentes da tecnologia, estão acostumados a consumir de forma imediata e precisam sentir que estão informados o tempo todo.

Essa ansiedade e muitas vezes necessidade por informação abre um universo de possibilidades para produtores de conteúdos. Hoje consome-se, em média, 10 horas de conteúdo por dia e a Geração Z é uma das maiores responsáveis por isso. Para saciar a vontade deles, é preciso produzir mais e mais materiais, e já existem alguns veículos, marcas e criadores que entenderam essa lógica e estão aproveitando desse cenário.

Só que é preciso estar atento em um detalhe que talvez possa ser fundamental: essa galera não quer ler, eles alegam não ter tempo para isso. Já se mostrou que 73% dos jovens não querem mais saber nem de híbridos entre texto e imagem, estilo Buzzfeed, ele preferem notícias e conteúdos em vídeos, não é à toa que o YouTube, é o canal mais buscado para informação principalmente por meio dos smartphones. O canal divulgou o dado de que o consumo de vídeo móvel cresce 100% a cada ano e a ComScore apresentou que o usuário médio da internet gasta, em media, mais de 16 minutos com anúncios em vídeo online todos os meses.

Assim como aumenta o interesse em consumir, cresce a vontade de produzir. Hoje, qualquer pessoa com conhecimento técnico em vídeo ou não, consegue criar e manter um canal. São mais de 400 horas de vídeo enviadas por minuto só no YouTube, por exemplo. Isso sem falar em Snapchat, Instagram, Periscope, entre outros.

A estratégia passa por entender que eles não gostam do mundo de conto de fadas com moral da história e que querem um conteúdo que seja reflexo do mundo real. A Geração Z precisa sentir-se parte do movimento, gerando relacionamentos próximos com quem produz conteúdo. Os jovens querem de estabelecer diálogo com todo mundo: marcas e criadores.

Além disso, os heróis deles são outros: pessoas inovadoras e com problemas reais. Por isso que muitos dos mais influentes entre os jovens brasileiros têm vlogs, como por exemplo os queridinhos Felipe Neto, da Kéfera e do Christian Figueiredo.

E quem ganha essa audiência? Quem tem um conteúdo autêntico nas mãos com um olho no analytics e outro na estratégia. Entender o comportamento da Geração Z é fundamental para conquistar o público e não basta só ter um conteúdo bonito e bem produzido para vencer a saturação do mercado online é preciso levar o mundo real para o virtual, criar conteúdos relevantes, que gere reflexão muito mais que polêmica.

(*) É fundadora da MPQuatro, é a primeira startup do Brasil dedicada a estratégias no YouTube. A empresa atua na produção, roteirização, finalização de webvídeos e seu diferencial está na ativação desse conteúdo no ambiente online, com um custo acessível às PME’s porque realiza o ciclo completo de divulgação e elimina a necessidade de contratação de diversos prestadores de serviço.

Cinco dicas para ter sucesso como desenvolvedor de aplicativos mobile

Quem pretende desenvolver um aplicativo mobile sabe que, além de uma boa ideia – de preferência inovadora –, precisa lidar com uma série de fatores que podem ser determinantes para o seu sucesso. Na opinião de Cris Bartis, diretora executiva de Criação da Pontomobi linked by Isobar, maior empresa de soluções mobile da América Latina, o fundamental é que todo o processo, da sua concepção ao desenvolvimento, tenha por base o método do design centrado no usuário. “Se eu pudesse dizer somente uma coisa a quem está desenvolvendo aplicativos, eu sugeriria: trabalhe com o usuário no centro”.
Cris sugere cinco passos fundamentais para a criação de um app com grande potencial de sucesso. Confira a relação abaixo:
Conheça o usuário final: O princípio básico de qualquer aplicativo é ser um serviço útil para as pessoas, mas a única forma de saber isso é estudando o público-alvo. Se você está criando um serviço voltado para pais – e você é um jovem de 20 anos sem filhos –, não se apoie em suposições, e pesquise o que essas pessoas precisam de verdade. Converse com o cliente, use ferramentas de busca, questione, dialogue com os clientes do seu cliente. Desenhe uma persona. Desenvolva a empatia e amplie sua capacidade de calar seus conhecimentos para olhar com o olhar do outro, com as necessidades e desejos do outro. No final, tudo é sobre pessoas: a tecnologia é apenas um insumo para se chegar até elas.
Utilidade: “Ah, mas o cliente pediu tanta coisa no aplicativo que ele mais parece um site, tem até uma área de telefones úteis para emergência…”. Sim, isso acontece com muita frequência, mas essa é a magia: transforme o que o seu cliente quer falar naquilo que o usuário dele quer ouvir. Cubra de significado cada funcionalidade. Uma vez que você conheça esse usuário final (veja lá a dica número 1), pesquise sobre tendências e funcionalidades que tornem a vida desse usuário mais simples. Tenha os subsídios necessários para convencer seu cliente da possível necessidade de eliminar ou sugerir áreas e funcionalidades.
Criatividade é só uma etapa no processo: Aplicativo é um tripé construído por “cliente”, “criação” e “desenvolvimento”. Se um desses elementos faltar, o produto final não se sustenta. O criativo pode pensar em mil peripécias realmente importantes para o usuário final, mas se o cliente não for capaz de entregar os dados necessários à interface, de nada adianta. Já o desenvolvimento, além de trazer inputs fundamentais ao projeto, é a equipe capaz de validar a relação custo X benefício de cada funcionalidade pensada. É também por meio de uma estreita parceria entre criação e desenvolvimento que nasce uma boa experiência de uso. A forma como as interações serão feitas, o modo como as telas irão deslizar, como os carregamentos acontecerão faz toda diferença quando essas equipes trabalham juntas.
Android e iOS não são a mesma coisa: É fundamental ter isso em mente quando você for definir o escopo, precificar, criar o cronograma e prever o time. Existem diferenças fundamentais entre as plataformas, não só no desenvolvimento, como também nos elementos visuais e seus comportamentos. As plataformas também evoluem de maneiras diferentes, têm atualizações constantes e é importante estar sempre de olho!
Todo app é um organismo vivo e você nunca vai chegar ao final (e isto não é ruim!): Para precificar um aplicativo é preciso que se defina o escopo. E definir o escopo é limitar o que posteriormente pode ser desenvolvido, e isso só pode ser realizado quando efetivamente se sabe o que o usuário final precisa. Mas não desista! É durante o desenvolvimento que novas ideias podem e devem fazer parte do processo. Você pode criar um backlog com tudo que foi pensado e não estava contemplado no momento inicial. Este documento serve para novas etapas de amadurecimento do produto e até para cobrar por coisas que não estavam previstas inicialmente e passaram a fazer parte do projeto ‘final’.
“Não existe uma fórmula de sucesso no desenvolvimento de aplicativos, mas seguindo esses passos, você estará no caminho certo para ter um cliente satisfeito, um usuário feliz e sentir orgulho do trabalho que desenvolveu”, completa Cris.

Como turbinar a estratégia de RP da sua startup sem buscar cobertura nas mídias

Anna Lebedeva (*)

Se existe alguma coisa que os criadores de startups querem mais que clientes, é publicidade. Eles querem mais mentions, referências e links de TechCrunch, Forbes, Entrepreneur, Mashable, e muitos outros

Não é de se estranhar que os jornalistas desses sites recebem milhões de pedidos para garantir um mention num dos artigos.
Porém, um único mention, mesmo vindo de um blog tão renomado quanto os cima listados, não terá um efeito tão grande no seu marketing, como você poderia pensar. Claro, algumas pessoas podem visitar seu site. Algumas podem até lembrar seu nome. Mais esse feito vai evaporar bem rápido. Vou te mostrar 6 estratégias, que vão te ajudar a aumentar a visibilidade da sua marca.

Estratégia 1. Aposte nas conexões com líderes de opinião do seu mercado
O marketing de influencidores está muito em alta entre os profissionais de marketing, e não é por acaso. Por exemplo, a chance de consumidores confiarem numa empresa nova, recomendada por alguém cuja opinião eles conhecem e respeitam, é maior. De acordo com pesquisa da Tomoson, empresas faturam até USD 20,00 por cada dólar gasto com marketing de influenciadores. E 51% das empresas admitem que o marketing de influenciadores traz melhores resultados que outros canais.
Sempre procuro usar essa estratégia na SEMrush. Entrar em contato e desenvolver as relações com líderes de opinião. Nossos esforços resultam em cobertura nas mídias de qual não ousávamos nem sonhar!
Mas sempre começamos com pequenos passos. Ao invés de tentar fazer um influenciador participar numa campanha promocional grande, começamos com projetos pequenos, por exemplo, pedimos dar umas dicas para nosso público.

Estratégia #2. Promova seu startup nos principais eventos do seu mercado
Eventos oferecem uma oportunidade incrível de aprender algo novo, inspirar-se nos líderes do mercado, manter-se atualizado e aprender coisas novas, mas eles também dão uma chance a promover sua startup.
Eventos permitem encontrar seu público, clientes e influenciadores pessoalmente, construir laços, e começarrelações que podem ser vantajosos no futuro.
Seguem algumas dicas de como usar os eventos para RP:
• Sempre crie um perfil do visitante
• Escolha algumas apresentações relacionadas ao seu produto ou marca, pesquise o assunto e prepare questões para fazer durante a sessão de perguntas e respostas. Você pode ser notado por influenciadores, além disso, a sua pergunta te dará abertura para conversar com eles mais tarde no lobby.
• Agende encontros com pessoas interessantes antes do evento. Entre em contato e peça dois minutos do tempo deles. Explique as razões que te fizeram procurar esse encontro, que beneficiará a todos.
• Entreviste pessoas. Muitos líderes do mercado ficarão felizes de falar mais sobre o tema de apresentação deles e dar dicas, sabendo que os conselhos deles serão publicados online.
• Procure uma oportunidade para fazer uma apresentação. Nada é tão vantajoso quanto falar no público.
Bônus: se o seu orçamento não te permitir visitar os eventos grandes, procure eventos online para participar e fazer apresentações. Esses eventos normalmente têm política de convidados menos rígida e você não precisa ser famoso para apresentar. Mostrando que você é especialista no assunto e escolhendo um tema interessante não terá problema nenhum em chamar atenção ao seu projeto.

Estratégia #3. Aposte no seu blog
Tenho certeza que você já ouviu todos os argumentos possíveis a favor de ter um blog da sua empresa. Mas o mais importante é que mais e mais jornalistas monitoram os blogs diariamente para encontrar histórias e informações interessantes.
Publicando o conteúdo relevante, você consegue entrar diretamente nas mídias.
Planeje e elabore seu conteúdo sempre pensando nas necessidades do seu público-alvo. Uma das melhores ferramentas que você pode utilizar para criar bom conteúdo é Google Analytics. É importante aprender mais sobre seu público-alvo, descobrir o que eles querem ouvir de você e o que vai te fazer conectar melhor com eles.
E não se esqueça de distribuir seu conteúdo em todos os canais de marketing!

Estratégia #4. Oferece conteúdo relevante às jornalistas
Concordamos que é bem difícil convencer um jornalista a escrever sobre sua marca ou produto. Mas você pode providenciar conteúdo relevante incentivando os jornalistas a publicar. Você pode oferecer opinião sobre tendências do mercado, compartilhar experiência pessoal, providenciar dados exclusivos, que podem ser convertidos em infográficos, caso o jornalista te peça conteúdo visual para enriquecer o artigo.
Jornalistas ficam sempre a procura de fontes de conteúdo de qualidade, e se você os ajudar nessa tarefa tem grandes chances que eles mencionem sua startup.

Estratégia #5. Use plataformas de Crowdfunding
Quando você pensa em empresas como a Kickante, por exemplo, você provavelmente imagina as ideias inovadoras que eles ajudam a trazer ao mercado. Porém sites de crowdfunding também podem te ajudar a ganhar publicidade para sua startup.
Como? Apresentando seus produtos novos para centenas de consumidores potenciais.
Foi assim que muitas startups alcançaram o sucesso lançando a ideia em crowdfunding e depois aproveitando para investir em cobertura de mídia.

Estratégia #6. Envie Guest Posts para os Sites Populares
Preciso admitir que fazer guest posts é um truque antigo do livro de RP, mas ele funciona, especialmente porque guest posts são beneficiam mutuamente o blog e a startup.
Startup ganha uma oportunidade de divulgar o nome, oferecendo dicas úteis para pessoas que podem tornar-se clientes. O blog ganha conteúdo escrito de um ponto de vista novo, acrescentando algo novo ao site.
Para concluir, queria deixar um conselho prático. Rastreie os mentions da sua marca, fique de olho nas atividades de RP dos seus concorrentes, descubra qual conteúdo deles teve mais sucesso e os utilize nas suas campanhas.

(*) PR anager da SEMrush.

 

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