Tecnologia 16/09/2016

A Cartilha do Home Office: Implementar e Gerenciar

O interesse pelo trabalho remoto tem aumentado no país; segundo a pesquisa Home Office Brasil, de 2014 para 2016 o aumento no número de empresas que estão implantando essa prática foi de 50%. Mas afinal, quais são os benefícios que o home office traz à companhia? Como implementar e gerenciar o modelo?

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Marcelo Vianna (*)

Qualidade de vida é um dos primeiros fatores, mas considerando a visão ‘empresária’, a falta de talentos é ainda mais relevante. Nem sempre quem tem os skills mais afinados, vive perto da empresa. Profissionais que levam de três a quatro horas por dia para chegar ao trabalho, têm muito menos disposição do que aqueles em que basta caminhar até o ‘escritório’ de casa. E no caso do Brasil, ainda podemos destacar a questão da segurança ligada à mobilidade, já que sair de casa carregando em uma mochila o seu equipamento de trabalho – notebook, iPad e outros acessórios – pode ser arriscado.

Para garantir que os acordos sejam cumpridos e as entregas aconteçam, uma série de regras precisam ser implementadas. E isso atinge, num primeiro momento, tarefas da Gestão de RH e da Gestão de Pessoas.

Entender a natureza do trabalho. A atuação remota pede uma atividade que não dependa de interação constante. Um profissional responsável pelo setor de vendas, ou ainda alguém que precise se relacionar com todos os gestores da empresa não pode ter uma estação de trabalho longe da companhia.

Home office não é para todos. Uma boa dica é que a empresa tenha um check list de itens que devem ser observados, a fim de saber se o perfil ‘X’ ou’Y’ se enquadra ou não na atividade. Geralmente profissionais de nível sênior em diante, possuem mais autonomia. Já os de nível júnior não são os mais recomendados, e ainda assim, isso não é regra definitiva, a maturidade do profissional é o que conta.

Garantir um bom ambiente é mandatório. O ambiente escolhido para o home office deve ser livre de distrações, pois apesar da melhora na qualidade de vida, os filhos ou a família do colaborador não podem atrapalhar suas entregas.

Estabelecer regras consistentes para o trabalho remoto. O que é de responsabilidade da empresa e o que está a cargo do colaborador? Quem deve providenciar o quê? Internet de alta velocidade, plano de contingência e equipamentos que garantam ergonomia são importantíssimos. Além de a empresa possuir, junto ao RH, setores jurídicos e até sindicatos, uma documentação que garanta o alinhamento das expectativas e responsabilidades; tais quais podem ir desde o seguro de vida do colaborador até os níveis de entrega ou custos necessários para a atividade

Garantir a comunicação audiovisual. Ferramentas de mensagem instantânea online permitem um contato rápido com o colaborador e ainda auxiliam no controle de trabalho, uma vez que o seu gestor saberá se está ou não disponível. Além disso, manter o contato visual com o gerenciado garante alinhamento, motivação e engajamento.

Estabelecer um dress code pode ser mais importante do que se imagina. Quem é que gosta de esperar alguém passar maquiagem ou trocar de camisa quando solicita uma videoconferência?

Criar regras de mensuração. O trabalho remoto tende a ser medido conforme a quantidade das entregas e dos resultados. Uma opção interessante na definição de métricas para acompanhar a produtividade, é fracionar as entregas.

Implementar práticas de vivência na companhia. Trazer o profissional à sede da empresa de tempos em tempos, vai proporcionar a experiência da cultura organizacional e a integração com o grupo, além de assegurar que todos na companhia estejam no mesmo clima.

Criação de uma regra de promoção. Promover um colaborador que atua em home office pode ser difícil, uma vez que certas posições demandam presença constante no ambiente de trabalho, e alguns profissionais carregam competências importantíssimas a cargos específicos, mas não abririam mão da qualidade em estar remoto. Pode ser a hora de a empresa avaliar as chamadas ‘carreiras em Y’. O caminho não-linear evita que, por falta de opção, especialistas migrem indevidamente para cargos de gestão, o que pode resultar no problema: perde-se um bom técnico e ganha-se um mal gestor.

A carreira Y valoriza um cargo técnico e equipara o colaborador às posições de gestão – inclusive com relação a salários e outros benefícios -, além de permitir que profissionais talentosos e com altos conhecimentos sejam aproveitados onde são realmente bons.

(*) É sócio-diretor da Conquest One, empresa especializada em contratação
de profissionais especializados em TI, e responsável pela área de Pessoas e Processos.

Quanto ofereceram de salário para você desistir dos seus sonhos?

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Vejo constantemente profissionais caindo na armadilha de sempre, a do dinheiro! É importante levantarmos a questão sobre como lidamos com as escolhas profissionais e nos fazermos a seguinte pergunta: até que ponto vale a pena desistir da carreira planejada e sonhada por conta de um salário melhor hoje?
Será que vale a pena ter um bom salário no fim do mês e não exercer seu talento na empresa? Acordar todos os dias e ir arrastado trabalhar, viver uma vida sem graça e limitante?
Quando não trabalhamos de acordo com nosso talento, ficamos irritados, de mau humor, entediados e, por consequência, os resultados ficam comprometidos. Se você se sente frustrado com a sua profissão, é chegada a hora de uma revisão de vida.
Não estou dizendo para você largar seu emprego e jogar tudo para cima. Pelo contrário, eu quero alertá-lo para correr atrás dos seus sonhos. Em vez de reclamar, ficar preso em algo que te sufoca e deixa triste, experimente correr atrás do que realmente deixa você feliz.
Quando se escolhe um trabalho de acordo com o valor do salário e sem observar se o seu talento será aplicado, é comum acontecerem escolhas equivocadas.
Ao escolhermos uma carreira ou um trabalho focando no nosso talento, estamos seguindo nossa vocação, atendendo a um chamado interior. Neste sentido, podemos utilizar nossos dons e, automaticamente, passar a gostar do que fazemos. Esse é o grande segredo do sucesso na profissão.
O sucesso profissional pode independer do sucesso financeiro! Não paute sua escolha de profissão apenas no dinheiro. Ame essa profissão com todo o coração. Persiga para fazer o melhor e realize. Quando estamos na direção certa, com certeza, o reconhecimento vem (inclusive o financeiro) e tudo parece fluir naturalmente. Ou seja, o dinheiro virá como consequência.
Controle sua ansiedade para evitar tomar uma decisão apressada. Se conscientize de que resultado financeiro nem sempre acontece na velocidade que imaginamos, mas isso não indica que as coisas não estão dando certo. Planejamento e paciência são competências fundamentais para criar uma carreira de sucesso e abundância.
E, se você já percebeu que fez uma escolha errada ao aceitar seu trabalho atual, pense a respeito com seriedade. Se sentir que errou, mude e recomece. Trace um plano de ação imediatamente para seu período de transição e faça acontecer. Na estrada profissional, muitas pessoas podem mostrar o caminho, até iluminá-lo para que você siga com mais facilidade, mas o único que pode trilhá-lo é você!

(Fonte: Daniela do Lago é coach de carreira, palestrante, professora dos cursos de MBA da Fundação Getúlio Vargas nas disciplinas de Gestão de Pessoas, Comportamento Organizacional, Comunicação e Relacionamento Interpessoal e escritora. Este artigo compõe o seu novo livro “UP! 50 dicas para decolar sua carreira”, que será lançado neste mês pela Integrare Editora. A obra contém dicas práticas de comportamento no trabalho).

7 Tipos de pesquisa que toda agência digital deveria fazer

Daniela Schermann (*)

É impossível imaginar que uma empresa consiga sobreviver por muito tempo no mercado sem uma estratégia de presença online

Qualquer marca precisa pensar como os clientes irão encontrar seus produtos ou serviços na rede, como a sua marca irá se relacionar com os consumidores, em quais canais sua empresa estará presente e com quais conteúdos.
Todas essas ações em conjunto, e muitas outras, constituem a estratégia de marketing digital de uma empresa. Como esse é um trabalho que requer muito planejamento e um esforço diário enorme, muitas empresas estão optando por contratar uma agência digital.
É por isso que este mercado está crescendo a uma velocidade incrível. Uma pesquisa realizada pelo Opinion Box, pela RD Station e pela Rock Content com mais de 1.000 profissionais de agências de todo o Brasil comprova isso. Para 64% dos entrevistados, os resultados financeiros melhoraram depois que passaram a oferecer serviços de marketing digital para seus clientes.
As pesquisas de mercado podem ser um grande aliado em diferentes estratégias de marketing digital. Por isso, reuni aqui as pesquisas que uma agência digital não pode deixar de realizar para melhorar suas ações e entregas para o cliente.

1. Buyer persona
Antes de começar a desenvolver uma estratégia de presença online, é preciso conhecer as buyer personas da marca a ser trabalhada. Buyer persona nada mais é do que uma representação do seu cliente ideal. Ao conhecer o público-alvo com quem você está conversando, você poderá definir os canais online que precisa investir, as redes sociais em que precisa estar presente, a linguagem que irá utilizar e os materiais ricos que vai criar.
Uma forma excelente de conhecer as suas buyer personas é fazendo uma pesquisa para conhecer o perfil do seu cliente. O que ele gosta, o que ele faz, onde e como costuma pesquisar e comprar produtos, quais redes sociais ele acessa, quais veículos de comunicação acompanha, o que faz para se divertir, com o que trabalha e se tem filhos são algumas das perguntas que você pode fazer em uma pesquisa de buyer persona.

2. Marketing de conteúdo
Uma das chaves para se obter sucesso em uma estratégia de marketing de conteúdo é ser relevante para o seu público.
Um bom caminho para se tornar relevante é entregar conteúdo exclusivo e inédito para o seu público. Com uma pesquisa, é possível gerar dados novos sobre algum assunto que seja pertinente ao seu negócio.
Esses dados podem ser utilizados para produzir diferentes formatos de conteúdo, como posts para blog, ebooks, infográficos, vídeos e conteúdo para redes sociais.

3. SEO
Conseguir um bom posicionamento no Google é fundamental para que sua marca seja encontrada pelos consumidores. Por isso, entender como funciona o SEO, ou Search Engine Optimization, faz parte do dia a dia de qualquer profissional de marketing digital.
Para estabelecer uma estratégia de SEO, você precisa conhecer o comportamento online do seu consumidor. E, novamente, as pesquisas poderão te ajudar nesta tarefa. Com um questionário online, você vai descobrir quais palavras seus potenciais clientes digitam no Google quando estão procurando seu produto. Dessa forma, você vai encontrar novos termos para a sua lista de palavras-chave, que sozinho seria muito difícil imaginar.
Além disso, você pode descobrir quais informações o visitante do seu site espera encontrar ali e, assim, otimizá-lo para os mecanismos de busca.

4. Avaliação de site
Pesquisas de avaliação de site podem trazer resultados muito interessantes e garantir o sucesso do seu produto. É possível testar diferentes aspectos do site, como slogan, imagens, categorias, navegabilidade e compreensão.
Tenha certeza que a página da marca na internet está comunicando as informações certas com uma pesquisa de avaliação.

5. Jornada de compra
Você sabia que 70% da decisão de compra acontece antes mesmo do primeiro contato com a empresa vendedora? Por isso, é extremamente importante entender como os clientes pesquisam produtos, comparam preços e procuram referências sobre aquilo que querem comprar.
Com uma pesquisa de jornada de compras, você consegue entender o comportamento do seu consumidor em cada uma das etapas e, assim, traçar ações mais efetivas para converter em vendas.

6. Social media
Cada rede social possui um perfil de público, uma linguagem própria e uma dinâmica de interação diferente com seus usuários.
Por isso, de nada adianta criar perfis de uma marca em diferentes redes e replicar uma mesma estratégia a todas elas.
Além disso, um perfil de rede social exige conteúdo, monitoramento, relacionamento e engajamento com o público. Então, antes de criar seu perfil, é preciso estabelecer uma estratégia com objetivos claros.
O primeiro passo é identificar as redes sociais utilizadas pelo seu público. Mais do que isso, identifique os horários que eles mais acessam, se usam computador ou celular e os tipos de conteúdo que eles mais gostam. Como você vai descobrir isso tudo? Com uma pesquisa, é claro.

7. Mídia online
Investir em mídias de performance no Google ou em alguma rede social? Esta não é uma pergunta simples e depende de vários fatores.
Mas com uma pesquisa você pode, mais uma vez, descobrir o comportamento online do seu consumidor e saber qual canal é mais vantajoso para direcionar seus investimentos.
Existem muitas outras pesquisas que uma agência digital pode fazer para seus clientes ou para si. Sempre que precisar tomar uma decisão, realize uma pesquisa e descubra o que os seus clientes pensam.

(*) É líder de marketing do Opinion Box, primeira empresa do mercado brasileiro a oferecer soluções digitais em pesquisas de mercado e opinião.

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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