Tecnologia 12 a 14/03/2016

Crise não deve desalecerar o mercado de apps no Brasil

Pedir um táxi e pedir comida pelo celular já faz parte do dia-a-dia de muitos brasileiros

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Rafael Costa (*)

Apesar de afetar sistematicamente a economia tradicional, a crise econômica demonstra sinais de que não deve chegar tão cedo ao mercado de aplicativos, uma vez que hábitos como os mencionados acima estão ganhando cada vez mais força. Essa visão é corroborada pela consultoria App Annie que, em pesquisa inédita, apontou estimativas de crescimento de 44% em receita e 33% em downloads para o segmento no País, em 2015.

O resultado mostra claramente que o setor é um dos únicos que tem cumprido a promessa de crescimento espetacular feita por economistas há cinco anos para a economia brasileira. E as previsões para o futuro também são otimistas. Estudo da Associação Brasileira de Serviços Online para Offline (ABO2O), indica que o volume de transações tem potencial para alcançar faturamento de R$ 1 trilhão até 2020. Somente no ano passado, os downloads de apps O2O – modelo de negócio que utiliza canais online para oferecer produtos e serviços offlines – cresceram em média 1576%.

Diante de números e projeções animadoras, investir em aplicativos se tornou a “menina dos olhos” de diversos empreendedores. Muito deles, aproveitam-se do fato de que o Brasil ainda sofre com a carência de inovação e melhorias tecnológicas em diversos setores.

O grande entrave, no entanto, consiste na dificuldade de alcançar relevância necessária com o público-alvo e, consequentemente, ganhar dinheiro com o app. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, mais de 1,5 milhão de aplicativos estão disponíveis para serem baixados, mas alguns levantamentos de mercado apontam que 80% deles são utilizados uma única vez e, logo depois, acabam sendo desinstalados pelos usuários.

Nesse contexto, para evitar que o aplicativo encalhe, é interessante que o desenvolvedor crie uma plataforma que atenda a um público com necessidades específicas, mas que seja grande suficiente para que o modelo de negócio possa ser escalonado. Após isso, é necessário pensar em funções e diferenciais que tenham o poder de facilitar a vida das pessoas, possibilitando que a ideia se torne vital e valiosa para os usuários.

Apesar da relevância conquistada pelos apps de taxi, reserva de restaurantes e delivery de comida, outras áreas importantes do setor de serviços ainda não foram devidamente exploradas pelos empreendedores brasileiros. É o caso, por exemplo, de aplicativos de lavanderias, impressão, reciclagem e cuidados para pets, já bastante consolidados no mercado norte-americano. Além disso, a existência de problemas maiores de infraestrutura – comuns em economias emergentes – também representa uma boa alternativa de investimento, uma vez que os mesmos requerem a aplicação de novas ideias sob medida

Inegavelmente, há desafios enormes para o mercado brasileiro de apps se consolidar e chegar ao grau de maturidade e disseminação alcançados nos EUA e na Europa Ocidental. No entanto, mesmo diante do contexto da crise, as perspectivas traçadas indicam um ritmo de crescimento acelerado. Temos uma população jovem e pouco conservadora, que tem facilidade em absorver e testar serviços inovadores.

(*) É mestre em Gestão Internacional pela Fundação Getúlio Vargas e diretor de operações do Mobobox, app gratuito que identifica a operadora de telefones celulares e fixos no Brasil.

Tecnologia e saúde: um importante investimento

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Não importa a situação econômica do país, o fato é que a demanda por serviços médicos não para nunca. Tanto em cidades grandes quanto em pequenas comunidades rurais, os hospitais estão sempre tentando melhorar a produtividade e a precisão dos seus diagnósticos através da Tecnologia da Informação (TI), que exerce um papel estratégico na área de saúde tanto nos cuidados diretos aos pacientes quanto nos laboratórios.
Agora, mais do que nunca, os fabricantes estão criando soluções que preencham os requisitos específicos das instalações de cuidados de saúde, possibilitando aos revendedores oferecer soluções exclusivas de hardware para esse mercado – tais como produtos que podem ser desinfetados com frequência ou soluções móveis que proporcionam visibilidade em tempo real dentro dos hospitais e laboratórios.
O uso de sistemas computadorizados possibilita integrar o controle dos vários departamentos hospitalares e gera informações confiáveis sobre todos os processos logísticos, desde o check-in até o check-out do paciente. A mobilidade e a adoção de soluções tecnológicas, como impressoras de código de barras e scanners, também são importantes para diagnósticos exatos e para a redução de custos. Além disso, esta prática ajuda a resolver o problema de pouca disponibilidade de recursos humanos.
Estas ferramentas contribuem para aumentar a segurança dos pacientes e ao mesmo tempo, maximizar o fluxo de trabalho. Hoje em dia, scanners e impressoras conseguem verificar com rapidez todas as informações dos pacientes. Um setor de enfermagem que tenha a própria impressora de código de barras aumenta a produtividade e economiza tempo. No caso da coleta de sangue, por exemplo, os pacientes não precisam mais se dirigir ao setor de enfermagem. O profissional pode fazer a coleta em seu local de trabalho, etiquetar e enviar a amostra diretamente ao laboratório.
Estas impressoras também produzem etiquetas de longa-duração, fáceis de ler e que podem ser rapidamente traduzidas pelo scanner. Além disso, esse sistema agiliza o processo de etiquetação, o rastreamento de medicamentos e garante que o paciente receba o tratamento correto.
Quando o assunto é saúde, não podemos esquecer que o profissional da área não é um técnico e por isso, é essencial que ele tenha fácil acesso às ferramentas. Não adianta ter uma impressora de ótima qualidade, se os cartuchos de tinta são difíceis de trocar e, um scanner de conexão complicada, pode atrapalhar em vez de ajudar.
O mercado da saúde está cheio de oportunidades para revendedores, e cabe a eles tentar conhecer melhor o setor e usar a estratégia mais eficaz para convencer os usuários sobre a necessidade e a importância dessas novas tecnologias para o aprimoramento da assistência médica e para a obtenção de diagnósticos mais precisos.
Ao oferecer novas tecnologias aos clientes, dê preferência àquelas que facilitam a rotina de trabalho desses profissionais, que sejam um recurso valioso ao trabalho da equipe e que, é claro, garantam resultados precisos. Quando há vidas em jogo, não há margem para erros.

(Fonte: Marcelo Hirsch, vice-presidente de vendas da ScanSource POS e Barcode para América Latina).

Marketing em tempos de crise – planejamento estratégico é a chave para prosperar

Fabiana Bernabe (*)

A economia brasileira está com pé no freio. Depois de 2015 ter sido um ano cheio de incertezas e com a inflação fechando em 10,67%, a maior taxa desde 2002, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as expectativas para 2016 não são muito diferentes

O mercado prevê o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo) em alta de 6,93% e retração de quase 3% no PIB (Produto Interno Bruto) Além do dólar em alta, com estimativa de fechar o ano em R$ 4,25.
Nesse ano, portanto, teremos que ser criativos e muito assertivos para lidar com a retração do mercado sem sofrer – ainda mais – as consequências e, mais do que isso, nos prepararmos para o futuro. Historicamente, o departamento de marketing é o mais afetado nesses períodos de crise com cortes de verbas, redução de equipes e suspensão de projetos. Isso porque muitas empresas ainda não compreendem plenamente a área, a entendem como sendo somente uma área de apoio, responsável por resultados de difícil mensuração. Em 2016 temos a grande oportunidade de apresentar a área de marketing como ela sempre deveria ser vista, como uma ferramenta estratégica de negócios, que deve ser intensificada em tempos de crise.
O marketing vai muito além da comunicação dos produtos e serviços. É o setor que deveria direcionar os rumos de atuação de toda a companhia. Para isso, os especialistas da área devem atuar junto aos demais departamentos com o intuito de traçar os objetivos de longo prazo da empresa e as ações com projeções para o futuro, além de acompanhá-las de perto para garantir que os objetivos traçados aconteçam conforme previsto ou cheguem o mais próximo possível disso.
Em tempos de crise, o planejamento estratégico da empresa, geralmente liderado pelo marketing, é capaz inclusive, de prever as dificuldades econômicas do país e desenvolver planos de contenção para administrar os contratempos previamente e, ainda assim, gerar leads qualificados para o time de vendas. O marketing pode direcionar os investimentos, o posicionamento da companhia e ainda antever quais os principais pontos de atenção e atuação em períodos mais críticos. As escolhas de onde investir ou cortar gastos devem estar pautadas nas estratégias e não na crise.
Mas o que deve então conter no plano estratégico de um departamento de marketing? Alguns pontos devem ser obrigatoriamente contemplados.
Gestão de produtos: nesse ponto, cabe ao marketing fazer um estudo do que o mercado necessita para auxiliar o departamento de P&D a desenvolver um portfólio de produtos ou serviços adequado ao seu público-alvo. Em momentos de crise também é importante ter uma análise financeira por produto. O produto gera lucro para a empresa? Vale a pena manter no portfólio? Além disso, prometer somente o que consegue entregar também é uma premissa básica, mas que faz toda a diferença no relacionamento comercial com os clientes. Seja assertivo!
Cuide da sua marca: pode parecer contraditório programar investimentos em momentos de crise, mas manter o orçamento em ações focadas na marca da empresa faz com que você seja lembrado mesmo em momentos de retração do mercado. A construção e, principalmente, a gestão da percepção da marca são fundamentais para a saúde da companhia.
Mensuração de resultados: avaliar constantemente os resultados é importante para saber o que gera lucro e deve ser foco. Por isso, o resultado de todas as ações deve ser criteriosamente analisado, desde um call to action até um evento elaborado, assim é possível compreender se é o momento ideal para investir em determinadas ações ou se a melhor decisão é esperar um período mais oportuno para isso. Com uma avaliação criteriosa você também conseguirá perceber o que realmente gera resultados em curto prazo e poderá focar nestes pontos.
Cuide da sua base de clientes: conquistar um cliente novo é por volta de três vezes mais caro que manter um na base. Pense nisso e direcione ações de pós-venda e fidelização no seu planejamento estratégico. Pequenas atitudes podem fazer com que o seu cliente pense duas vezes antes de trocar seu produto pelo do concorrente, que pode até ser mais barato, pelo simples fato de não ter uma relação de confiança com a outra empresa. Além disso o seu cliente pode ser uma boa fonte de up-selling e análises de business intelligence podem ser muito úteis na avaliação e predição do comportamento de compra do consumidor, seja um consumidor final ou uma empresa. Vale a pena o investimento.
Crie relações de confiança: o objetivo do marketing é definir estratégias de atuação, posicionar bem os produtos e ajudar a vender o que o cliente quer e precisa. Seja leal, fale sempre a verdade e faça a sua entrega como acordado.
Desenvolva um grupo de growth hackers: essa atitude é fundamental em tempos de crise, ainda mais na era da comunicação digital. Growth hacking é uma técnica de marketing, exclusivamente digital, que utiliza pensamento analítico, criatividade e métricas sociais para otimizar a exposição da marca em favor do desenvolvimento de negócios. Esta é uma alternativa para reajustar o orçamento nas divulgações e ainda assim atingir o mercado e disseminar ideias.
Invista no seu portfólio: manter os investimentos em novos produtos, sempre de forma estratégica, é essencial para garantir o futuro da sua empresa. Frear ou retardar novos lançamentos pode fazer com que você desvie o foco do futuro que já havia planejado e isso fará com que a empresa não atinja os objetivos esperados. Tenha cuidado ou seus negócios poderão não prosperar.
Seja inovador: não bata na mesma tecla de seus concorrentes, seja inovador! Se você não se atentar a isso, será somente mais um na multidão. O ideal é pensar e se comunicar de forma criativa e diferente, ressaltando sempre os melhores atributos do produto e da empresa, destacando os principais diferenciais de sua marca.
Seguindo essas sugestões o trabalho do marketing da sua empresa será uma arma extremamente poderosa no planejamento estratégico de negócios, e ainda, terá efeito propulsor nos resultados e performance da companhia.

(*) É Diretora de Marketing da Pixeon.

 
 
 
 
 
 
 

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