Tecnologia 06 a 08/08/2016

Evangelização Digital: sua empresa pode sobreviver à crise

É sabido que as grandes economias mundiais passam por um momento delicado. No Brasil, sofremos as consequências de problemas político econômicos todos os dias, e, para evitar seguir nesse caminho, as ações tomadas pelas empresas devem ser mais bem planejadas e melhor ainda executadas, já que em um cenário de mercado estagnado, a busca de todos os setores se resume à revisão do budget atual para reduzir custos operacionais

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Ankur Prakash (*)

E sabendo de tudo isso, fica difícil não olhar para o digital como uma oportunidade. Nos mercados mais avançados já é possível reconhecer os efeitos dessa transformação; para o nosso país, se antes as tecnologias digitais eram consideradas possibilidades, hoje elas são mandatórias.

Para garantir que não haja perda de mercado é preciso acelerar o processo de revolução digital, e não podemos mais esperar os usuais dois a três anos para iniciar essa jornada. A boa notícia é de que já existe grande aderência dessas tecnologias por parte do consumidor, e não se trata apenas de modificar a interação entre mercado e consumo, o que presenciamos hoje é a também chamada Quarta Revolução Industrial; as pessoas vão se importar com as marcas que realmente se importarem com elas. Qual é a criança que já não nasce com um tablet nas mãos? Os novos hábitos do consumidor têm feito as organizações revisitarem o seu modelo de negócios, migrar para o digital é um caminho sem volta, seja para a empresa ou para o cliente. É a vez dos smartphones, da internet, das tecnologias vestíveis, dos relógios inteligentes e de outras tantas ferramentas elevarem as nossas experiências de consumo.

Engajamento é a chave
A cada dia o desafio das companhias em manter suas margens e entregar os resultados esperados aumenta, para garantir que essas metas sejam atingidas, as empresas deverão focar na jornada do consumidor, conhecer a fundo seus gostos e hábitos. Bons produtos, hoje, valorizam as questões humanas; não é mais apenas o custo-benefício, mas sim o quanto aquela marca conhece e acompanha a vida do cliente. Enviar uma felicitação apenas no dia do aniversário não garante a fidelidade; os profissionais de marketing podem acompanhar quase em tempo real a rotina daquele cliente; quais canais ele mais acessa, se é o Facebook, Twitter; se é via mobile ou no próprio computador e onde costuma ir, tudo o que está relacionado à vida desse indivíduo será transformado na informação que vai direcionar a melhor oferta no momento mais oportuno. O que seria um simples aniversário se transformará na chave que garantirá a lealdade do cliente com a marca, e as ações constantes vão manter o relacionamento.
Mas atenção, nem sempre o mesmo perfil garante assertividade na oferta, um exemplo antigo, mas que ilustra muito bem essa situação, é o caso de Ozzy Osbourne e o do Príncipe Charles. Saber que os dois são britânicos, têm a mesma idade e possuem vários dígitos na conta, não ajuda na hora de promover algum produto. Quem souber diferenciar essas informações, vai ter vantagem na corrida pela preferência do consumidor. Foi-se o tempo em que as estratégias de marketing giravam em torno do ‘como’ interagimos com as marcas; mais do que nunca, o foco precisa ser em ‘por que’ interagimos com cada uma, e fazer com que os retornos as conversas sejam mantidas. Não se comercializam mais produtos, o mercado tem como dever oferecer agora experiências.

Alinhamento interno é mandatório
Se antigamente as áreas de negócios e marketing ‘sofriam’ ao planejar um novo produto, devido aos extensos prazos da TI – desenvolvimento de aplicações, compra de servidor, campanha digital, etc – hoje isso não acontece mais. Aplicações de marketing e mensuração de resultados podem ser adquiridas pela internet, ou seja, os resultados são colhidos quase que instantaneamente aos lançamentos. A consequência? Mais uma dor dentro da empresa.

A autonomia da área de negócios pode ser muito vantajosa para a companhia num primeiro momento, mas se esse tipo de trabalho – o de não depender mais da TI para implementar campanhas, por exemplo – não for acompanhado de perto, perde-se o controle, e o futuro volta a ser nebuloso. Para o sucesso das estratégias digitais é mandatório que haja um setor alinhado à área tecnológica e que acompanhe tais ações no longo prazo; isso vai garantir que o ciclo aconteça de maneira completa, ou melhor, se a demanda aumentar consideravelmente todos os setores da empresa terão capacidade de acompanhar e crescer ou se adequar às novas solicitações.

A pressão do mercado pede que as empresas avancem e superem as dificuldades do momento, mas as ações e decisões tomadas, seja para vender mais, atingir metas ou alavancar o engajamento, quando não alinhadas à área de tecnologia, podem, e vão sobrecarregar os processos. E sabemos, o impacto de um problema interno reflete quase sempre na vida do consumidor, colocando em risco a imagem e a credibilidade da companhia. A cadeia produtiva precisa ser sustentável, só assim a superação dessa crise vai chegar.

(*) É VP de New Growth e Emerging Markets da Wipro.

Big data e IoT serão destaques no Fórum de Saúde Digital

Com a proposta de debater como a tecnologia impacta na área de saúde é que acontece a 7ª edição do Fórum Saúde Digital, no dia 22 de agosto, no WTC Center, em São Paulo. Realizado pela Converge Comunicações, o destaque do evento fica para os temas de Big Data, IoT (Internet das Coisas) m-Health, Cloud Computing, Visão Estratégica de e-Saúde e Telemedicina.
O painel sobre “Mobile Health, IoT e Wearables”, que começará às 11h, tem como objetivo abordar as vantagens que essa nova realidade traz à área clínica como o aumento da produtividade, melhor comunicação entre os profissionais e pacientes, e, principalmente, a diminuição de erros médicos. Os participantes desse painel serão o gerente de Inteligência de Mercado, da Inova InCor da Fundação Zerbini, Guilherme Rabello; e pelo sócio da Bain&Company, Bernardo Sebastião (http://forumsaudedigital.com.br/).

Promoções podem ser armadilhas para sua empresa

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Em tempos de crise a regra é clara: economizar é primordial. Buscar pelos produtos e serviços mais baratos para sua empresa pode se tornar uma obsessão no ramo dos negócios. Mas será que isso é realmente tão vantajoso assim? Como se dizia antigamente, o barato pode sair caro – mas realmente muito caro. Na telefonia, por exemplo, existem diversos casos de perdas irreparáveis, as mesmas que podem custar o bom funcionamento e a sobrevivência de uma companhia durante este período tão delicado da economia nacional.
Recentemente, alguns empresários do Sul do país se surpreenderam ao receber contas que chegam a 7 mil reais para pagar à empresa de telefonia. Isso é de quebrar as pernas, literalmente. O atendimento inicial que é prestado pela empresa contratada, como pós-vendas, relacionamento e suporte, já indicam se você terá problemas sérios ou não. Todo preço baixo demais deve ser questionado – promoções são ótimas para o bolso, mas para evitar surpresas futuras o cliente precisa estar atento à validade de vigência do produto; se é um valor promocional, se é um valor integral ou tem período de validade para depois alterar para o valor real; quais são as taxas cobradas nesse serviço; taxa rescisória (caso tenha); e saber até que ponto essa oferta será favorável ou não ao seu negócio. O segredo é não se precipitar.
Mesmo que a sua empresa tenha direitos judiciais, a burocracia do processo é lenta e demorada. Logo, a melhor forma de se prevenir de golpes ou propagandas enganosas, é buscar informações em sites como Reclame Aqui, Elogie Aqui e na Anatel. Ler e estudar o contrato oferecido e fazer o levantamento de todos os aspectos, positivos ou negativos. No ramo da telefonia não é difícil cair em uma oferta tentadora que muda de preço posteriormente, por isso, outra dica é procurar por amigos que já tenham efetuados serviços com a empresa. Algumas companhias de telefonia especializadas possuem assessorias específicas para ajudar os clientes a entenderem os contratos e os serviços que estão assinando e analisando o que de fato está sendo ofertado. É importante que a contratada também conheça minuciosamente a infraestrutura da sua empresa, para que saiba o que de melhor ela pode fazer por você e aonde precisam ocorrer melhoras.
Afinal, existem propagandas que podem “encher os olhos de muitos consumidores” especialmente em época de crise, que significa buscar alternativas e economizar o máximo que puder. Mas nem sempre preço baixo significa grande oportunidade de negócio. Onde tudo que é demais, deve-se tomar cuidado, comparar serviços e preços existentes praticados no mercado – são boas alternativas para escapar de grandes armadilhas.

(Fonte: Robson Costa, diretor do Grupo Encanto
Telecom http://encantotelecom.com.br).

Uso de API’s no mercado de serviços financeiros

Adriano Balaguer (*)

A ideia principal deste artigo é apresentar o tema API (Application Programming Interface ou “Interface de Programação de Aplicativos”) de forma simples e sob a ótica de negócios para mostrar como as empresas podem aumentar seus negócios com sua adoção

Uma API é um software que permite a utilização das suas funcionalidades por outros aplicativos que não pretendem envolver-se em detalhes da sua implementação, mas apenas usar seus serviços.
Uma boa maneira de entender as API’s é no contexto de uma tomada elétrica comum. As tomadas elétricas são interfaces construídas para consumir o serviço de eletricidade. A energia elétrica é o serviço e cada dispositivo que usa a eletricidade é um consumidor desse serviço.
Através da interface padrão, qualquer consumidor pode utilizar a energia necessária para suprir seus dispositivos que estejam compatíveis e conectados de acordo com a norma vigente. Para o consumidor porém, não importa o que está acontecendo do outro lado da parede, seja a fiação, a forma como a energia é gerada ou ainda onde essas fontes de energia estejam localizadas.
O provedor também não precisa explicar ou apresentar quaisquer detalhes de como os serviços são oferecidos. Em um mercado fortemente regulamentado como o de Serviços Financeiros, as informações pessoais confidenciais de correntistas serão mantidas “atrás da parede” garantindo a privacidade dos dados, o sigilo bancário e a segurança das transações.
As normas e padrões da API são disponibilizados em páginas web ou portais direcionados aos desenvolvedores, contendo a documentação oficial funcional e técnica permitindo aos interessados utilizar os produtos e serviços oferecidos pela instituição financeira.
Através da API, produtos e serviços como empréstimos, seguros, comércio eletrônico, pagamentos, informações de clientes, histórico de transações, autenticação e transferências bancárias, entre outros, poderão ser entregues a partir de uma ampla gama de dispositivos compatíveis.
Neste novo modelo de negócios, um banco pode expandir seu raio de ação e aumentar sua receita. Por outro lado, a exposição de sua marca será menor ou inexistente, uma vez que o aplicativo pode ou não indicar quem está por trás do serviço oferecido. É parte da decisão estratégica de negócios da instituição decidir por sua utilização, dependendo da expectativa de resultados. Inovação, aumento de receita, expansão, custos e segurança são fatores críticos que devem ser considerados para a tomada de decisão pela utilização de API’s.
Atualmente, mais de 15 mil API’s (nos mais variados segmentos de mercado como serviços financeiros, governo, telecom, mobile e outros) estão disponíveis no site Programmable Web. O Open Bank Project é uma API de código aberto e também loja de aplicativos para bancos que permite que as instituições financeiras desenvolvam suas ofertas digitais de forma rápida e segura usando um ecossistema de aplicações e serviços de terceiros.
Um case muito bem sucedido de API’s abertas no setor bancário é o BBVA API Market. Com presença em mais de 35 países e utilizando estratégias digitais abertas e inovadoras, em conjunto com o “mobile first” e Omni-channel, o BBVA já oferece um amplo conjunto de API’s de produtos e serviços através de seu portal.
As vantagens econômicas da utilização de APIs são vastas. Explorar este universo exige experiência e capacidade técnica para implementar e ajudar as empresas a aumentar seus negócios.

(*) É senior business consultant da GFT Brasil, companhia de Tecnologia da Informação especializada em Digital para o setor financeiro.

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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