Tecnologia 04/09/2015

O lado negro das startups

Em menos de uma década, a palavra startup saiu do desconhecido para ocupar uma posição consolidada no senso comum de muita gente

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Pedro Schaffa (*)

Quando se fala em digital, tecnologia ou empreendedorismo, você certamente vai cruzar com o conceito que engloba as empresas em estágio inicial. Criadoras de soluções e facilidades, elas têm alterado as relações sócioeconômicas, mas, agora, começamos a ver os problemas sofridos por esse modelo.

Como uma reação tardia à feroz (e por vezes cega) difusão das startups, cada vez mais se pergunta: qual o verdadeiro significado desse movimento? Por trás de tantos ganhos e vantagens que essas empresas sustentam em seus discursos, onde é que estão as perdas? Elas prosperam em um ambiente verdadeiramente sustentável? Será que lá na frente vamos poder dizer que entre mortos e feridos, salvaram-se todos?

Muitas das questões só serão respondidas com o passar do tempo, mas, como sempre, a história nos permite esboçar algumas conclusões. A primeira delas é que certas rupturas, de fato, já foram consolidadas. Alguns projetos que se apoiam no “sharing economy” (economia compartilhada) confirmam que a criatividade, o compartilhamento, a colaboração e a sustentabilidade de fato impulsionam a uma revisão de processos, instituições e tradições constituídas. Por exemplo o Airbnb, que revolucionou o processo de ocupação de domicílios e o Uber, mudando a cara do transporte público.

Do outro lado, há um mar de casos de insucesso, cujas histórias são varridas para debaixo do tapete como se fosse essencial esquecer deles (e cujos responsáveis, curiosamente, agora são coach e palestrantes de auto ajuda).

A HomeJoy, por exemplo, que intermediava trabalho doméstico nos Estados Unidos da mesma forma como o Helpling o faz no Brasil. Promoveu ruptura, mas não conseguiu seguir com as tão necessárias injeções de dinheiro e, por isso, fechou as portas. Entre as justificativas que levaram o projeto ao fracasso está a falta de respaldo jurídico e o receio de que a startup tivesse que assumir vínculos empregatícios com seus colaboradores.

Chega-se, portanto, à pergunta: quem vai vencer?

Como aconteceu na bolha da internet, algumas novidades terão vida longa e baterão de frente com empresas tradicionais. A grande maioria não vai suportar o rigoroso inverno, pois já nasceu velha, frágil e inadequada. É fundamental que o empreendedor brasileiro saiba exatamente o tamanho, a profundidade e a escuridão do buraco em que está se enfiando antes de se jogar de cabeça.

O primeiro ponto a se pensar bem quando se fala de startups brasileiras é que, até agora, ninguém sabe ao certo como ganhar dinheiro com elas. Todo mundo acha que ter participação numa empresa é como comprar ações do Facebook quando ele era pequeno – você investe mil reais e tira um bilhão de volta. Só que no Brasil são raríssimos os casos de startups que foram vendidas por valores altos e que retornaram uma quantia significativa para o investidor.

Além disso, dificilmente um acionista vai ganhar dinheiro só com dividendos (distribuição de lucros), uma vez que a grande maioria dos projetos necessita de constante alavancagem. Ou seja, a receita que entra é usada para continuar acelerando o negócio. Pelo menos enquanto ele se mostrar viável.

Há milhares de investidores de primeira viagem que ganhariam muito mais aplicando seu dinheiro na poupança do que na loteria das startups.

Outro ponto preocupante é a qualidade das empresas. Às vezes a ideia e o produto são bons, mas a administração é temerária e, na grande maioria, a necessidade e a procura pelo produto (normalmente aplicativos) é inexistente ou já existem competidores internacionais muito melhores.

São raros os casos de bons administradores, bem assessorados, com bons investidores (que não só tem dinheiro, mas conhecem a área em que se metem) e com bons produtos. O que há muito é gente dando murro em ponto de faca até que o dinheiro da empresa se esgota e o empreendedor precisa se socorrer com familiares e amigos para continuar seu sonho, que nessa fase já é um pesadelo. E perde-se muito dinheiro sustentando essas ilusões.

O Brasil não tem (ainda) um impacto internacional relevante na área de tecnologia. Assim, empresas brasileiras de tecnologia tem que se provar mais do que empresas de outros países. Além disso, a cultura empresarial brasileira ainda é vista sob certa desconfiança no cenário internacional. Vide o constante desaparecimento de aceleradoras e investidores internacionais no país.

E por último, muito se ouve nesse mundo de startups que todos falham e que isso não é problema, que você não só pode, como deve quebrar uma, duas, três vezes até alcançar o sucesso. Só que é importante saber que nem sempre o fracasso é um degrau na escalada para o sucesso, às vezes ele é só mais uma passo em direção ao abismo.
Sobre o autor

(*) É sócio-fundador da SBAC Advogados (http://www.sbac.com.br/), escritório de advocacia que fornece soluções jurídicas para startups e pequenos e médios empresários em um modelo alternativo de atendimento, baseado em planos com preços e serviços tabelados.


Brasil Game Day, maior ação de games do Brasil, acontece dia 24 de setembro

O Brasil Game Day, maior ação entre e-commerces para ofertas e descontos em consoles, games e acessórios, já tem data para acontecer neste ano: 24 de setembro.
Durante 24h, os consumidores terão a oportunidade de economizar em diversos artigos do universo gamer. Pelo terceiro ano consecutivo a data é organizada pelo Busca Descontos (www.buscadescontos.com.br), mesma empresa responsável pelo Black Friday no Brasil.
Mercado Livre, MagazineLuiza.com.br, Walmart.com.br, PontoFrio.com.br, Extra.com.br e CasasBahia.com.br são algumas das lojas que já confirmaram participação. Para receber as ofertas previamente por e-mail, o usuário deve se cadastrar no site do Brasil Game Day (www.brasilgameday.com.br).
Neste ano, o Busca Descontos fará uma pesquisa sobre o perfil e interesses do usuário gamer no Brasil, que será divulgado no site do evento. O objetivo é não só atualizar o mercado sobre o universo de games no país, como também saber quais os segmentos mais desejados pelo consumidor e, consequentemente, incentivar maiores ofertas nas lojas participantes.

 

Conteúdo gratuito para empreendedores e desenvolvedores

O UOL HOST apresenta a Nova Academia, um site com dicas e materiais disponibilizados gratuitamente para empreendedores e desenvolvedores que querem aprender e aprimorar seus conhecimentos sobre comércio eletrônico, marketing digital, gestão de empresas e tecnologia.
A Nova Academia passa a contar com design responsivo, ou seja, oferece ao usuário a visualização perfeita por meio de smartphones e tablets. O site também foi reformulado, apresentando um visual muito mais moderno e intuitivo, e duas novas seções: Vídeos e Webinars, que traz conteúdos produzidos pelo UOL HOST e Downloads, onde serão disponibilizadas planilhas, apresentações, e-books e guias com dicas que facilitarão a rotina de quem trabalha com negócios digitais (www.uolhost.com.br/academia).

Plataforma oferece assinatura eletrônica de contratos

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Simplicidade, conveniência e segurança são as principais vantagens da Clicksign, plataforma de assinatura eletrônica de documentos lançada há dois anos pelos empresários Marcelo Kramer, Michael Bernstein e Daniel Libanori. Ao modernizar o processo de assinatura de contratos, a Clicksign reduz custos diretos e indiretos, e aumenta a segurança e compliance do workflow de documentos. Com a Clicksign, um contrato pode ser assinado em questão de segundos. A Clicksign poupa, em média, mais de 95% do tempo gasto com assinatura.
A plataforma é o meio mais simples de assinar documentos porque dispensa o uso do certificado digital ICP-Brasil para assinatura da maioria dos documentos. A assinatura pode ser feita a qualquer hora e local, sendo necessário apenas o uso da internet. É 100% digital e está em conformidade com a legislação brasileira, incluindo a Medida Provisória 2.200/2001.
“A assinatura de contratos acontece todos os dias, em todas as empresas. Ainda assim, é um processo arcaico. Está na hora de mudar, e por isso resolvemos criar uma solução 100% digital, prática, extremamente rápida e eficiente”, afirma Marcelo Kramer, CEO da Clicksign.
Após três anos de estudos e estruturação da plataforma para atender as necessidades dos setores jurídico, operacional e de TI, os empresários formataram um modelo de negócio lucrativo e robusto voltado para empresas, particularmente aquelas com grande volume de contratos e documentos.
“Nos destacamos como uma ferramenta de auxílio na conversão de vendas e aumentamos a agilidade de departamentos comerciais, no que concerne fechamento de contratos. Dos clientes atuais, é comum relatos de aumento de conversão de vendas logo após o início da utilização da plataforma”, analisa Marcelo.
Para conferir segurança ao processo de assinatura de documentos, a Clicksign adota alguns procedimentos importantes, como o registro de múltiplos pontos de autenticação do contratante (incluindo o endereço de e-mail e IP, nome e CPF), e a utilização de tranca eletrônica que atua como uma “impressão digital” para manter a integridade do documento. Outro fator importante é a disponibilização do documento a todos os signatários, com um extrato de fácil compreensão.
“Nosso objetivo é proporcionar uma solução inteligente para as empresas, com segurança e praticidade, visando sempre a eficiência. A partir de agora, profissionais de diferentes áreas ganham acesso a uma plataforma que contribui ainda mais para a automação de processos de contratação”, ressalta Kramer.

Um desafio de porte global para organizações verdadeiramente globais

José Renato Gonçalves

A presença dos Ministérios de Relações Exteriores (MREs) em países ao redor do mundo desempenha um papel vital na proteção dos interesses nacionais e apoio aos seus cidadãos, onde quer que estejam

Isto significa que segurança e confiabilidade estão no topo das suas necessidades para criar conexões entre suas embaixadas e consulados, que muitas vezes estão localizadas em áreas remotas, com TI e infraestrutura de suporte limitados. Os MREs são um grupo de organizações com escala global nas suas necessidades de comunicações, uma realidade que muitas organizações multinacionais também enfrentam, em um mundo que espera cada vez mais da tecnologia.
Não é apenas a distância entre escritórios e infraestrutura local que tornam a complexidade da comunicação ainda maior – regulamentações locais, restrições, ameaças à segurança, linhas de comunicação confiáveis, falta de energia, desastres naturais e, até mesmo agitação política, contribuem para um ambiente imprevisível. Mesmo assim, é imprescindível que a comunicação e a tecnologia continuem a operar eficientemente.
A complexidade dos ambientes em que os MREs operam requer uma rede segura, estável, em tempo real, colaborativa e onipresente. Diplomatas modernos precisam da capacidade de se comunicar digitalmente 24h por dia, 7 dias por semana, com o dispositivo móvel a sua escolha, sem limitar-se às fronteiras das suas embaixadas. Além disso, o apoio de emergência consular aos cidadãos no exterior requer serviços de call centers confiáveis e fácil acesso aos números de telefones globais gratuitos.
Enquanto a segurança é primordial, devido à natureza altamente sensível da informação que trafega sobre suas redes, a infraestrutura talvez constitua um dos desafios mais difíceis de solucionar. Com aproximadamente 25% dos locais de MRE suportados por conexões via satélite devido à infraestrutura local precária ou inexistente, redes híbridas seguras são essenciais para a construção de uma opção viável para a organização.
Nossa experiência com MREs na Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Holanda, Noruega e Suécia, países nos quais trabalhamos há mais de dez anos construindo e apoiando redes que atendem e excedem todas as suas exigências, nos mostra que para trabalharmos com um cliente com necessidades específicas e intensas, precisamos levar em consideração quatro fatores essenciais:

1) Suporte local
Os Ministérios geralmente dependem de equipes de TI com base em suas sedes e, por isso, é preciso prestar suporte local, garantindo que os processos sejam executados sem problemas. O suporte local também permite que o MRE seja atendido em todos os aspectos, sejam eles, desafios com regulamentação, costumes locais ou barreiras linguísticas.

2) Plano e projeto altamente personalizados
Desafios logísticos são uma constante para esses Ministérios, e suas necessidades de rede não são diferentes. A Orange Business Services, por exemplo, desenvolveu um plano específico para MREs, em que a plataforma central e implantação em massa são duas áreas essenciais.
A plataforma central ocorre quando racks são pré-configurados e testados em um único local para assegurar a precisão e a velocidade. Uma vez que este tenha sido concluído, o rack pronto e antenas VSAT são enviadas por malote diplomático, fornecendo assim uma garantia de que nada será atrasado e cumprirão os prazos. Como a infraestrutura é fornecida em um modo plug-and-play, basta um engenheiro local para trabalhar com o escritório local do MRE e concluir a instalação.

3) Aplicações específicas para cada setor
O compromisso em servir as necessidades das agências governamentais, como os MREs, deu a Orange a oportunidade de criar novas soluções para atender as organizações com suas atividades. Por exemplo, kits de emergência VSAT – compreendendo antenas ultraportáteis, juntamente com aparelhos móveis Iridium ou Inmarsat, foram desenvolvidos para dar aos diplomatas continuidade nas comunicações em situações de emergência. Juntamente com um serviço de videoconferência seguro, usando uma largura de banda menor para atender a rede típica dos Ministérios, reconhecemos como as situações específicas de comunicação e rede para organizações como os MREs diferem à norma, e como tal, desenvolvemos produtos específicos para garantir uma comunicação contínua e eficaz.

4) Redes Híbridas
O suporte ao tráfego multimídia em tempo real nas redes dos MREs é essencial. A comunicação de voz e vídeo precisa ser transportada pelas redes de forma eficiente e segura, com comunicações de mão dupla, tendo também a capacidade de interagir com ONGs locais e outras agências governamentais. Assim, a Orange criou uma rede híbrida resiliente e segura, com infraestrutura em MPLS e baseada em Internet, otimização de tráfego WAN e Application Performance Management (APM), para fornecer uma visão geral e gerir os fluxos de tráfego.
Sabemos que muitos pontos da realidade dos Ministérios de Relações Exteriores são semelhantes à de muitas empresas globais. É preciso considerar, e se adaptar, às necessidades de cada empresa, e pensar nas soluções de acordo com tais necessidades. A tecnologia precisa ser utilizada a favor do negócio, potencializando cada uma de suas atividades, seja em cidades de primeiro mundo ou áreas remotas, permitindo que a transformação digital possa ser a transformação dos resultados.

(*) É diretor de vendas da Orange Business Services

 

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