Tecnologia 03/06/2016

Analytics e IoT: Informação valiosa de tudo

Embora a informação sempre tenha existido, ela muitas vezes está inacessível, incompleta ou até mesmo, quando visível, parece não fazer sentido por si só

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Alberto Branquinho (*)

Novas tecnologias surgem e o Big Data, assim como os desafios que o permeiam – análise, captura, curadoria, pesquisa, compartilhamento, armazenamento, transferência, visualização e privacidade dos dados – está cada vez mais em evidência. É o volume de informações crescendo exponencialmente.

Em suas recentes previsões para 2016, o Gartner ressalta que tudo na chamada malha digital – que nada mais é que a união de dispositivos móveis, wearables (tecnologias para vestir), sensores da Internet das Coisas (IoT) e outros dispositivos que são utilizados para interação entre pessoas – produz, utiliza e transmite informação. Os dados vêm de todos os lados, de diversas fontes, podem ser extraídos de textos, áudios e vídeos, mas também incluem informações sensoriais e contextuais, disponíveis nas redes sociais, por exemplo. Estima-se que, ainda em 2016, 6,4 bilhões de “coisas” conectadas estarão em uso, sendo que em 2020 esse número deve saltar para 20,8 bilhões.

O dilúvio de informações nesse cenário 100% conectado parece caótico. Tudo na era Internet das Coisas gera dados. Aparelhos de pressão com chip, informando o estado do paciente diretamente para o médico e alimentando seu prontuário eletrônico; vagas públicas de estacionamentos com QR Codes que permitam o controle das vagas ocupadas e o registro dos pagamentos; sensores na rede de transmissão elétrica fornecendo em tempo real o status do consumo, índices de desperdício e pontos de falta de energia; sensores com tecnologia RFID para saber se um enfermeiro, médico ou funcionário de um hospital lavou suas mãos antes de entrar em contato com o paciente; e até mesmo semáforos conversando entre si e com os veículos para melhorar o controle do tráfego.

A questão é: como tirar proveito deste volume estrondoso de dados não estruturados, dispersos em inúmeras bases e provenientes de “n” fontes? As avançadas ferramentas de business intelligence (BI), também chamadas Analytics, graças à sua habilidade de utilizar dados, análises e raciocínio sistemático, são uma boa saída para lidar e tornar útil esse enorme volume de informação.

Voltando aos exemplos acima de aplicações IoT, as informações disponibilizadas pelos avançados aparelhos de pressão, poderiam ser de grande valia para políticas de saúde pública. Juntamente com dados dos hospitais, informações demográficas, índices relacionados à procura de medicamento para hipertensão nas farmácias no entorno, podem ser transformadas com o apoio do analytics em estatísticas extremamente úteis, permitindo descobrir, inclusive, maior incidência de pressão alta em determinada região. As descobertas permitem orientar medidas corretivas, ações educativas, aprimorar o controle da quantidade de sódio na água e uma série de outras iniciativas.

Isso só é possível por que as ferramentas de BI são capazes de extrair e realizar um primoroso trabalho analítico e inteligente em cima de grandes volumes de dados, estruturados ou não, coletados e armazenados por inúmeras outras tecnologias de altíssimo desempenho. Estamos falando do cruzamento de uma infinidade de dados, nos ambientes interno e externo, para gerar relatórios e dashboards extremamente visuais e interativos, com insights valiosos para a tomada de decisão, seja ela qual for.

Enfim, informações vindas de todos os lados compõem esse universo. E mesmo o que, em um primeiro momento, pareça invisível ou impalpável pode de alguma forma ser útil, se lapidado. Investir em inteligência analítica e transformar simples dados em informações valiosas é com certeza uma das melhores formas de se tirar proveito deste mundo tão conectado.

(*) É Gerente de vendas na MicroStrategy no Brasil, empresa líder mundial no fornecimento de plataformas analíticas.

Sony World Photography Awards abre inscrições para edição de 2017

O maior concurso de fotografia do mundo, o Sony World Photography Awards, inicia hoje, dia 1º, as inscrições para a edição de 2017 do concurso, ano em que a premiação completa 10 anos de existência.
Além das competições nas categorias “Professional”, “Open”, “Youth” e “Student Focus”, esta edição também irá destacar o melhor fotógrafo da Noruega, no prêmio “Norway National”. Os interessados podem se inscrever gratuitamente nas quatro categorias citadas por meio do site www.worldphoto.org. O site foi renovado para esta edição e agora apresenta um layout simplificado para o processo de inscrição. Os cadastros para o Prêmio Nacional da Noruega serão feitos pela categoria Open, na qual serão avaliados os que tiverem nacionalidade norueguesa.
Como premiação, os vencedores de cada categoria recebem os mais recentes equipamentos de imagem digital da marca, além de terem suas fotografias na exposição da Sony World Photography Awards, realizada em Londres. As imagens vencedoras também serão inclusas no livro anual da premiação.


Fabricantes e usuários precisam mudar o comportamento diante da segurança do aparelho móvel

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Como e quando você decide fazer as atualizações necessárias do sistema operacional e apps do seu smartphone ou tablet? Quais os procedimentos corretos?
A Comissão Federal de Comércio (FTC) e a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos estão solicitando aos fabricantes de smartphones para ajudar a esclarecer estas questões, o que reflete na proteção diretamente dos aparelhos móveis contra a ação dos criminosos cibernéticos. A G Data, fornecedora de soluções antivírus, representada no Brasil pela FirstSecurity, vem se manifestando sobre este assunto em várias oportunidades por meio de seus alertas e relatórios.
Sobre a renovação anual de modelos de aparelhos móveis, os especialistas da G Data destacam que nem sempre um aparelho novo é sinônimo de sistema operacional atualizado, por exemplo. Segundo a empresa, quase todos os fabricantes renovam seus modelos high-end anualmente, mas estes coexistem com uma infinita variedade de modelos antigos da mesma marca no mercado. Quando os usuários compram um novo smartphone ou tablet nunca fica claro se este aparelho recém adquirido está convenientemente atualizado ou por quanto tempo ele receberá as atualizações de segurança necessárias por parte do fabricante. Há muitas variáveis em torno destas atualizações, incluindo a compatibilidade com a versão do Android instalada em cada aparelho, o que nem sempre é a mais recente, o que resulta em atrasos na instalação das atualizações recomendadas.

Atualizações regulares do Google são ineficazes
Como desenvolvedor do Android, a Google, assim como outros fabricantes de sistemas, como a Microsoft, possui um ciclo de atualização de segurança mensal. No entanto, pode demorar mais semanas ou meses antes que estas atualizações possam atingir a grande maioria dos usuários, o que implica em graves consequências para a segurança dos dispositivos. Assim, as possíveis vulnerabilidades críticas permanecem abertas por mais tempo, o que facilita a ação dos criminosos cibernéticos.

Riscos desnecessários
Esta demora na atualização dos aparelhos e sistemas operacionais móveis representa um risco desnecessário para os usuários, especialmente considerando o importante papel que os smartphones e tablets cumprem em suas vidas pessoal e profissional. Por exemplo, um estudo realizado pela ING-DiBa revela que 47% dos proprietários de smartphones e tablets realiza operações bancárias a partir do seu dispositivo móvel. Uma segurança abrangente é especialmente importante para transações bancárias e compras on-line, mas, no entanto, no caso das empresas, elas – assim como os usuários domésticos e funcionários – também precisam saber que os dispositivos que fazem parte da sua rede corporativa devem ser atualizados. Permitir que se abra uma brecha de segurança pode ter consequências diretas muito graves sobre o negócio e a reputação de qualquer organização.

A segurança dos usuários obriga a se repensar a segurança móvel
Para os especialistas da G Data, é importante que os fabricantes e desenvolvedores de sistemas operacionais móveis trabalhem em conjunto. Processos e procedimentos devem ser definidos para que as atualizações cheguem o mais rapidamente possível a todos os dispositivos. Os criminosos cibernéticos estão cada vez mais atuantes e criam códigos maliciosos cada vez mais sofisticados e potentes, então, é essencial reduzir o tempo de exposição dos aparelhos a esta situação. Assim, a atualização dos aparelhos móveis e seus sistemas e apps é do interesse dos desenvolvedores, fabricantes e usuários domésticos e corporativos.

Não há espaço para o desanimo: 10 dicas para começar um startup

Shashank ND (*)

Embora no mundo de hoje seja possível comprar ingressos de teatro ou chamar um táxi em questão de segundos, ainda continua muito difícil encontrar médicos

Há seis anos, após grandes dificuldades para encontrar algo simples como uma segunda opinião sobre uma cirurgia de joelho feita pelo meu pai, eu cheguei à conclusão de que deveria existir um jeito mais simples! Foi assim que a Practo surgiu — com a missão de ajudar as pessoas a viver melhor e por mais tempo.
Em 2008, quando ainda estava na faculdade, eu me reuni com vários médicos para tentar entender melhor esse problema. Constatei que muitos não usavam nenhum tipo de software e que dentre os que usavam, a maioria estava insatisfeita com produtos de TI mal projetados e que causavam muita dor de cabeça.
Essa percepção nos levou a projetar o Practo Ray como um SaaS (software como serviço), que dispensa a necessidade de os médicos gerenciarem a área de TI e garante que os seus dados fiquem armazenados com segurança na nuvem, mesmo quando o computador quebra. No entanto, até então nós ainda não tínhamos tornado mais fácil para os consumidores encontrar os melhores médicos. Com base nisso, em 2013 criamos a Practo.com, com a missão de ajudar as pessoas a encontrar os melhores médicos e a marcar consultas em alguns segundos. Hoje em dia, com mais de um milhão de pacientes marcando mais de 100.000 consultas por mês, a Practo.com é a maior ferramenta de busca de médicos da Ásia e a sexta maior do mundo.
Em meio à nossa recente expansão para o Brasil, ainda há uma série de lições que nós fazemos questão de seguir.
1 – Trabalhe continuamente na sua visão. A visão deve ser articulada de forma contínua e cada passo que você der deve ser focado nisso. A visão ajuda a alinhar a equipe a um objetivo comum.
2 – A utilização é tudo. Você deve focar mais na utilização do produto do que no valor que os usuários estão pagando. A utilização é a métrica mais importante para determinar o valor do produto. Preste muita atenção no que os seus clientes dizem. É através da interpretação do feedback dos clientes que obtemos as percepções sobre o produto.
3 – Solucione os problemas mais difíceis. No início, tente resolver os problemas mais complicados (geralmente são aqueles que ninguém mais tentaria resolver). Pergunte a si mesmo: “Por que ninguém tentou fazer isso antes?”. Se analisarmos isso em termos lógicos, em vista dos avanços tecnológicos os problemas que até agora eram difíceis de resolver se tornaram mais fáceis.
4 – Contrate os melhores profissionais. Esta deve ser uma das suas prioridades principais, pois os melhores profissionais ajudam a gerar crescimento exponencial. Além de garantir que eles acreditem na visão da empresa, você deve se esforçar ao máximo para mantê-los a bordo. Um dos segredos para manter bons profissionais é construir uma cultura excelente desde o início, que permaneça enquanto a empresa existir.
5 – Pense em termos globais. Uma das melhores coisas que nós fizemos foi o lançamento inicial em Singapura. Esse mercado foi um teste de estresse e os trancos e barrancos que enfrentamos lá nos ajudaram a aprimorar o nosso produto. Isto foi essencial para nos ajudar a obter uma fatia de mercado tão grande e em tão pouco tempo.
6 – Contrate conselheiros e consultores. Hoje em dia, há uma grande quantidade de especialistas de setor. Aproveite os seus conhecimentos, pois isso agiliza as coisas. Não tente fazer tudo sozinho.
7 – Crescimento é a única forma de manter uma start-up de pé. Mantenha um foco contínuo nos índices de crescimento, corra riscos e faça o possível para crescer rápido.
8 – Crie produtos excelentes. Nunca ofereça um produto abaixo da média. Os clientes conseguem detectar descuido e acabarão abandonando-o.
9 – Escolha os investidores certos. Ao invés de focar em valorização, concentre-se em criar um produto ou serviço excelente que as pessoas vão adorar. Os investidores reconhecerão o valor disso. Dê mais importância para quem está investindo em você do que para o quanto está sendo investido. Os investidores podem ser ótimos parceiros que o ajudarão a crescer e, portanto precisam compartilhar a sua visão de médio e longo-prazo e os seus objetivos devem estar alinhados a isso.
10 – Foco. Os seus recursos e tempo são limitados. Não desperdice muito tempo em conferências, eventos de socialização, etc. Concentre toda a sua energia em progresso. No início da nossa empresa, nós adotamos o mantra “Codifique & Venda”. Todo o resto é inútil.

Finalmente, tente curtir o seu negócio. Como você passará muitas horas fazendo isso, é melhor que seja algo que você adora e que te empolgue. Desânimo não tem vez.

(*) É fundador & CEO da Practo.

 
 
 
 
 
 
 
 

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