
A segurança digital e o cumprimento das normas regulatórias tornaram-se prioridades para empresas que atuam com o envio de correspondências e encomendas. Segundo o “2024 Thales Data Threat Report”, 43% das organizações não foram aprovadas em auditorias de conformidade no último ano — e essas companhias apresentaram uma probabilidade dez vezes maior de sofrer violações de dados.
O aumento das ameaças cibernéticas, como ataques de ransomware e violação de dados, destaca a necessidade de soluções robustas de segurança. O mesmo relatório da Thales revelou um aumento de 27% nos ataques de ransomware.
A Pitney Bowes, multinacional orientada pela tecnologia que oferece soluções de envio em SaaS e inovação em correspondências em todo o mundo, reconhece esses desafios e investe continuamente em tecnologias avançadas para proteção de dados. Segundo Tiago Penteado, head de tecnologia e produtos da empresa, a transformação digital no setor é fator principal para esse cuidado, exigindo uma abordagem cada vez mais estratégica para garantir que a segurança da informação acompanhe a velocidade das inovações.
“Tecnologias como criptografia de ponta a ponta, autenticação multifatorial e monitoramento contínuo de ameaças têm se tornado indispensáveis para mitigar riscos. Além disso, o crescimento do comércio eletrônico e da movimentação de dados sensíveis torna as operações de envio ainda mais suscetíveis a ataques”, complementa o especialista da Pitney Bowes.
Nesse contexto, o compliance regulatório também assume um papel central. Empresas precisam se adequar não apenas à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), mas também a normas internacionais como o GDPR e padrões específicos do setor logístico e financeiro. A não conformidade pode acarretar sanções severas e comprometer a reputação da marca, além de expor clientes e parceiros a riscos operacionais.
Ainda de acordo com o head, entre as principais tendências em cibersegurança no setor de correspondências e encomendas estão o uso intensivo de inteligência artificial (IA) para detecção de ameaças, a adoção de arquiteturas Zero Trust e a consolidação de soluções de segurança em nuvem: “A IA, por exemplo, permite uma resposta mais ágil e precisa diante de comportamentos anômalos nos sistemas, enquanto o modelo Zero Trust parte do princípio de que nenhuma entidade, interna ou externa, deve ser automaticamente confiável — reforçando os protocolos de verificação a cada etapa do processo”.
Junto a isso, a crescente integração entre as áreas de TI e compliance reforça a importância de uma cultura organizacional voltada à proteção de dados, em que a conscientização dos colaboradores e a adoção de boas práticas de segurança são tão cruciais quanto as tecnologias utilizadas. Para Tiago, treinamentos, simulações de ataques e políticas claras de governança são diferenciais estratégicos, assim como a gestão rigorosa de terceiros, já que a vulnerabilidade de um parceiro pode comprometer toda a operação.
“Adotar uma abordagem preventiva e integrada, aliando tecnologia avançada, capacitação de equipes e governança sólida, é essencial para garantir a continuidade dos negócios, especialmente no setor de envios, onde a confiança do cliente é fundamental”, finaliza Penteado.



