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O mundo dos aplicativos continua cheio de perigos

em Tecnologia
segunda-feira, 03 de fevereiro de 2025

O Android é um sistema operacional usado por cerca de cinco bilhões de celulares.

Vivaldo José Breternitz (*)

Ele foi criado pelo Google, que vem desenvolvendo esforços para tornar sua utilização cada vez mais segura, tendo anunciado recentemente que um esforço de seus funcionários, apoiados por inteligência artificial, impediu que, apenas em 2024, 2,36 milhões de aplicativos maliciosos fossem oferecidos na Google Play, a loja oficial de aplicativos do Android.

Além disso, o Google baniu mais de 158 mil contas de desenvolvedores que tentaram incluir na loja aplicativos como os que foram bloqueados, todos eles potencialmente prejudiciais aos usuários.

A empresa enfatizou que a inteligência artificial está desempenhando um papel significativo na identificação de aplicativos potencialmente perigosos. O Google há muito tempo combina o trabalho de especialistas em segurança com tecnologia avançada de detecção de ameaças para combater malware.

O Google também destacou a eficácia de seu serviço Play Protect, que visa proporcionar um nível maior de segurança aos usuários, analisando em tempo real, diariamente, mais de 200 bilhões de aplicativos instalados em dispositivos Android, procurando tanto malwares conhecidos como novas ameaças.

É uma luta sem fim – o Google tentando aumentar a segurança e os cibercriminosos focados em encontrar maneiras de invadir dispositivos Android explorando possíveis vulnerabilidades.

Os criminosos tem obtido algumas vitórias contra o Play Protect, como no caso do Mandrake e do Necro Trojan, malwares que permitem a invasores controlarem remotamente os dispositivos atacados, roubando informações sensíveis e que se espalharam entre os usuários do Android.

Milhões de dispositivos continuam sendo infectados, principalmente por seus usuários fazerem downloads de fontes externas à Google Play e acessarem links em páginas da internet, recebidos por email ou via aplicativos de mensagens.

É uma luta sem fim, e atenção constante é necessária, também por parte dos usuários.

(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].