Apple aperta o cerco à Covid

Vivaldo José Breternitz (*)

A Apple está intensificando a luta contra a covid-19: a empresa decidiu que seus trabalhadores não vacinados, que vão aos escritórios, devem se submeter a testes diários. O próprio CEO da empresa, Tim Cook, conduziu o processo que gerou essa decisão, também aplicável a trabalhadores que, por motivos de privacidade, não indicarem seu status de vacinação.

Ao que consta, a empresa exigirá que os funcionários vacinados façam um teste rápido semanalmente. A Apple fixou 24 de outubro como data limite para que seus funcionários informem qual tipo de vacina tomaram, e quando; sem essa informação, a empresa considerará o funcionário não vacinado. Essas regras entrarão em vigor em 1º de novembro e afetarão apenas as instalações dos Estados Unidos, ao menos por enquanto.

A política será um pouco diferente para os funcionários das Apple Stores, as lojas físicas da empresa; estes, se não vacinados deverão apresentar testes duas vezes por semana. Para os vacinados, que trabalham nessas lojas também será exigido o teste rápido semanal.

A empresa tem sido menos exigente do que outras big techs, que exigem a imunização, mas a situação pode mudar com o fim de alguns prazos, como o estabelecido pelo governo Biden, que fixou a data de 8 de dezembro para que fornecedores federais exijam de seus funcionários imunização completa; como a Apple vende produtos ao governo, ela precisa atender a essa exigência.

O governo americano também tem pressionado companhias com 100 funcionários ou mais a exigirem vacinação ou testar não vacinados pelo menos uma vez por semana. A Apple também está cada vez mais perto de determinar que a maioria da equipe corporativa retorne ao trabalho presencial.

Após vários atrasos, a diretriz mais recente da empresa recomenda que seus funcionários trabalhem no escritório pelo menos três dias por semana a partir de janeiro, mas diz que confirmará qualquer prazo com um mês de antecedência. É possível que medidas desse tipo também passem a ser tomadas por empresas que operam no Brasil, com recusa à vacinação provavelmente gerando demissões.

(*) – Doutor em Ciências pela USP, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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