
Algumas pessoas e empresas não hesitam em tomar medidas ridículas para bajular os poderosos de plantão.
Vivaldo José Breternitz (*)
É o que está fazendo o Google, mudando o nome do Golfo do México para Golfo da América, em obediência a ordem executiva de Trump – que a empresa não é obrigada a obedecer.
O Google explicou em um post no X que a nova nomenclatura aparecerá em breve, pois “temos uma prática de longa data de aplicar mudanças de nome quando elas são determinadas por fontes governamentais oficiais”.
O novo nome será visível nos Estados Unidos, enquanto a denominação Golfo do México permanecerá no México; ambos os nomes aparecerão nos demais países.
Como disse a Reuters, o Google aplicou a mesma regra a outras áreas em que há disputas: em 2006 a empresa passou a mostrar a área marítima entre o Japão e a Coreia como “Mar do Leste” próximo à costa coreana e “Mar do Japão” próximo à costa japonesa.
Ainda para afagar Trump, o Google Maps também mudará o nome do pico mais alto da América do Norte, de Denali para McKinley, nome pelo qual o monte era conhecido até 2015, quando Obama o renomeou para agradar populações indígenas.
São medidas realmente ridículas, que geram ideias para piadistas de plantão, como o mexicano que propôs que, em seu país, o Capitão América passe a ser chamado Capitão México, ou então a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que recentemente disse, em tom de brincadeira, que os Estados Unidos deveriam chamar-se América Mexicana, nome que aparecia em um dos primeiros mapas da região.
É muita falta do que fazer…
(*) Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor, consultor e diretor do Fórum Brasileiro de Internet das Coisas – [email protected].




