Senadores veem dificuldade para votar a reforma tributária

Um dos temas centrais da mensagem presidencial entregue ao Congresso na abertura do ano legislativo, a reforma tributária ainda é vista com certa descrença por senadores que integram a Comissão de Assuntos Econômicos. Enquanto governo e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, apostam em uma rápida aprovação, senadores alegam desconhecer as propostas do governo e enxergam dificuldades para que um texto de consenso avance tão rapidamente no Congresso.

Na primeira reunião ontem (4), senadores avaliaram que o governo precisa apresentar de forma clara quais são suas propostas fundamentais para a reforma. E cogitam aprovar um requerimento para convidar o ministro da Economia, Paulo Guedes, a comparecer ao colegiado e esclarecer a visão do Executivo sobre as possíveis mudanças.

Um dos senadores a sugerir o convite, Esperidião Amim (PP-SC) disse ser favorável a uma reforma que torne o país mais competitivo, mas lembrou que esse é um desafio antigo do Congresso e envolve a arrecadação dos estados e possíveis impactos sobre os contribuintes. 
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) vê com ressalvas declarações de Rodrigo Maia e outros políticos que consideram ser viável a aprovação de mudanças tão profundas em apenas três meses e diz se sentir constrangido por não saber a posição do governo sobre a reforma.

Para o senador Eduardo Braga (MDB-AM), o governo federal está sendo ausente no debate em torno da reforma tributária. “Em um tema em que os estados possuem interesses difusos, diversos, onde temos de mitigar a questão do pacto federativo, onde é necessário haver equilíbrio, o governo vai ficar ausente, não vai apresentar uma proposta que possa ser discutida com governadores, prefeitos, com o Confaz, com o Congresso”, questionou (Ag.Senado).

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