Carlos Bolsonaro ‘comanda milícia virtual’ do governo no Planalto

O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) disse que o Palácio do Planalto emprega três assessores responsáveis por uma “milícia virtual” que opera campanhas de ataques nas redes sociais contra adversários e dissidentes do governo. O coordenador das atividades seria Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, Jair Bolsonaro. O depoimento de Frota foi dado à CPMI que investiga notícias falsas nas redes sociais e assédio virtual, a CPI Mista das Fake news.

O deputado citou como membros do grupo os servidores Tercio Arnaud Tomaz, José Matheus Salles Gomes e Mateus Matos Diniz, que já foram convocados para prestarem depoimento. “Eu sei tudo o que eu vi, vivi e ouvi. A rede de intrigas de Bolsonaro produz material em escala atacando quem estiver na frente ou venha a discordar. Ficou claro que o Palácio do Planalto virou um porto seguro de terroristas digitais. Fui o primeiro a denunciar, e por isso fui expulso do PSL”, disse o deputado.

Frota relatou que os três servidores trabalharam na campanha presidencial de Bolsonaro operando “redes de ataques” e agora tiveram a tarefa “oficializada” com dinheiro público, dando continuidade a ela dentro do governo. O deputado afirmou que já presenciou o grupo reunido com Carlos Bolsonaro e o presidente Jair Bolsonaro no Planalto.

O modus operandi dessas “milícias”, segundo explicou Frota, usa contas falsas em redes sociais, disparos automatizados e ataques combinados. Os participantes da rede se reúnem em fóruns ou aplicativos de mensagens, escolhem alvos e elaboram conteúdos específicos, que podem ser imagens, vídeos, notícias falsas ou hashtags. Empresas de marketing digital também atuariam tanto na produção quanto na divulgação (Ag.Senado).

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