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Trajetória evolutiva do ser humano

em Opinião
quarta-feira, 05 de outubro de 2016

Benedicto Ismael Camargo Dutra (*)

Estudiosos perceberam que as fases da vida do indivíduo reproduzem os degraus da história da evolução da humanidade.

No entanto, o homem moderno desconhece essa realidade. Então se torna indispensável que as novas gerações assimilem a trajetória da humanidade desde sua origem para adquirir consciência. Os jovens têm de reconhecer que trilhamos caminhos errados e precisamos buscar o aprimoramento da nossa própria espécie.

Estamos num impasse dramático diante de tantos desafios e dificuldades criadas pelo ser humano que, obstinadamente, não quer ajustar-se ao movimento evolucionista da Criação. As escolas não devem ser plataforma de ideologias, mas de busca do saber do significado da existência e preparo para a vida construtiva, a qual não é um jogo nem deveria ser um campo de luta. Muitos jovens estão percebendo isso.
Deverão ser os novos agentes da melhora, da libertação dos erros do falso saber, trazendo de volta o bom senso, a esperança, a ética e a consideração, na busca de melhor futuro para os povos e para o planeta. O hábito de ler está sendo perdido pelo culto ao imediatismo. As editoras precisam escolher bons originais para lançar apesar de a venda destes ser incerta, pois se alcançamos algum progresso até agora isso se deu através dos livros. Cada vez mais as pessoas estão sendo direcionadas para as futilidades da vida, esquecendo-se do essencial.

Ao espírito humano foi dado o corpo para encarnar e, ao corpo, o cérebro para raciocinar; mas o raciocínio, não dominado pela vontade interior do ser humano, subjuga o espírito indolente para reinar com a restrição materialista. Apesar de vislumbrar o maravilhoso funcionamento do cérebro, a humanidade ainda desconhece os mistérios existentes sobre o seu funcionamento.

Depressão e desequilíbrios emocionais são males atuais. No passado, eles ocorriam com menor frequência porque eram tempos menos acelerados, quando as pessoas conversavam amistosamente de forma relaxada, pois tinham alguma afinidade com o ciclo da vida, o que se perdeu na atualidade devido à correria atrás do dinheiro e das contas.

Buscando o significado da vida, as pessoas terão um propósito para preencher os raros momentos de contato consigo mesmas. A civilização se tornou materialista deixando de lado o idealismo e a espiritualidade, forjando um mundo áspero de pouca alegria. Para retornar aos dias felizes é preciso voltar a atenção à essência real da vida.

De século em século, em vez de caminhar na direção da verdadeira evolução, a humanidade tem sido conduzida para o oposto do que era desejado. Ganância e sede de poder têm impedido o progresso real. As novas gerações devem ser preparadas para se tornarem pessoas de qualidade, benéficas a si mesmas e ao planeta.

Após milênios percorrendo o curso evolutivo, os seres humanos deveriam ter mantido firme a conexão com o mundo espiritual de onde se originaram, reunindo em si todo o resultado do desenvolvimento até agora, alcançando o saber total da Criação para o viver com plenitude, em paz e alegria, com conforto material, saúde e automotivadas para atividades voltadas para o continuado aprimoramento.

Mas a espécie humana estagnou na indolência e preguiça, atrofiando os talentos do espírito, e se encontra muito abaixo do lugar onde deveria estar, permanecendo no erro quanto ao preparo das novas gerações.

(*) – Graduado pela FEA/USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida ([email protected]); Twitter: (@bidutra7).