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SOC: quem são os profissionais super-heróis invisíveis do mundo cibernético?

em Opinião
terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Humberto de Oliveira (*)

O cenário de segurança cibernética está em constante evolução e as organizações precisam estar preparadas para enfrentar ameaças cada vez mais sofisticadas. Nesse contexto, o SOC (Security Operations Center) tem desempenhado um papel vital na defesa contra essas ameaças.
 
Nesse contexto, o SOC agora utiliza de ferramentas avançadas de detecção de ameaças emergentes, como ataques direcionados, ransomware, phishing avançado e APTs (Advanced Persistent Threats). Entre as soluções estão o EDR (Endpoint Detection and Response) e o SOAR (Security Orchestration, Automation and Response), que permitem uma resposta automatizada e coordenada aos incidentes, além de fornecer visibilidade e controle nos endpoints, ou seja, qualquer dispositivo conectado a uma rede de computadores.
 
Além disso, uma tendência importante na evolução do SOC é a implementação de tecnologias de Inteligência Artificial (IA), que pode analisar grandes volumes de dados em tempo real, identificar padrões e anomalias, além de prever e detectar ataques antes que eles ocorram. O Machine Learning (ML), por sua vez, permite que o SOC aprenda com o passado, adaptando-se a ameaças emergentes e refinando suas capacidades de detecção e resposta.
 
Ou seja, ao integrar IA e ML, o SOC pode detectar e responder “automaticamente” a ameaças, reduzindo o tempo de resposta e minimizando o impacto de incidentes de segurança.
 
É possível afirmar que o SOC desempenha um papel fundamental na proteção da infraestrutura digital e na defesa contra ameaças cibernéticas. No entanto, além de suas habilidades técnicas e conhecimento especializado, é essencial que os profissionais do SOC sigam princípios éticos sólidos.
 
Isso inclui acatar rigorosas políticas e práticas de segurança para garantir que as informações confidenciais não sejam divulgadas indevidamente, além de manter segredos comerciais, informações pessoais e estratégias de defesa em sigilo, protegendo a privacidade dos dados e garantindo que apenas as pessoas autorizadas tenham acesso.
 
Além disso, os profissionais do SOC não devem permitir influências pessoais, preconceitos ou discriminação na análise e resposta aos incidentes. Todas as ações devem ser baseadas em evidências e em uma avaliação objetiva dos riscos e impactos. A imparcialidade também implica em tratar igualmente todas as partes envolvidas, independentemente de posição, empresa ou relacionamento com a organização.
 
Mas o trabalho do SOC não para por aí. Enquanto o resto do mundo está aproveitando uma boa noite de sono, eles estão ocupados verificando sistemas de detecção, implementando atualizações de segurança e fortalecendo as defesas das organizações. Sem eles, os hackers teriam festas cibernéticas durante a madrugada. E, nesse mundo noturno, a colaboração é a chave do sucesso.
 
Há um trabalho, lado a lado, do SOC com outras equipes de segurança, formando uma liga de heróis da segurança cibernética. Juntos, compartilham informações confidenciais, trocam conhecimentos e se unem para enfrentar as ameaças mais poderosas. Eles são os super-heróis invisíveis do mundo cibernético!

(*) Consultor de Segurança da Informação da Protiviti, empresa especializada em soluções para gestão de riscos, compliance, ESG, auditoria interna, investigação, proteção e privacidade de dados.