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Conectividade: aspecto essencial na vigilância patrimonial

em Negócios
quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Henrique Chimara (*)

O setor de telecomunicações teve desenvolvimentos robustos nos últimos anos, com a evolução da conectividade. A conexão 4G, já tradicional e bem estruturada, está implementada em praticamente todo o Brasil, chegando inclusive em áreas bastante remotas, para as quais leva alta capacidade de transmissão de dados.

Enquanto isso, o 5G hoje está em mais de 3 mil cidades brasileiras e, até 2030, deve atingir 61% da base móvel mundial – se mostrando uma forma promissora de conectividade. Enquanto a evolução tecnológica segue trazendo transformações às nossas relações cotidianas, o setor de sistemas de monitoramento para proteção de casas e comércios não fica de fora, utilizando estes desenvolvimentos em prol da vigilância patrimonial.

O uso da rede 4G neste mercado é um exemplo claro de como estes avanços podem ampliar a sensação de segurança para a população, especialmente em regiões mais afastadas, onde a infraestrutura antiga não chegava.

O verdadeiro impacto disso está na eficiência da proteção, penso eu. Esses aspectos tornam possível o envio rápido de dados importantes, como imagens de câmeras de monitoramento, e permitem a comunicação via VoIP (voz sobre IP), uma alternativa valiosa em situações de emergência.

. Resiliência e redundância – Embora o Brasil ainda enfrente desafios de cobertura homogênea devido à sua extensão territorial e à existência de “zonas de sombra”, dispositivos que aproveitam, além do 4G, também o 2G e o 3G como alternativas de comunicação para momentos de instabilidade, asseguram um sistema robusto.

Essa redundância de sistema, que acontece pelo uso das diferentes formas de conexão, garante o acesso constante ao sinal, para que assim, equipamentos que dependam desta conexão ininterrupta, possam garantir seu funcionamento em qualquer circunstância.

. IoT, 5G e IA – siglas que trabalharão em conjunto – O futuro do setor parece ainda mais promissor com a consolidação que o 5G terá nos próximos anos, prometendo uma revolução significativa em vários setores da sociedade, incluindo a vigilância patrimonial. Sua capacidade de transmitir imagens em alta resolução e, futuramente, vídeos em tempo real, com maior qualidade e velocidade, abrirá novas possibilidades para sistemas de vigilância.

Além disso, o uso de Inteligência Artificial (IA) integrada a esses dispositivos de Internet das Coisas (IoT), como uma fechadura inteligente, um sistema de alarme ou um sensor de ambientes pode trazer uma detecção mais precisa de situações de risco, reduzindo alarmes falsos e aumentando a confiança do usuário.

No entanto, essa evolução também nos convida a refletir sobre os desafios que acompanham a modernização: como a implementação da infraestrutura necessária para manter o 5G em operação em áreas remotas, por exemplo.

De qualquer maneira, o atual uso do 4G e, futuramente, do 5G em sistemas de segurança e vigilância é mais do que uma questão de conectividade: é sobre como a tecnologia pode ser colocada a serviço da população, trazendo conforto, proteção e, acima de tudo, tranquilidade.

Para garantir que esses benefícios sejam amplamente sentidos, é fundamental que empresas trabalhem em favor de superar os desafios de conectividade que um país de dimensão continental como o nosso possuem para, assim, maximizar as oportunidades e possibilidades.

(*) – É Diretor de Tecnologia e Projetos da Verisure Brasil (www.verisure.com.br).