Como começar um negócio com pouco dinheiro?

“Nosso primeiro escritório foi o meu quarto e o primeiro colaborador a minha irmã” relata Matheus Francisco, sócio da empresa de manutenção de eletrônicos, Loja do Sapo, que hoje conta com atendimento em todo país. A história do Matheus pode ser a realidade de muita gente.

Levantamento realizado pela Serasa Experian, revelou que no último ano o Brasil bateu recorde de abertura de novas empresas, foram 3,3 milhões de novos negócios, o que representa um crescimento de 8,7% em comparação com 2019. Este é o maior índice desde 2011, início da série histórica da Serasa. Vale ressaltar que o número foi impulsionado especialmente pela abertura de MEIs, 2,6 milhões dos novos CNPjs são desta figura jurídica.

Neste cenário de muito entusiasmo pelos inícios de novos projetos, mas pouco capital, característico das pequenas empresas, os proprietários da Loja do Sapo oferecem dicas para empreendedores baseadas nas melhores estratégias adotadas por eles ao longo da trajetória da instituição.

“O segredo é utilizar da melhor forma tudo o que se tem”, afirma Francisco. “No início da Loja, começamos a trabalhar do meu quarto, o foco do negócio ainda era venda de importados, então lá tinha estoque, computador, planilhas de custos, etc. No primeiro momento chamei minha irmã para me ajudar, na época ela tinha acabado de concluir a faculdade e ainda não estava trabalhando. Ela cumpria horário mesmo com a operação sendo dentro de casa.

Depois ainda convidei uma prima pra se juntar a nós. Até que tivemos condição de alugar um espaço e contratar formalmente os primeiros funcionários”, lembrou o empresário. Quando perguntado sobre a informalidade do negócio Matheus respondeu, “a realidade do nosso país é que, pela falta de capital, ou mesmo de informação, a grande maioria das empresas começam na informalidade, mas isso pode ser bom. Este período inicial serve como um teste para avaliar se o negócio vai, ou não, dar certo”.

Douglas Sabino, também sócio do empreendimento revela que sempre realizaram testes ao longo da trajetória da Loja do Sapo. “Começamos com venda de importados e percebemos que os produtos de uma determinada marca de celulares tinham muita demanda, então focamos nela. Depois, percebendo a oportunidade de mercado, também nos especializamos na manutenção dos dispositivos dessa marca. Fomos experimentando e o mercado foi nos dizendo o que funcionava”, contou.

“Há dois anos começamos a abrir operações em shoppings e processo não foi diferente. Primeiro instalamos um stand para realizar manutenção de celulares, com a experiência validada abrimos um quiosque no local”, relembra Sabino. Como uma terceira dica para quem está começando, além de utilizar da melhor o que se tem e realizar testes, os empreendedores recomendam reinvestir o dinheiro.

“A cada venda de celular que fazíamos utilizávamos o dinheiro para comprar outros dois” contou Douglas. “Muita gente peca na indisciplina financeira e começa a gastar indiscriminadamente, sem se preocupar com o fato que de o negócio precisa de investimento para crescer. Todo mundo pode começar sem capital, mas sem ele ninguém cresce”, finalizou Matheus. Fonte: (www.lojadosapo.com.br).

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