Obrigatoriedade do uso de máscaras vira oportunidade para pequenos negócios

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Além do Distrito Federal, dez estados já adotaram o uso obrigatório de máscaras. Foto: diariodocomercio.com/reprodução

Quando Camila Sampaio, dona da loja de roupas Arara Store, de Brasília, anunciou nas redes sociais que passaria a produzir máscaras, não imaginou o sucesso que teria. A empresária comercializa equipamentos de proteção feitos com retalhos de coleções passadas e estima a venda de mais de 200 unidades por semana. “Eu vou disponibilizando aos poucos no site e em cerca de 15 minutos elas já esgotam”, disse. Com um custo de produção muito baixo, Camila destina os recursos arrecadados para a compra de cestas básicas.

A demanda pelas máscaras em Brasília cresceu após decreto do governador Ibaneis Rocha que torna obrigatório o uso de máscaras a partir de hoje (30) como medida de prevenção à disseminação do coronavírus. O texto recomenda o uso de máscaras caseiras para a população para que trabalhadores da saúde tenham prioridade na aquisição dos equipamentos de proteção profissional. Além do DF, dez estados já adotaram o uso obrigatório de máscaras.

Em São Paulo, onde o uso de máscaras é apenas recomendado pelas autoridades, a empresária Poliana Evangelista, dona do Ateliê Fofuras e Mimos, que vende peças para decoração de quarto de bebê, começou a produzir o material para proteger a família, mas passou a comercializar. “Como a demanda pelo meu produto principal caiu bastante, o ateliê está vivendo praticamente da venda de máscara. Com o alto número de pedidos, hoje conto com a ajuda de mais duas pessoas da família para a produção”, revela.

Poliana produz cerca de 150 unidades por dia e vende para o Brasil inteiro. “Além de São Paulo, a gente recebe muito pedido do Rio de Janeiro, Minas Gerais e até da Bahia”, afirma. Além das máscaras comuns, com proteção para nariz e boca em várias estampas, ela também produz máscaras com proteção para os olhos. Em Fortaleza, onde ainda não há nenhuma orientação sobre a obrigatoriedade do uso do material de proteção, a artesã Eurides Silva, dona do Brigitte Atelier, conta que reconfigurou o seu negócio após perceber a alta demanda.

“Eu publiquei uma foto nas redes sociais de algumas máscaras que fiz para a minha família e as pessoas começaram a pedir bastante”, afirma a empresária que já chegou a produzir mais de 100 máscaras em um dia. “A partir do momento em que eu entendi essa necessidade, interrompi a produção dos outros produtos, comecei a focar nas máscaras e para mim tem sido muito positivo, pois assim eu levanto uma renda para a família num momento de crise e ocupo as mãos e a mente nesse momento difícil”, finaliza (AI/Sebrae).

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