O Governo Federal anunciou a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil brutos por mês. A medida, aprovada nesta semana, entra em vigor em janeiro de 2026 e impactará diretamente a declaração de 2027. A mudança representa um importante avanço na política tributária brasileira, com foco em aliviar a carga fiscal da população de menor renda e promover maior justiça na distribuição dos tributos.
Com a nova regra, todos os contribuintes que recebem até R$ 5 mil mensais estarão isentos do pagamento do IR. Já quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350 passará a contar com descontos progressivos, pagando valores reduzidos de imposto. A isenção considera o salário bruto, e não o líquido, e também contempla pessoas com mais de uma fonte de renda, desde que a soma total não ultrapasse o limite mensal de R$ 5 mil.
Segundo Nicolas Menegat, Gestor de Departamento Pessoal da Razonet, a medida representa um marco para os trabalhadores e para as empresas que administram suas folhas de pagamento:
“A ampliação da faixa de isenção reduz a intervenção do Estado sobre a renda do trabalhador, permitindo que ele mantenha uma parte maior do que produz. Com o novo limite de R$ 5 mil, a carga tributária sobre quem gera riqueza fica mais equilibrada e mais compatível com o custo de vida atual. Na prática, isso significa mais dinheiro disponível no orçamento mensal, maior capacidade de poupança e mais liberdade para o trabalhador decidir como utilizar seus próprios recursos”, afirma o especialista.
A proposta busca equilibrar a tributação ao mesmo tempo em que preserva a arrecadação pública. Para isso, o governo prevê a criação de novas faixas de taxação sobre rendas mais altas, garantindo que a política de isenção seja compensada por uma cobrança mais justa sobre os contribuintes de maior poder aquisitivo.
A mudança deve beneficiar diretamente uma parcela significativa da força de trabalho formal, reduzindo desigualdades e ampliando o poder de compra das famílias. Com a atualização, o Imposto de Renda brasileiro dá mais um passo em direção a um sistema tributário mais progressivo e alinhado aos princípios de equidade fiscal.

