Futuro do trabalho: o quanto os cobots ajudam nessa missão

Denis Pineda (*)

Com a tecnologia mais presente no dia a dia, uma nova era com termos como nanotecnologia, robótica e inteligência artificial se tornam mais comuns.

De acordo com o relatório da International Federation of Robotics (IFR), a demanda por robôs continua crescente em todo o mundo. Em 2020, mesmo com encolhimento das indústrias devido a pandemia, os fabricantes seguiram com a adoção de unidades robóticas tradicionais e colaborativas, registrando valores mais altos nos últimos anos.

Na China, por exemplo, o número de unidades operacionais de robôs tradicionais aumentou 21% neste ano, enquanto o Japão registrou 12% e a Índia um crescimento de 15%. Somando todos os países asiáticos, a demanda foi de ? do mercado global, um número impressionante, mesmo em caso de redução no ritmo e pedidos.

Já o mercado europeu teve acréscimo de 7% em unidades de robôs industriais operacionais, sendo que a Alemanha corresponde a quase 50% de todas essas unidades, tendo, inclusive, dez vezes o estoque do Reino Unido.

Essa crescente tem causado uma grande discussão sobre os impactos do mercado de trabalho, visto que, para a maioria, ao implementarem mais robôs, menos humanos serão vistos nas indústrias. Porém, a automação de processos com a incorporação da tecnologia na rotina produtiva das empresas faz com que os funcionários, que antes ocupavam cargos pouco satisfatórios, perigosos, repetitivos e com grande comprometimento da ergonomia, deixem essas funções para as máquinas.

Com isso, eles conseguem se adequar e aprender novas atividades para ocupar postos com melhor remuneração. Mudanças são necessárias e podem ser muito positivas nesse sentido. Atualmente, a maior ameaça aos empregos é a incapacidade das instituições de permanecerem competitivas, e a automação oferece vantagens por meio de qualidade de produto mais alta e consistente, maior produção e custos gerais mais baixos.

À medida que isso cresce, as corporações conseguem expandir seus negócios e apoiar outros empregos na comunidade, incluindo fornecedores, lojas, hospitais, escolas e outros serviços que dão suporte aos trabalhadores locais.
Dessa forma, concluo que as companhias que implementarem essa evolução, contarão com profissionais que realizarão tarefas de forma mais estratégica, com criatividade, e assim terão maior valor agregado.

Junto disso, serão capazes de oferecer, devido a tecnologia e força dos robôs, mais vantagens competitivas, ficando à frente de seus concorrentes. O mercado de trabalho está mudando muito e as pessoas precisam se adaptar a esses novos formatos e soluções inovadoras.

Pois quem não se atualizar, corre grandes riscos de ficar para trás. Pense nisso!

(*) – É gerente regional da Universal Robots na América Latina, empresa dinamarquesa líder na produção de braços robóticos industriais colaborativos.

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