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Conheça 5 benefícios da hiperautomação no mercado financeiro

em Mercado
sexta-feira, 08 de maio de 2026

CEO da Teros explica como o uso de tecnologia avançada transforma processos em decisões ágeis, estratégicas e eficientes

Em um cenário financeiro cada vez mais tecnológico e automático, a tecnologia avançada surge como diferencial estratégico. Tecnologias como Inteligência Artificial, Machine Learning e Automação Robótica de Processos estão se tornando cruciais para a eficiência operacional e a competitividade. De acordo com a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, realizada pela Deloitte, oito em cada dez bancos brasileiros já incorporaram a inteligência artificial em suas operações. O estudo também aponta que a implementação de IA Generativa (GenAI) já demonstra ganhos notáveis, com as instituições relatando um aumento médio de 11,4% na otimização dos fluxos de trabalho depois de adotar essas tecnologias.

Lígia Lopes, CEO da Teros, ecossistema que conecta jornadas financeiras a resultados, ressalta a importância dessa evolução: “Não é apenas uma tendência, mas necessidade estratégica. Ela permite que as instituições financeiras transformem rotinas complexas em escolhas estratégicas ágeis e otimizados, utilizando dados do Open Finance para criar ofertas personalizadas e otimizar desde a análise de risco de crédito até o pagamento e a conciliação com sistemas de gestão.”

A seguir, a executiva lista cinco benefícios da hiperautomação no mercado financeiro:

  1. Redução de custos e eficiência operacional
    Segundo a CEO, a otimização de recursos e a diminuição do trabalho manual são resultados diretos da automação de tarefas de ponta a ponta. “Isso inclui a eliminação de burocracias em cadastros (onboarding) e a redução do tempo de resposta em análises de crédito. Transações e conciliações financeiras tornam-se mais rápidas e estratégicas, o que permite que as equipes se concentrem em atividades mais estratégicas e menos operacionais”, explica. A automação de processos repetitivos não só corta custos, mas também acelera a operação, com maior agilidade às demandas do mercado.
  2. Aumento de rentabilidade e competitividade
    A inteligência de dados gerada pela hiperautomação possibilita precificação de estratégias, dinâmicas e assertivas, maximizando lucros e ajustando valores conforme a demanda e a concorrência. Para a especialista, o cruzamento de informações fornece insights valiosos para deliberações bem fundamentadas. “Em um cenário altamente competitivo, a capacidade de personalizar ofertas e ajustar preços em tempo real, com base em insumos precisos, é o grande diferencial que impulsiona a rentabilidade das instituições”, destaca.
  3. Integração flexível e sem impacto operacional
    Outro ponto destacado pela especialista é a flexibilidade de soluções low-code, que permitem integrações ágeis com sistemas existentes, Open Finance, Open Gov e APIs de grandes empresas de tecnologia, sem causar interrupções nas operações atuais. “A capacidade de integrar novas tecnologias sem desestabilizar os sistemas legados é fundamental para uma transição segura para um modelo mais automatizado e eficiente, garantindo a continuidade do negócio durante a modernização tecnológica”, comenta.
  4. Segurança e governança (Full Compliance)
    A conformidade regulatória nativa garante a proteção dos dados e a organização das operações, com monitoramento em tempo real para assegurar a aderência às normativas como as do Banco Central e leis referentes. Lígia reforça que a segurança e a governança são pilares inegociáveis no setor financeiro. “Garantir que os fluxos estejam em total conformidade com as regulamentações, como a LGPD e as normas do Bacen, é essencial para manter a confiança dos clientes e a sustentabilidade operacional a longo prazo”, sinaliza.
  5. Hiper Personalização para o cliente
    Por fim, o acesso otimizado às informações do Open Finance possibilita a personalização profunda de produtos, serviços e da experiência de crédito. Para a executiva, a hiperautomação aliada ao ecossistema aberto permite oferecer condições e soluções mais adequadas ao perfil de cada cliente.

“Personalizar a experiência do usuário de forma proativa é o que define as empresas que liderarão o futuro financeiro”, conclui Lígia. Ao unir IA, insumos e conectividade Open Finance em uma única linha de decisão comercial, a hiperautomação garante competitividade e redução expressiva de custos operacionais. A CEO da Teros finaliza complementando que “criar esse fluxo integrado é o caminho para um futuro financeiro mais produtivo, seguro e, acima de tudo, centrado no cliente”.

A hiperautomação deve estar no topo de sua lista de prioridades – Jornal Empresas & Negócios