
Especialista explica como financiar com segurança, evitar armadilhas e planejar decisões financeiras mais estratégicas
Com a taxa Selic em patamares elevados, reflexo das recentes políticas econômicas, os consumidores brasileiros enfrentam condições de crédito mais restritivas. Dados de 2025 do Banco Central indicam que a Selic se manteve em 15% ao ano, evidenciando o impacto sobre o orçamento da população. Nesse contexto, contratar financiamentos e empréstimos exige planejamento cuidadoso, já que o custo do crédito subiu de forma expressiva.
Para orientar nesse cenário, Elisa Manzato, CEO da Zupera, plataforma especializada em inteligência financeira, compartilha dicas práticas sobre como escolher a melhor alternativa de crédito e evitar o endividamento excessivo:
- Avalie o impacto dos juros antes de assumir um crédito – Com a taxa Selic elevada, os custos de financiamentos e empréstimos ficam mais caros. Isso significa que o valor final pago pode ser muito maior do que o inicialmente contratado. Antes de decidir, analise bem todas as alternativas e simule o custo total do crédito para evitar surpresas.
- Considere o financiamento imobiliário com cautela – O sonho da casa própria pode ficar mais caro em períodos de juros altos, já que as taxas anuais podem variar entre 8% e 12%. Use o simulador da Zupera para calcular o tipo de crédito, valor das parcelas e prazos de aquisição do bem. Se os custos estiverem elevados demais, pode ser melhor esperar por uma redução das taxas.
- Explore o consórcio como alternativa sem juros – O consórcio é uma opção interessante porque não tem juros, apenas taxa de administração. Ele exige paciência, já que a contemplação depende de sorteio ou lance, mas pode ser uma solução econômica para quem não precisa do bem imediatamente. Em tempos de Selic alta, pode sair bem mais vantajoso que um financiamento.
- Tenha cuidado com empréstimos pessoais e crédito no cartão – Empréstimos pessoais e crédito rotativo do cartão são rápidos, mas costumam ter os juros mais altos do mercado chegando a 30% ao ano no caso dos empréstimos e até 300% ao ano no cartão. Se precisar recorrer, compare taxas, prefira opções com garantia e, no cartão, evite ao máximo o rotativo. Se for parcelar a fatura, busque condições mais acessíveis.
- Use o home equity a seu favor se tiver imóvel quitado – O home equity, em que o imóvel é usado como garantia, costuma oferecer juros menores do que empréstimos tradicionais. Pode ser uma boa saída para quem precisa de valores mais altos, mas é fundamental que as parcelas caibam no orçamento. Sempre faça simulações para entender o impacto no fluxo de caixa antes de contratar.
Em um cenário de juros altos, escolher a melhor alternativa de crédito exige planejamento e análise. Comparar opções como financiamento, consórcio, empréstimo pessoal, crédito no cartão e home equity tornou-se essencial para não comprometer o orçamento. Diante dessa situação, Elisa Manzato, CEO da Zupera, destaca: “Na Zupera, nosso objetivo é orientar os consumidores a tomar decisões financeiras conscientes e identificar a solução de crédito que melhor se adapta ao seu perfil”, finaliza.
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