Cerca de 80% dos CEOs são contratados fora da empresa

A grande maioria das empresas não possuem um “fit” entre a estratégia & modelo do negócio & estrutura de gestão. Como consequência, por vezes, os papéis não ficam bem definidos e comprometem a evolução estratégica e os resultados. Sem dúvida, os resultados financeiros da organização são fundamentais para a sustentabilidade da companhia, e os seus colaboradores são constantemente cobrados a apresentarem bons números.

Sobretudo na esfera da gestão do negócio, onde estão as posições chamadas de C-levels: CEO, CTO, CFO, COM, dentre outras denominações. Com certeza, no atual ambiente de incertezas e de um cenário macroeconômico desafiador, as organizações precisam priorizar bons e, cada vez mais imediatos resultados para garantir a sua sobrevivência. E, dessa forma, contar no seu time com profissionais que saibam otimizar ganhos e cortar custos desnecessários, aumentando produtividade e lucratividade, é uma condição “si ne qua non”.

Então, na busca pela sobrevivência, a dança das cadeiras pelos cargos de gestão das empresas não para. Com predomínio de formação nas áreas de Ciência da Computação, Economia e Negócios, cerca de 80% dos CEOs são contratados fora da empresa e apenas 20% são promovidos internamente, segundo estudo do LinkedIn. O potencial para apresentar resultados positivos, assim como o histórico de boa atuação no mercado são fatores que vão influenciar diretamente no processo de seleção e contratação de novos gestores.

Entretanto, é de extrema relevância que o gestor contratado esteja familiarizado com o mercado de atuação, sua estrutura, principais players bem como, as peculiaridades e o modelo de negócio da companhia. É preciso considerar ainda que, tanto as pessoas como o modus operandi dos diversos tipos de negócios não são os mesmos e, por esta razão, não podem seguir a mesma dinâmica. Um exemplo bem comum é o caso de instituições de ensino, como faculdades e universidades, onde o seu gestor não é um educador, e/ou não conhece sobre a atividade fim da escola, a sua dinâmica do negócio e das pessoas.

A tentativa de gerir uma instituição de ensino da mesma maneira como se faz em uma fábrica ou em um grande prestador de serviços estaria fadada ao fracasso.

Rogério Vargas, da Auddas consultoria, comenta que: “na verdade, o gestor contratado precisa começar a entender a estratégia e o modelo do negócio, se familiarizar com a forma de fazer as coisas da companhia (se ainda não conhece), sua cultura organizacional e a atuação dos demais participantes daquele mercado.

Desenvolver assim, uma visão mais holística daquele ambiente.

É claro que a experiência e o conhecimento prévio naquele segmento trazem vantagens, porém, os números positivos e os bons resultados são consequências da correta execução estratégica, conforme o seu planejamento”. Outra situação que acontece com bastante frequência é quando os donos do negócio assumem cargos C-level e atuam na gestão direta da companhia. Vargas alerta que é de grande importância a correta definição de quem é quem na organização.

A confusão dos papéis, principalmente do sócio e do gestor, é muito comum e pode acarretar sérios problemas na gestão, consequentemente, nos resultados do negócio. “O sócio tem papel mais aspiracional e empresarial para vislumbrar oportunidades no mercado e desenvolver formas de atender a essas demandas, definir a visão e os caminhos do negócio, além de acompanhar tendências, dentre outras atividades.

Por outro lado, ao gestor (CEO) cabe a execução estratégica, o fazer acontecer, de acordo com o planejamento estratégico. E por isso, cada uma das posições de dono ou de CEO exige competências bem diferentes, perfis/talento/background, requeridos em diferentes situações e momentos / ciclos de desenvolvimento da empresa”. Os papéis de sócios e gestores são totalmente complementares e o sucesso de uma empresa está na evolução desta dinâmica de gestão entre os dois papéis.

De nada adianta contratar corretamente um gestor e o sócio não evoluir a dinâmica que ocorre neste dia a dia, portanto o sócio traz o “input” estratégico e o modelo de como o negócio pode prosperar, já o gestor, entendendo e retroalimentando a estratégia e o modelo, evolui a estrutura/equipes da empresa realizando o que se chama de execução estratégica. – Fonte e outras informações: (www.auddas.com).

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