Reforma trabalhista ‘vai desafogar’ Justiça

Fabio Rodrigues/ABr
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Presidente do TST, Ives Gandra.

O presidente do TST, ministro Ives Gandra Filho, afirmou ontem (13) que a reforma trabalhista deve desafogar a tramitação de processos nas diversas instâncias da Justiça do trabalho. O ministro informou que, dos 16 mil juízes que atuam em todo país, um quarto deles, isto é 4 mil, atuam na Justiça trabalhista e teriam analisado 3 milhões de processos no ano passado. No TST, a média é de 250 a 300 mil ações por ano, número que representa, comparativamente, mil vezes mais que o volume registrado na Itália, por exemplo.
Os críticos à reforma, sancionada em julho pelo presidente Temer, argumentam que a nova legislação precariza as condições de trabalho. O ministro Ives Gandra, no entanto, argumentou que a reforma confere flexibilidade às negociações entre empregado e patrão. “A reforma trabalhista, na parte processual, está sendo fantástica. A principal vocação do juiz trabalhista é conciliar. Se conseguir conciliar, promove a paz social”, disse o ministro.
O ministro anunciou que a partir do próximo sábado (16), o TST estará aberto para visitação do público externo. Acompanhados de guias, os visitantes terão acesso a nove pontos, incluindo as salas das sessões, o gabinete da presidência e os jardins suspensos, localizados no 6° andar do prédio do tribunal, que tem o projeto assinado por Oscar Niemeyer. Em dois andares do prédio, são exibidos painéis de Francisco Brennand e de Athos Bulcão (ABr).

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