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Greve geral ‘não ajudará na retomada da economia’

em Manchete
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Lúcio Bernardo/Ag.Câmara

Lúcio Bernardo/Ag.Câmara

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou ontem (27) que a greve geral marcada para hoje (28), contra reformas propostas pelo Executivo, não colabora com a retomada do crescimento econômico do País. “Reequilibrar o estado brasileiro não é uma questão de ideologia, é uma questão de racionalidade, porque precisamos racionalizar os gastos públicos. Respeito qualquer movimento, mas acho que o Brasil vive uma crise muito grave para que a gente fique gerando uma desestabilização que não é boa”, criticou.
Segundo Maia, servidores públicos têm estimulado diversas outras categorias a aderir à greve geral. Mas, para ele, os servidores precisam compreender que, sem as reformas, acontecerá no Brasil o que ocorre no Rio de Janeiro, onde o governo estadual tem atrasado salários. Maia defendeu a aprovação da reforma trabalhista e reafirmou seu apoio à reforma da Previdência. Afirmou que as mudanças nas aposentadorias vão equilibrar a relação entre a dívida pública e o PIB, permitindo controle do endividamento brasileiro e maior confiança em investimentos no País.
Já o líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), defendeu a mobilização dos trabalhadores contra as reformas. Para ele, o resultado da votação (296 a favor e 177 contra) mostra que o governo não tem apoio para aprovar a reforma da Previdência, já que são necessários 308 votos, por se tratar de emenda constitucional. Segundo Maia, no entanto, o governo conseguiu reorganizar sua base ao aprovar a reforma trabalhista. “Se não tivesse tido essa reorganização, não teríamos essa vitória, seria bem diferente o resultado. Nós teríamos ganho com no máximo 240 votos, mas caminhou para quase 300”, disse.
O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), comemorou a aprovação da reforma trabalhista e anunciou que vai manter o diálogo com a base para aprovar a reforma da Previdência. Segundo ele, o governo não se preocupa com as manifestações marcadas para amanhã. “É um direito democrático de se manifestar, mas estamos preocupados em trabalhar, e o governo está muito tranquilo em relação a isso”, afirmou (Ag.Câmara).