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EUA cancelam visto temporário a 250 mil salvadorenhos

em Manchete
segunda-feira, 08 de janeiro de 2018
Divulgação

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Decisão gera críticas de líderes de Estado e provoca uma série de protestos nos EUA.

O governo dos Estados Unidos decidiu ontem (8) cancelar o Status de Proteção Temporária (TPS) para mais de 250 mil salvadorenhos, mas dará um período de 18 meses, até setembro de 2019, para que eles deixem o país ou busquem uma via alternativa para a regularização da estadia, informou um funcionário do alto escalão do Executivo.
O Departamento de Segurança Nacional (DHS) justificou a decisão ao afirmar que “já não existem as condições originais” provocadas pelos devastadores terremotos de 2001 em El Salvador, razão pela qual foi concedida a proteção a um total de 263.282 salvadorenhos até o fim de 2016. Ao ser questionado sobre se foram levados em consideração os altos níveis de violência no país centro-americano na hora de tomar a decisão, o funcionário enfatizou que só foram considerados os aspectos pelos quais a proteção temporária foi concedida e nenhum outro.
O porta-voz insistiu que o período de 18 meses permitirá que os afetados pela medida “preparem sua partida” para seu país de origem ou busquem outra maneira de ficar nos Estados Unidos legalmente. O governo de El Salvador, a comunidade salvadorenha nos Estados Unidos e ativistas pró-imigrantes vinham batalhando sem descanso nos últimos meses pela manutenção do TPS, ou pelo menos para a sua prorrogação por seis meses, como o governo fez com o programa para os hondurenhos.
Sob a Presidência do republicano George H.W. Bush (1989-1993), o Congresso dos EUA estabeleceu um procedimento que permitia ao governo conceder, de maneira extraordinária, uma permissão temporária de residência e trabalho aos cidadãos de países afetados por conflitos bélicos, epidemias e desastres naturais: o TPS. Esta permissão não abria caminho para a residência permanente, nem para nenhum outro status de regulamentação migratória, por isso, com a decisão do governo dos Estados Unidos de não prorrogá-la, seus beneficiários terão de retornar a seus países de origem ou correrão o risco de serem deportados, caso decidam ficar nos EUA de forma irregular (ABr/EFE).